quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Esse time joga por música
Unindo uma idéia do jornalista José R. Torero – que fez um time de escritores – com a retrospectiva do ano, resolvi escalar o meu time musical de 2008, entre grupos e cantores que pude conhecer, de verdade, neste ano que acaba.
No gol, Chico Science e Nação Zumbi.
- Nada como ter um líder na posição de goleiro. O líder do transformador movimento pernambucano mangue beat representa toda uma Nação Zumbi.
Na lateral-direita, Clara Nunes.
- Soube interpretar muito bem músicas de um povo que viveu, e alguns de seus descendentes ainda vivem, à margem da sociedade, os negros. A lateral-direita não é só uma homenagem, mas um protesto.
Na defesa:
Fernanda Takai.
- A descendência japonesa dá velocidade para se antecipar aos atacantes. Ainda por cima, é capaz de demonstrar um bom entrosamento em grupo, com o Pato Fu, e ser habilidosa no combate individual, cantando Nara Leão.
Cartola.
É para quem gosta de clássicos. Como Domingos da Guia, Cartola é um desses. É o tipo de jogador que se quer ver vestindo a camisa de qualquer time. Neste caso, é o tipo de música que gostamos de ouvir em outras tantas boas vozes.
Na lateral-esquerda, Chico Buarque.
- Além da evolução sofrida pelo esporte, Chico já não tem tanto fôlego para atuar na ponta-esquerda. Mas continua a distribuir letras, o que para quem gosta de futebol é muito bonito de se ver. E ainda faz seus gols, afinal sempre está apto para marcar com as suas músicas.
Volantes
Novos Baianos.
- Para ser volante tem que vestir a camisa. E a brasilidade é evidente para os Novos Baianos. Além disso, a segurança em campo não parava a criatividade.
Nara Leão.
- Neste time é a responsável por ligar a defesa ao ataque. É a típica atleta versátil ao conseguir passar rapidamente da Bossa Nova à Jovem Guarda, muito atacada pela imprensa, com muita precisão e qualidade.
Meias
Os Mutantes.
- É o capitão de um time inovador. Os Mutantes gritam na hora certa; falam com os árbitros em outra língua. Além de tudo isso, sabe misturar o melhor das táticas estrangeiras, a guitarra, com a criatividade típica do Brasil.
Pixinguinha.
- Para vestir a camisa 10 tem que ser um verdadeiro maestro. Com a bola no pé, tem que se possuir a cadência de um choro à velocidade de um bom samba. Pixinguinha foi um dos primeiros brasileiros a entender de música nos seus mínimos detalhes e a última contratação da nossa equipe.
Atacantes
Secos e Molhados.
- Poucos sabem com tanta maestria irritar os adversários com composições musicais irreverentes e, ao mesmo tempo, fazê-los ficarem impressionados com seus tentos. Chama a atenção dos marcadores com a inusitada forma de se apresentar no palco de jogo. Uma lição a ser levada para além-mar.
Noel Rosa.
- Ronaldo, Luís Fabiano, Adriano, Amauri? Não, Noel Rosa. Poucos conseguem num tempo de carreira tão curto ultrapassar a marca de 200 músicas criadas. Este carioca conseguiu passar disso até os 26 anos!
No banco de reservas convocamos a novidade musical pernambucana Mombojó, o alagoano-catarinense Wado, o samba de Maria Rita, o espetáculo d’O Teatro Mágico, a criatividade de Zeca Baleiro e a irreverência de Tom Zé, alguém a ser explicado.
P.S.: Não posso deixar de agradecer pessoas que serviram de diretores do meu time neste ano. São dois pernambucanos. Um que me fez conhecer os aspectos culturais da sua terra e me forçou a sair da modernidade vazia a qual vive a cultura alagoana; e outro que me fez conhecer mais do samba – seja no agradabilíssimo Samba Sim de 2007 ou no Malacada, em 2008. E mais dois alagoanos, que muito me ajudaram nas discussões sobre os atletas da música. Um com gosto que vai do Oiapoque ao Chuí e outro que até em coral canta.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Da proximidade ao afastamento
Da proximidade ao afastamento - parte 2
sábado, 13 de dezembro de 2008
Última Parada em favela movie’s?
domingo, 7 de dezembro de 2008
Nome único

domingo, 23 de novembro de 2008
Fome: ainda um tema proibido?
Fome: um tema proibido – últimos escritos de Josué de Castro
Fome ... - Parte II
(CASTRO, Josué de. Fome: um tema proibido – últimos escritos de Josué de Castro. Anna Maria de Castro (org.). 4. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003, 242 p.).
domingo, 9 de novembro de 2008
Enforca um, elege o outro
O que mais ouvimos é que o dia 04 de novembro de 2008 marcará a história da humanidade. Neste dia, 66% da população “votante” dos Estados Unidos foi às urnas e com ampla vantagem elegeu o primeiro presidente negro da história estadunidense.
Há quase vinte anos atrás os Estados Unidos “alimentavam” com armas o Iraque de Saddam Hussein contra o Irã na Guerra do Golfo. Décadas depois, seu presidente resolve inventar uma estória gigantesca, com muita ficção, para que o mundo inteiro aceitasse ou participasse de uma corrida maluca até garantir seu enforcamento.
Mas, em meio a tanta esperança, em plena “revolução democrática” (Arnaldo Jabor), porque citar algo que só lembra o passado? Ah, você pode pensar: “para demonstrar que, como disse o próprio Obama, ‘a hora da mudança chegou à América’. A era Bush chegou ao fim”.
Engano vosso.
De forma superficial, Barack e Saddam têm, ao menos, uma coisa em comum: ambos possuem o sobrenome Hussein e representam povos segregados na histórica estadunidense, os negros e os árabes. Para um, a resposta foi o enforcamento; para o outro, a aclamação mundial.
Calma, ávidos defensores do democrata, não cairemos no discurso desesperado mccaniano e dizer também que Obama tem ligações com algum terrorista. A questão que os une é a facilidade do pessoal lá de cima, os desenvolvidos Estados Unidos, de armar simples mortais, seja através de armas ou de um poder político e confiança antes inimaginável.
Exageros aos montes aparecem agora. Os míseros onze anos de política de Barack o fizeram chegar ao posto mais importante do mundo. Um negro chegando ao maior posto do mundo, seria a prova de que “a vitória está ao alcance de todos” (Jornal Nacional). Porém, quem faz parte desse todos?
Obama vem de origem familiar pobre, é verdade, mas tem ao seu lado o arsenal de um dos maiores partidos políticos do mundo, um lado da polaridade eleitoral americana, os Democratas, que estão longe de ser um partido que sempre defendeu a igualdade entre os povos.
Mas isso é o partido, não o sujeito, certo?
Então vamos à parte prática: quais são as propostas de Barack Hussein Obama Jr. que possam gerar uma transformação real para a população, nesta incluindo o mundo inteiro, afoito pela sua vitória? Tirar as tropas do Iraque daqui a cinco, seis meses, modifica a vida dos quenianos que tanto vibraram com a sua eleição?
Acho que não. Os estadunidenses não votariam em Obama, em plena grande crise econômica, se ele pensasse em dividir com os demais países as riquezas que tanto tentam demonstrar. Não só os votos dos negros, dos desempregados deram-lhe a diferença de mais que o dobro de delegados em relação ao seu adversário. A elite também o escolheu e nós, brasileiros, sabemos muito bem o quão é importante o apoio dessas elites. Perguntem aos banqueiros do Lula.
Falando no presidente brasileiro, uma relação pertinente. Brito Júnior, no programa de variedades em que trabalha, afirmou que o resultado eleitoral era a realização do sonho de Martin Luther King, da união entre brancos e negros, “a chegada dos negros ao poder”. Quer dizer que o Lula no poder, é o operariado no poder? Aproveitem para perguntar isso também aos banqueiros dele.
Não há dúvidas que Barack Hussein Obama Jr. quebra paradigmas ao ser alguém de cor negra se tornando presidente de uma das nações com imenso apartheid social. Assim como não haverá dúvidas, isso o futuro nos dirá, a quem as suas decisões realmente servirão. Perguntem aos banqueiros, desta vez aos americanos.
sábado, 1 de novembro de 2008
Quem quer dinheiro?
domingo, 26 de outubro de 2008
Por trás do gol

sábado, 25 de outubro de 2008
Minhas eleições - Final

Nas eleições estaduais teria que escolher entre dois usineiros, optar por um sujeito de um partido que nada me agradava (PT) ou ir à única alternativa que, eu achava, havia. Votei nesta alternativa, ainda mantinha o receio de votar nulo. Não “por causa dos que tanto lutaram pela democracia”, simplesmente preferia não anular o voto.
Enfim, segui a mesma linha da eleição local, votei na Heloísa Helena por se apresentar enquanto “alternativa” naquele momento.
Quanto aos demais cargos, votei nulo em todos eles, pois já pensava no setor legislativo como um espaço em que só venciam os interesses das classes dominantes. Mesmo alguém “honesto” teria que se adequar a esse espaço para poder atuar.
Porém, destaco duas coisas que aconteceram nos dias prévios às eleições do primeiro turno, realizadas neste ano:
1. Numa quarta-feira estou tranqüilo em casa fazendo um trabalho para entregar no dia seguinte e começo a ouvir alguns fogos. Para o meu azar, era o candidato de um cabo eleitoral cuja família mora na mesma rua que eu. Ele iria terminar a “campanha da vitória” no bar em frente a casa onde moro.
Quantidade de pessoas igual só lembro ter visto por lá a sete anos atrás, quando Vasco e Flamengo faziam a final do Campeonato Carioca e dois torcedores brigaram neste mesmo bar. Como urubu sobre carniça, numa briga “chove” gente. Assim como, com bebida de graça – as fotos dos posts anteriores representaram esta bagunça;
2. Uma discussão sobre voto nulo realizada numa comunidade do Orkut. E o detalhe mais importante: na comunidade de um time de futebol. Em duas horas foram mais de cem posts sobre o assunto!
domingo, 19 de outubro de 2008
Por trás do gol

Além do Brasil, é claro, a terceira colocada Itália também foi uma seleção repleta de brasileiros. Todos os catorze convocados e inscritos são “brasilianos”. Eu disse TODOS. Fato este que causou até discussões via imprensa e uma partida acirrada durante a segunda fase do torneio.
DUPLO Tudo bem que hoje em dia temos casos de jogadores com mesmos nomes – quantos Diegos, Klebéres ou Brunos – mas o site da Placar errou nisto: “A liderança ainda pertence a Kléber Pereira, com 78 pontos, seguido pó Alex Mineiro, que soma 72 pontos, e Alex Mineiro [sic] com
QUAL? Na Inglaterra há dois Manchester’s, o United e o City, como são chamados por lá. Aqui no Brasil costumou-se chamar o primeiro pelo nome da cidade, porém, não avisaram isto ao narrador Cléber Machado: “Com [Jô, ] Robinho e Elano, Dunga repete o trio de ataque do Manchester”.
CSA? O repórter Luciano Costa, da rádio Gazeta AM, veio com essa durante o jogo do sábado, em que o CRB perdeu para o Juventude: “Já estava impedido o Glaydson, jogador do Centro Sportivo Alagoano [sic]”. O CSA foi eliminado na 1ª fase da Série C.
NADA DE PUBLICIDADE A TV Globo tem uma política de não falar sobre eventos adquiridos por outras empresas. O repórter Carlos Gil assim citou o interesse das equipes da Fórmula Indy (Band) por Rubens Barrichello, durante o treino oficial para o GP da China: “modalidade do automobilismo norte-americano”. Só das famosas temos a Nascar e a Indy.
REVISÃO? Falta de revisão numa matéria de domingo, 19, do jornal Gazeta de Alagoas sobre as séries C e D: “Os quatro primeiros sobem para a Série B em 2010 e os quatro últimos descem para a Série D. Já os quatro primeiros da terceira Divisão sobem para a Série B”.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Por trás do gol

Pressa, agilidade, pressão, evolução tecnológica. Em muito a nova realidade comunicacional facilitou a vida tanto de quem transmite a notícia quanto de quem a recebe. Porém, como esse processo reflete a reestruturação do Capital após as crises do petróleo, sobrou para o trabalhador.
Dia após dia vemos profissões desapareceram nas redações dos jornais por terem sido substituídas por programas de computador ou pela necessidade de maior agilidade em passar as informações.
O resultado de tudo isso é que em todos os tipos de meios de comunicação aparecem erros, como vemos todas as semanas por aqui. O revisor foi para o lixo eletrônico e mesmo pequenas falhas, especialmente na mídia virtual, que poderiam ser tranqüilamente evitadas são muito freqüentes.
O QUE OS OLHOS NÃO VÊEM... Essa vem da transmissão da Band na quarta-feira, 08. Luciano do Valle, antes da divisão da rede, chama Ulysses Costa para falar sobre o jogo Sport X Vasco. Ulysses até que falou sobre tal jogo, porém as imagens mostradas foram as de Florianópolis, onde jogariam Figueirense e Palmeiras.
LOCAL Transmissão ao vivo no sábado, 11, do Torneio Infantil do SESI/TV Gazeta e Madson Delano não consegue identificar os atores da jogada: “Everton, Ronaldo recebeu impedido. Ronaldo cruzou e Renato estava impedido”.
LOCAL 2 Mais uma de Madson Delano. Ao pedir os comentários de Filho, ex-goleiro do CSA, soltou um “Meu querido Filho”.
ELETRÔNICO A pressa atrapalhando a comunicação. Começamos com a série Globoesporte.com com trecho da notícia Goiás e Internacional empatam e seguem distantes do sonho da Libertadores: “Já o Internacional [...] amargou a segunda derrota consecutiva [sic] na competição”.
DE QUEM? Outra do GE.com. Sábado sobre a partida das Eliminatórias Européias entre Inglaterra e Cazaquistão: “Aos 40, Beckham, que entrou no lugar de [?], cruzou para área”.
IRA... Para finalizar: “Quando a partida parecia que iria para o intervalo com o time iraquiano [sic] levando a vantagem mínima [...]”. Sobre a partida Irã 5X4 Ucrânia realizado no domingo, 12, pela Copa do Mundo de Futsal.
FÓRMULA 1 Em meio a uma excelente corrida no circuito de Monte Fuji, Japão, a transmissão gerada pela Formula One Manegement (FOM) deixou a desejar. Em alguns momentos, justamente no instante de uma ultrapassagem, cortava para mostrar os líderes.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Minhas eleições – parte II
A partir de 2002, vamos dizer que voltei diretamente às eleições e já com reflexo de algumas mudanças ideológicas. Fim de Ensino Fundamental e novas etapas da minha vida aconteceram a partir daí. Além de começar o processo de me tornar adulto, a maturidade política estava se aproximando na mesma escala.
No contexto de 2002 tínhamos um país em que eu via muita miséria, muita desigualdade, ou seja, alguém lucrando e muitos outros com pouca coisa. Eleições presidenciais e acreditei no senhor Luiz Inácio da Silva, era oriundo do “povo”, conhecia suas dificuldades; além disso, era bem melhor do que mais quatro anos do mesmo.
Confesso que olhei com certa estranheza ele ter se apresentado, através do marketing dudanesco, em reuniões com os empresários mais importantes (leia-se mais ricos) do país, mas era o Lula. Vale ressaltar que concorreu internamente no PT com o Eduardo Suplicy pela candidatura; achei o processo petista estranho, parecia com “cartas marcadas”. Mas estava cansado dos oito anos anteriores, “agora é Lula!”.
Após três tentativas, o ex-sindicalista vence as eleições e eu, no dia seguinte, coloco o adesivo do horizonte com o dizer supracitado. Mais uma vez tinha um colega chateado, ele torcia pelo Serra, “fazer o quê, era a vontade do ‘povo’”? Mesmo que durante o processo de transição a Heloísa Helena tenha se afastado e, posteriormente, expulsa do partido, eu continuei acreditando, só que com umas duas pulgas atrás da orelha esquerda.
Veio a posse e seu público de título de Copa do Mundo e eu em casa assisti a tudo emocionado. Devo ter vibrado antes mesmo da posse quando ele foi diplomado pelo TSE e disse que “alguns afirmaram na campanha que não tinha diploma [instrução] e agora um torneiro mecânico formado pelo Senac é diplomado presidente do Brasil”. Emocionante na época, tragicômico hoje.
2003. Nada de dar o “pé-na-bunda” do FMI, que coisa! Ainda mais, nada de melhoria real para o “povo”! Mas eu ainda acreditava em Lula/PT. Apesar de não simpatizar, desde o início, com José Dirceu, José Genoíno e Antônio Palocci. Havia alguma coisa neles que me causava repulsa, só não sabia exatamente o que era, mas comentava com pessoas próximas a mim.
2004: as coisas mudam. Roberto Jéferson espalha merda no ventilador e o PT é mostrado como “um partido igual aos outros”, com corrupção, caixa dois e... Onde mais esperava diferença vi algo igual. PT, Lula e quem estivessem aos seus lados eram iguais aos outros. “Agora é Lula” quem mama nas tetas do Governo e patrocina a desigualdade.
Ano de eleições municipais, com 16 anos finalmente poderia votar. Porém, minhas alternativas eram alguém do PMDB empurrado para a candidatura; outro que era do grupo político de gestões anteriores tanto da Prefeitura quanto do Cefet, com seus desvios financeiros e o olhar específico para quem tem dinheiro; e, a alternativa, outro que viera do “povo”, radialista e repórter [sic] policial, porém candidato patrocinado por um... usineiro!
A melhor solução encontrada quando poderia votar, e após ter por toda uma vida desejado fazer isso, foi não tirar o título de eleitor. Para quê mesmo?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Por trás do gol

Começou em São Paulo a história de obrigar a tocar o hino nacional antes dos jogos de futebol. Das terras paulistas para outros estados do Brasil – Alagoas foi um dos que acompanhou isto.
Início do ano, em meio aos campeonatos estaduais, e tudo correndo da maneira certa: os dois times e a arbitragem perfilados e cantando o hino como deve ser. Porém, a exceção ficava por conta das torcidas organizadas, poucas interessadas em parar de gritar incentivos ao seu time em troca de um dos símbolos nacionais.
Na época, formaram-se dois grupos de opiniões: 1. os que reclamavam da falta de formação dos torcedores, exigindo a distribuição da letra entre eles ou a passagem da letra no placar eletrônico - nos estádios em que isso pode ser feito; 2. a falta de educação desses “porcos” torcedores organizados.
Chega o Campeonato Brasileiro, em todas as suas séries, e a coisa piora. Devido a uma norma da CBF, as partidas têm que começar exatamente no horário em que foram marcadas, com pena de multa financeira por cada minuto passado.
Resultado: na maioria dos casos, o hino chega até ser colocado com vinte minutos de antecedência do início do jogo, sem estar sequer o trio de arbitragem no gramado. Neste final de semana, a única exceção foi o jogo Santos X Atlético-PR que, mesmo com o atraso do time santista, teve os times perfilados.
Pois é, mais uma lei que vai para o buraco. Estão aí os interesses financeiros para justificar toda essa bancarrota e a pergunta da rádio Jovem Pan AM, sonora especial criada no sábado, “Quem é o responsável?”
COPIAR + COLAR Eita mania dos jornais alagoanos de copiar matérias esportivas de agências de notícias. O primeiro caso é do O Jornal do dia 01/10 que, além de tudo, não cita a fonte da notícia: ao final do primeiro parágrafo de “Itália sofre para vencer a Tailândia” veio um “Clique aqui e confira a tabela completa da competição [Copa do Mundo de Futsal]”.
COPIAR + COLAR 2 Outra do dia 1º. Desta vez no Gazeta de Alagoas, baseado numa notícia do Globoesporte.com: “A seleção brasileira de futsal começou bem na luta pelo inédito [sic] título da Copa do Mundo”. São cinco títulos mundiais também para o futsal brasileiro, três sobre ordem da Fifa.
MAIS ERROS Duas pequenas falhas do narrador Théo José na partida Palmeiras X Sport Ancásh (PER) pela Band. O primeiro foi ao falar de um filme a ser transmitido: “Feito cãos [sic], cães e gatos”. A segunda foi sobre um evento esportivo: “Copa Salonpa’s Cup [sic]”.
CALE-SE Esse spot vem da Jovem Pam AM: “Jovem Pan, se alguém tem um time melhor, que fale agora ou cale-se para sempre!”
FALHA GLOBAL As transmissões esportivas da TV Globo foram as que começaram com o placar das outras partidas na tela junto com as colocações do momento. Durante a transmissão de Grêmio X Botafogo, a técnica falhou. Enquanto Palmeiras X Atlético-MG estavam no 0X0 aparecia ao lado do Palmeiras a classificação enquanto 1°, só que com a setinha para baixo, como se tivesse perdendo posições.
COMÉDIA PASTELÃO Palmeiras X Atlético-MG, a bola vai saindo para a linha de fundo e um fotógrafo tenta ajudar. Pega a bola e a devolve para o campo. Detalhe: a “redondinha” ainda não tinha saído. Gilson, da agência Futurapress, foi expulso de campo.
FRASE DA COLUNA “Achava que o Atlético-MG fosse ficar na toca, na defensiva. Aliás, nunca que o Galo ficaria na Toca” Flávio Prado, Jovem Pan AM. O Centro de Treinamento do Cruzeiro, arqui-rival do Atlético, chama-se Toca da Raposa.
domingo, 5 de outubro de 2008
Minhas eleições – parte I
Desde pirralho que eleições para mim era uma data especial. Saía com meus pais e minha irmã e, desde 1996, era eu que apertava as teclas – algo que foi proibido das crianças fazerem este ano.
De 1994 até aqui acredito que este período especificamente serve de exemplo da evolução intelectual que tive. De Fernando Henrique Cardoso ao voto nulo, vamos por partes.
Uma das coisas que também sempre gostei de fazer era olhar resultados, seja no aspecto esportivo ou nas eleições, neste nicho é que está a minha vontade em ser jornalista. Lembro dos meus caderninhos em que anotava os dados que apareciam na TV. Acreditava que um dia iria precisar daquelas informações, para algum trabalho, sei lá.
Para as eleições mais locais, como é o caso das eleições municipais, ficava grudado no radinho de pilha escutando os últimos resultados. Melhor, dormia com ele ligado embaixo do travesseiro para não perder nada. Confesso que escolhi perder este hábito aos poucos.
Hoje, ainda fico de olho nessas notícias – inclusive agora assisto a uma mesa-redonda sobre as eleições na TV -, mas não com tanto disponível quanto antes. Porém, acredito que também pese a mudança da minha visão de mundo eleitoral.
Lembro das eleições de 1994, eu com meus seis anos acompanhando o meu pai na urna e colocar o voto nela, aquela velha tapinha para o papel entrar. E, depois do resultado, falar para ele: “Não disse pai que ele [FHC] ia ganhar, ele é o ‘pai’ do Real”.
Além disso, lembro de uma pequena discussão com um colega meu de escolinha que defendia outro candidato a governador. Inclusive, depois do resultado, ele falou que tinha sido roubo, que tinham trocado as urnas no meio do caminho da contagem. Velhos tempos de apuração manual!
Eleições municipais de 1996. Logo após a votação nas urnas eletrônicas pelos meus pais, eu viria para Maceió – a votação era num dia determinado, independente de ser domingo. Lembro, desta vez, de ter vindo com “santinhos” do candidato a prefeito que os meus pais votaram e distribuir entre os meus parentes.
Não lembro direito das eleições de 1998, não sei o porquê. 2000 foi o ano da minha saída de Aracaju para Maceió. Aqui, as eleições ainda apresentavam os reflexos do “efeito Suruagy” e, como os meus pais ainda tinham residência eleitoral noutra cidade, pude observar de fora este período, fiz até uma ínfima pesquisa de opinião que, inclusive, refletiu os resultados das urnas.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Uma montanha insone
Você, meu seleto leitor, há de questionar: como alguém há de ter dificuldades em dormir e também em acordar? Quem disse que sou um complexo humano fácil ou, no mínimo, parecido com os demais?
Acredito que o meu corpo acaba por refletir aspectos que me tornam, mais até do que os outros, um indivíduo único. Sou capaz de ser lacônico em público e prolixo quando escrevo... Mas essa história não cabe aqui, vamos ao que interessa.
Desde meninote dormia muito bem. Inclusive teve um dia que eu, lá para os meus cinco ou seis anos, dormi mais que um dia inteiro, isso mesmo, mais que 24h. O que me recordo é ter acordado de madrugada e gritar “mainha!” ao perceber que não tinha ninguém na casa e ainda era noite. Foi quando os meus pais levantaram e explicaram que dia e horário estávamos.
Eu achei esquisito, mas era criança ainda. A única coisa que fiz foi comer alguma coisa e depois... voltar para cama. Naquela época não tinha problemas com sono mesmo, além do mais, tinha total liberdade para “estragos” como esse.
Não lembro de outros dias ter dormido tanto, mas até alguns anos atrás se eu cochilasse durante a tarde, após o almoço, à noite dormiria tranquilamente na mesma hora de sempre. Caso eu dormisse bem antes do horário normal, duas chances: ou dormiria direto, até a manhã dou outro dia; ou então, acordava, ficava uma hora fazendo qualquer coisa (leia-se, brincar ou assistir TV) e voltava a dormir.
Era ótimo isso. Porque sempre gostei de assistir esportes na TV ou escutá-los no rádio e mesmo com tanto sono, o meu organismo funcionava como um reloginho. Era só ter alguma competição de madrugada, seja corrida de Fórmula-1 no Japão ou vôlei feminino na Malásia, que eu acordava minutos antes do evento. Não precisa de despertador!
Não mais que de repente veio um problema que fez com que essa montanha tivesse problemas com sono: o vestibular. Foram mais de dois meses sem conseguir começar a dormir direito, e isso exatamente a partir do dia que fiz a primeira prova – aqui em Maceió, na época, tínhamos que fazer mais três dias de Segunda Fase.
Eram mais de uma hora para começar a dormir, mesmo que este começo fosse às 23 ou às 2h da madrugada. Fiz as outras provas, passei na universidade e fiz a matrícula. Esta terrível seqüência só foi passar após algumas semanas cursando o Ensino Superior!
De lá para cá tive algumas crises (semanas). Hoje já sei mais ou menos quando isso ocorre: é só ter vários problemas para resolver, principalmente no que diz respeito à universidade. Há dias que acordo e vou fazer alguma coisa para distrair enquanto o sono chega; outros, fico apenas me revirando na cama.
Só que o meu problema com o sono consegue ser pior! Desde o início do ano tenho que acordar cedo para ir ao estágio – cedo para os meus moldes, até então entre 9h e 11h. Gradativamente fui acordando um pouco mais tarde. 6h50 – 7h – 7h10 – 7h20, e estou me aproximando das 7h30 – espero não chegar lá.
O meu problema não é o “acordar”, já que sempre coloco o despertador do celular para as 7h e geralmente o escuto, além disso, ainda consigo condicionar o meu organismo para horários específicos, apesar de ter um menor potencial que na infância/adolescência.
A minha resposta é a mesma coisa que acontecia com Paulo Mendes Campos: o “Efeito Montanha”. Penso eu logo cedo: “Foi ficar mais um pouquinho, mais uns cinco minutos e levanto”. Mais uma colocada de cabeça no travesseiro e dez minutos depois: “Droga! Nunca consigo levantar na hora que deveria ser!”.
O motivo é que me acostumei a dormir bem mesmo só depois das 6h, quando tenho que acordar. Ainda tenho que conviver com os dias em que demoro duas horas para dormir, devido à insônia, e ter que acordar algumas horas depois de ter conseguido fazê-lo.
Pois é Mendes Campos, esta insone montanha, caso pudesse, dir-te-ia uma frase comum nos dias de hoje: “era feliz e não sabia”.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Por trás do gol

São poucos os jornalistas esportivos que admitem abertamente o time o qual torcem. Entenda-se, o medo de retaliação por parte dos torcedores de times rivais, ou até mesmo, da torcida do próprio time; nada a ver com a tal “imparcialidade jornalística”. Caso assim fosse, não teríamos tantos exemplos de defesas a clubes de um estado.
A maior discussão do futebol de nível “A” brasileiro refere-se ao eixo Rio-São Paulo. O que ocorre fora, seja bons times ou bons jogadores, desse eixo seria desconsiderado pela imprensa nacional, localizada por lá. Agora os gaúchos acusam alguns comentaristas dessa região de atacarem o Grêmio, torcendo claramente pelo título do Palmeiras. “Teorias da conspiração” a parte, em alguns casos isso realmente acontece.
Aqui no Nordeste brasileiro, toda a imprensa local se junta para torcer para o time local durante as narrações dos jogos via rádio. Caso recente foi o jogo Confiança X ASA, na quarta-feira passada. Vá lá que o juiz Rodrigo Martins Cintra errou e muito contra o ASA, mas ter radialista gritando ao pé do ouvido do árbitro após o jogo é demais. Nenhum funcionário do ASA fez isso.
Porém, fora do Brasil isso é normal. Na Itália, a Ferrari é um bem nacional e, após o erro no GP de Cingapura, recebeu críticas de torcedor mesmo. O site de um dos principais jornais italianos, o La Reppublica, tinha: “Ferrari, disastro ai box” (Ferrari, desastre no Box). Num dos blogs, uma crítica ferrenha.
CAIXINHA DE SURPRESAS – Campanha de esportes da rádio CBN: “E você ainda acredita que futebol é uma caixinha de surpresas?”. Pode até se que não, porém ainda não é uma ciência perfeita.
QUE JOGO? Essa vem da coluna do Ancelmo Góis do sábado (28). Um dos pontos da coluna afirma que “Domingo, um juiz foi detido no Náutico X Corinthians, em Recife, [...]”. Com o Corinthians na série B, ele não joga aos domingos. Além disso, com o náutico na Série A, esse jogo só poderia ocorrer na Copa do Brasil, encerrada em julho.
SIMPLES ERROS Vander Luiz trocou o time na informação: “E o Sport [sic] que havia marcado 2X0 com Júlio César ...”. A Jovem Pan AM transmitia naquele momento Flamengo versus Sport, que estava ... 0X0. Era o Goiás que vencia por 3X0 o Vitória.
SIMPLES ERROS 2 Notícia do Globoesporte.com sobre o sexto título mundial do italiano Valentino Rossi na MotoGP. Dentre os recordes citados, veio: “Mike Hailnoud and [sic] Carlos Ubbiali [...]”. Copiaram e colaram de um site em inglês, só esqueceram de traduzir uma simples palavra.
GALVÃO Estava faltando uma das deles. Ontem, na transmissão da Fórmula 1, o narrador da TV Globo Galvão Bueno teimou em dizer que tinha erro na previsão da empresa que transmite o evento para o mundo por não apresentar a classificação do Mundial levando em consideração as paradas nos boxes que alguns pilotos fariam. Galvão, a classificação que é apresentada durante as corridas é a do momento!
FRASE DA COLUNA “Aqui no Brasil é o único lugar que numerada não é numerada”, Antônio Petrin durante transmissão do Campeonato Italiano. No Brasil não criou-se a “cultura” de comprar o lugar num estádio, a escolha é feita por quem chega primeiro.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Por trás do gol

ERRO DIGITAL – No primeiro dia do cenário virtual, idéia bastante usada na Band, já haviam “cortado” um pouco da cabeça de Louise Altenhoffen no Band Esporte Clube (BEC). Ontem, estréia nos domingos, foi a vez de "cortarem" o braço. Tudo bem que o programa é ao vivo, mas edição de imagens ainda existe.
ERRO DIGITAL 2 – As imagens dos gols de sábado do Campeonato Brasileiro travaram no BEC. Só uns cinco minutos depois que tudo voltou ao normal, só que com os gols da Série B.
DESMANDOS – Imagens do BEC, não críticas a ele. O ex-deputado federal, o primeiro afastado por corrupção, Luiz Estevão fez gestos obscenos à torcida do Brasiliense no clássico contra o Gama. Detalhe: ele é dono do Brasiliense. Desmandos aqui, falta de educação ali e muito dinheiro na conta.
REPRISE – Mais uma gafe do pessoal da Band. Início de jogo do Campeonato Italiano e a lista de jogos encerrados. Não mais que de repente, o último aparece: Torino1X3Inter. Exatamente o jogo que estava sendo transmitido, ainda no primeiro tempo. Alguma dúvida do resultado final?
ABRAÇO – Radialista alagoano foi impedido de entrar em campo em Salgueiro-PE, na partida do time desta cidade contra o ASA. Não teve jeito, os companheiros até que tentaram interceder, mas sem a carteirinha da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias comprovando ser radialista não entrava em campo.
SURPREENDENTE – a atitude de Luciano do Valle na narração do jogo Sport X São Paulo. Após críticas no semestre passado aos seus companheiros de narração, os comentaristas Oscar Roberto Godói e Neto, Luciano reclamou do fato de estar em Pernambuco sem os comentaristas e, além disso, não poder escutar direito o que eles falam.
FRASE DA COLUNA– “Você não sabe o que te espera, Grêmio”. Vá lá que eu sou totalmente imparcial no que se refere à Série A do Brasileiro, especialmente nas atuais condições, mas ainda quero entender o motivo da birra do narrador da Jovem Pan AM Rogério Assis. Após cada gol da vitória de 2X0 do Verdão contra o Vasco saiu um aviso desses ao tricolor gaúcho.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Uma ode ao real
De antemão discordo dos que acharam o texto de Orwell uma ode ao capitalismo. Hoje, vinte anos depois do início da derrocada do que se convencionou erroneamente denominar de “socialismo real”, percebemos o quanto aquilo que fora escrito ainda após a Segunda Guerra Mundial, 1945, só teve seus deméritos fortalecidos ao longo dos anos; da mesma forma que ocorreu com os defeitos apresentados no mundo sobre a égide do Capital.
O contexto do início da Revolução com a realidade social dos animais sendo oprimidos pelos seres humanos continua ainda hoje, tanto na relação humano-animal quanto entre os próprios homens. Vários foram os projetos de proteção aos animais que surgiram de lá para cá, mas, por incrível que pareça, poucas são as organizações que se mantêm enquanto uma proposta coerente de transformação real das condições subumanas em que vive a maioria das pessoas.
O processo de criação do livro, que representa o fim da opressão animal, surgiu na mente de Orwell ao ver como uma criança andava com um cavalo, molestando-o, mesmo sendo infinitamente mais fraca que o mesmo. Resolvera, então, mostrar a teoria marxista através da realidade dos demais animais, numa simples granja, em que o senhor Jones representaria o primeiro dos capitalistas e os cavalos, ratos, vacas, galinhas, ovelhas... os trabalhadores.
No transcorrer do livro, vemos como o "Trabalharei ainda mais" do cavalo (proletário) Sansão vai causando a sua morte, isso quando as coisas na agora Granja dos Bichos deixam de ter produção recorde e com menos trabalho e as divisas, que desde o início eram desiguais, tornam-se ainda mais favoráveis a certos setores de animais.
De imediato a reposta vem a ser Stálin. Abro, porém, um parêntese na linha discursiva para questionar o que foi feito com esse texto de Orwell na parte ocidental do mundo. Será que não fora também uma manipulação de acordo com os interesses do capitalismo dominante (EUA e Inglaterra)? De início, amigos dos stalinistas, não quiseram sequer publicar a obra por pensarem que irritaria ao comparar os soviéticos com porcos. Pouco tempo depois, e o esfriamento nas relações, o texto virou ataque ao tal do “socialismo real”.
No final, um encotrno de taças representa claramente uma conciliação de classes, mesmo que a classe menos favorecida não tenha sido consultada para tal. A República na qual se transforma a Granja lembra muito terras tupiniquins atualmente com um presidente que veio das classes menos favorecidas só que preferiu se render aos capitalistas. Na época, serviu como paródia do encontro entre Churchill, Roosevelt e Stálin.
Pena que não possa tratar de acontecimentos marcantes do livro, até mesmo para não anunciar o seu final. Porém, posso dizer que o seu término deixa um sentimento de revolta, especialmente para quem deseja uma transformação social radical. Principalmente porque representa a nossa realidade, mesmo após mais de sessenta anos de escrito, assim como, explica muito do que se viu depois, independentemente de nomes. Virou praxe brigar em público e realizar jantares íntimos para selar acordos econômicos, vide relação Estados Unidos e Venezuela, com o seu “socialismo bolivariano”.
Por isso é que entendemos A Revolução dos Bichos enquanto uma ode ao real. A realidade e seus conflitos, suas diversas formas de opressão, suas imposições, oportunismos, enfim, tudo que reflete as desigualdades sociais iminentes. Esta mesma realidade que mostra a necessidade de se compreender que não há consciência de classe com um “todos são iguais, porém uns são mais iguais que outros” (democracia), e sim, quando a classe oprimida perceber sua função social e, principalmente, sua capacidade de transformação. Aí sim, poderemos lutar por uma transformação real desse conjunto de situações desiguais e partir para um mundo justo, livre e igualitário.