quinta-feira, 26 de março de 2015

Lógica, Informática e Comunicação - Introdução à Lógica

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Bom dia, boa tarde, boa noite a quem começar a fazer a atividade que compensará o afastamento justificado nos dias 30 e 31 de março. A parte de Lógica da disciplina toma como base dois livros: "Introdução à Lógica", de Irving Copi; e "Aprendendo Lógica", de Vicente Keller e Cleverson Bastos. Ambos os livros têm na biblioteca e trechos do primeiro está na cópia do Supermercado Pingo d'Ouro (pedir pasta de Anderson Santos).

A seguir, segue o link para a introdução do livro, que traz uma espécie de resumo do conteúdo, incluindo o que será discutido nesta aula virtual. Sugiro não tentar resolver os exercícios propostos, atentar-se a como o argumento se forma. A leitura desse trecho pode ser feita em qualquer ordem em relação às partes que seguem.


Parte 1 - Veja a diferença entre lógica formal e lógica informal através do vídeo "A lógica de Alice".

 

Parte 2 - Leia o resumo/apresentação, que contém o histórico dos estudos da Lógica.



Parte 3 - A apresentação acima apresenta a diferença entre silogismo e argumento. O vídeo "É lógico" apresenta a lógica a partir de silogismos.




Parte 4 - Perceba o jogo de palavras e os argumentos utilizados no documentário "Ilha das Flores", dirigido por Jorge Furtado e exibido a partir de 1989. Opine sobre a forma de argumentação do curta-metragem, tendo em vista o lido/visto nas partes anteriores e no texto - não se preocupe, este exercício inicial não é uma avaliação!!!

domingo, 22 de março de 2015

Grupo Globo e o telão das arenas

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Cobertura nos impressos, nas rádios e na internet; direito de transmissão dos jogos em TV aberta, fechada, para vender sob demanda (pay per view) e nas possíveis novas tecnologias que aparecerem; aplicativo para smartphones e tablets; edições especiais em revistas e vídeos e, desde o ano passado, testes para gerenciar o que passa nos telões das novas arenas de futebol no Brasil. O Grupo Globo segue ampliando o seu leque de oferta de produtos ligados ao esporte mais popular do país.

A Estádio TV é um projeto experimental que atua desde o ano passado no Mineirão, Arena Corinthians, Arena da Baixada, Allianz Parque, Arena do Grêmio e Beira-Rio, tendo como primeiros patrocinadores para a cobertura especial para os estádios a TIM e a Suvinil, que, respectivamente, colocou a marca nos números ao anunciar a escalação dos times e patrocina filmes de momentos especiais dos donos da casa.

Com as negociações para os estádios de Corinthians e Palmeiras este ano, os valores pagos podem chegar a casa dos R$ 3 milhões, caso todas as cotas sejam vendidas. Além disso, a proposta da empresa é criar um formato geral, de maneira a comercializar os pacotes nacionais e para os estádios da mesma cidade, fazendo com que o patrocinador pague para mais de uma arena.

Ainda em negociações com cada gestora de arena, que nesta primeira fase em raros casos é o próprio clube – que, logo, ficará com uma pequena parte dos valores negociados, quando ficar –, os contratos levam em consideração fatores diferentes quando comparados ao broadcasting tradicional.

O recorte de público potencial

Em resposta a questionamentos feitos por Ricardo Perrone em seu blog, a Estádio TV afirmou em nota considerar variáveis como a situação socioeconômica de cada cidade, a qualidade do estádio, o equipamento disponível (caso, por exemplo, do tamanho do telão) e fluxo de público.

Esta nova proposta serve como um dos exemplos de novos caminhos que a produção de audiovisual passou a levar em consideração para além de suportes físicos, como televisões e telas de cinema. Hoje, pode-se ter conteúdo direcionado, com programação particular, para smartphones – que também transmitem o sinal da TV aberta –, tablets, ônibus, aeronaves, táxis, espaços de circulação em geral (shopping centers, elevadores, saguões de espera etc.) e em novas formas de outdoors.

O espaço tradicionalmente ocupado passa a se pulverizar e flexibilizar, possibilitando ao mercado publicitário direcionar melhor a sua campanha, tendo em vista que o público-alvo está mais definido, em meio a tantas oportunidades de conteúdo segmentado.

O estádio de futebol pode ter públicos de diferentes níveis socioeconômicos, entretanto o aumento de preços dos ingressos por conta das novas arenas acaba também facilitando o recorte de público potencial para as marcas que estarão em camisetas, placas de publicidade e agora nos telões.

Clube será usado para outra empresa ter lucro

A permanência da Globo enquanto uma das principais produtoras de audiovisual também nestes novos segmentos revelam o olhar do grupo sobre o avanço tecnológico. Além disso, há a perspectiva de se manter líder em produção audiovisual, sua expertise, mesmo que a audiência e os ganhos a partir dela diminuam na TV aberta – o que, no último caso, ainda não ocorre, apesar da queda do número de televisores ligados sintonizados na TV de transmissão gratuita e do nível de atenção do telespectador.

Já ser a primeira a ocupar este novo filão de mercado, por um lado gera incertezas porque vai necessitar um dispêndio de recursos para testar e produzir os primeiros materiais, saber se os produtos culturais terão ou não adesão e resultado para as marcas que optaram por patrocinar a Estádio TV. É importante lembrar que o Brasil ainda não conseguiu desenvolver, por exemplo, canais de TV de clubes a serem vendidos sob demanda, ao contrário de países como a Espanha e Portugal, que o fazem desde finais da década de 1990, gerando nova fonte de receitas – e abrindo mais um espaço para exibição dos jogos dos times.

Ainda assim, caso o negócio dê certo, as vantagens econômicas aparecerão em forma de barreiras de mercado para futuras concorrentes. Além de ser necessário lembrar a experiência e o contato com dirigentes e mercado publicitário para vender o produto futebol, o Grupo Globo poderá lucrar primeiro com esta nova forma de produção.

Resta, portanto, aguardar para ver se neste caso haverá mudanças nos valores distribuídos, rompendo o que ocorre no broadcasting, em que a diferença do primeiro grupo, formado por Flamengo e Corinthians, está aumentando para os demais. Afinal, o que se é considerado para este caso é o fluxo de torcedores no estádio, mas também as possibilidades técnicas, quer dizer, o quanto uma marca pode ser melhor publicizada em estádio de time x quando comparado ao time y. Assim, como o beneficiário final passa a ser a empresa que gere o estádio, com o clube sendo, literalmente, usado para outra empresa ter lucro.

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Texto publicado na edição 841 do Observatório da Imprensa.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Arquivos implacáveis do futebol alagoano

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Falar em história do futebol alagoano é lembrar de Lauthenay Perdigão. Ex-quase-jogador, repórter esportivo e colecionador de objetos ligados ao esporte que, desde a década de 1990, encontram-se reunidos no Museu dos Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa (Dida), no Estádio Rei Pelé, Lauthenay publicou quatro livros sobre futebol em Alagoas.

"História do futebol alagoano: arquivos implacáveis" foi publicado inicialmente na década de 1980, republicado em 2011 e ganhou terceira edição no ano passado, via coleção "Pensar Alagoas", da Imprensa Oficial Graciliano Ramos.

Importante frisar a importância das publicações da Imprensa Oficial, especialmente no trabalho desenvolvido nos últimos anos, com a publicação da Revista Graciliano - que dedicou, inclusive, uma edição ao clássico CSA X CRB - e a republicação de obras clássicas, a preços populares, e de outras que marcam a produção literária e acadêmica locais. A produção apoia o trabalho realizado pela Edufal, que um dos volumes da série "Cronistas Alagoanos" estou lendo - também sobre futebol.

Os 16 capítulos de "História..." começam com o nascimento do futebol em Alagoas, a partir de Penedo em 1908, passando pela sua difusão para outras cidades, com destaque para Maceió, e a organização dos campeonatos e das disputas entre seleções estaduais, com o marco deste processo sendo o final da década de 1920.
O relato segue com textos mais ao estilo de crônicas, misturando a emoção de quem é apaixonado pelo futebol com a memória de quem o acompanha há décadas, em mais de 80 anos de vida. Jogadores, árbitros, dirigentes, técnicos, torcedores, cronistas, etc. Todos têm sua parte no livro.

Enquanto pesquisador da área, importante frisar que algumas partes acabam se repetindo em um ou outro capítulo e que o intuito aqui é o de registro histórico, não se preocupando com registros acadêmicos formais. "História..." serve como uma das portas a serem abertas para quem se interesse sobre a história do futebol alagoano, lendo sobre momentos históricos, conhecendo personagens desta e entendendo o porquê de continuarmos na periferia do futebol brasileiro. E, mesmo assim, seguirmos indo aos estádios com a mesma emoção de outrora.

REFERÊNCIA
PERDIGÃO, Lauthenay. História do futebol alagoano: arquivos implacáveis. Maceió: Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2014. (Coleção Pensar Alagoas)