sábado, 16 de junho de 2018

As mãos, 1 ano

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"Uma mão lava a outra", diz um famoso ditado popular. Mas e as mãos de uma pessoa com as mãos de outra, o que fazem?

Seguram uma das outras mãos, acariciam os braços onde se encontram aquelas mãos, sobem para o rosto... Algumas mãos com mania, desde a tenra idade, de ficar na orelha, de dia ou dormindo à noite. "Uma mão lava a outra" e a mão de outra pessoa pode segurar a nossa e dar carinho. Pode também usar parte de nós para atender uma mania que não se vê quase nunca na vida.

Gosto de alguém me acompanhando, gosto de pegar na mão de quem eu estou apaixonado, gosto de dar e, principalmente, receber carinho.

Andando com a pessoa, procuro ajeitar de vez em quando o posicionamento dos dedos. Dormindo eu procuro a mão da outra pessoa - por mais que no instante seguinte possa se virar para o outro lado e eu tenha que esperar mais um pouco em busca dessa mão.

As minhas mãos são de tamanho médio, as dela são pequenas. Às vezes falta um pouco de lá ou sobra de cá na hora do aperto. E é por isso que acho que mãos servem como metáfora para este um ano de relacionamento. Foi num abraço e num toque inicial entre as minhas e as dela que tudo começou há um ano naquela sala de cinema.

Serve como comparação também porque relacionamento também é feito de buscas, exageros para mais ou para menos, momentos de desencontros e diferentes "tamanhos" de opiniões. Não somos mãos "fáceis" e aprendemos um com outro o tanto isso pode ser ruim e o quanto não conseguimos viver um sem o outro.

Obrigado por aguentar as minhas diferenças - até porque do CSA e do Palmeiras jamais largarei mão! - e, mais que aturar, apoiar-me nos momentos que eu mais precisei nestes 365 dias. Fosse a urticária no final de semana que eu te pedi em namoro, aguentando toda uma madrugada comigo até não suportar mais e dormir com a mão em cima da minha cabeça; escutar-me tantas e tantas vezes reclamando do trabalho, do grupo de pesquisa e de muitas outras coisas, porque viver e reclamar também é preciso; estar me apoiando na cansativa, para nós dois, jornada do doutorado,... Obrigado por estar na minha vida!

Que as nossas mãos tenham ainda mais encontros e que saibamos ajeitá-las sempre que for necessário. Como brincamos, que venham mais um, 10, 100 anos juntos! Te amo MUIIIIIIITO!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

A fúria com a distância nas cotas de transmissão do Nordestão

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Fonte: Pei Fon (TNH1)

Não é surpresa para ninguém que acompanha a Copa do Nordeste que há mais de um ano ocorrem discussões sobre a necessidade de mudanças no torneio. O Sport optou por não jogar já a edição de 2018, que apresentou a redução de 20 para 16 clubes na fase de grupos; e o Bahia, especialmente, ameaça disputar com time sub-23 ou não jogar o torneio de 2019 se não houver nova redução a partir de 2020.
Para 2019, considerado ano de transição, o torneio terá a mesma quantidade de participantes, 16, mas a definição de clubes considerou os campeões estaduais, como era antes, só que também o ranking da CBF, o que permitiria que os clubes de maior tradição não ficassem de fora do Nordestão. Discutimos muito disso no Baião de Dois, incluindo ainda a proposta vinda do Bahia de reduzir para 12 equipes, sob formato semelhante ao que era na fase “Liga do Nordeste”.
O modelo aprovado esta semana restringiu-se apenas a 2019, com nova reunião sobre o futuro a ser marcada no próximo mês. O regulamento define que os 16 participantes serão divididos em dois grupos com 8 times cada, com clubes enfrentando os do grupo oposto, garantindo clássicos regionais já nesta fase. Assim, deveremos ter CSA X CRB, Náutico X Santa Cruz, Ceará X Fortaleza, Moto Club X Sampaio Corrêa, Sergipe X Confiança e Bahia X Vitória.
O formato escolhido segue o do Paraibano deste ano, com problemas que tratamos no Baião, porque pode gerar um desequilíbrio dentre os classificados. Como exemplo, o Nacional de Patos marcou 19 pontos, 5 a mais que o primeiro do outro grupo, e foi disputar o quadrangular para fugir do rebaixamento porque ficou em quarto lugar no grupo que estava – os outros problemas deste e de outros torneios na Paraíba estão na mídia, também estamos acompanhando, com atualizações a cada terça-feira.
Outro ponto preocupante é o valor das cotas. Da mesma forma que ocorreu em 2018, os direitos de transmissão serão divididos em 4 grupos. Antes desta reunião, os 3 primeiros grupos seriam divididos entre os 12 participantes com classificação direta (campeões de cada um dos nove estados do Nordeste, mais o melhor do ranking da CBF de Ceará, Pernambuco e Paraíba). O último era para quem passasse da fase prévia.
Já aqui havia um problema, porque conseguiu-se um aumento inicial de R$ 4 milhões – que pode ser mais de acordo com acordos de publicidade que possam surgir até a competição –, mas a redistribuição dos valores tirou um pouco da remuneração pelo avanço de fases, aumentando todas as cotas de participação, menos a última, que foi diminuída em R$ 240 mil.
Em termos puramente de análise de estruturas de mercado, futebol vive da concorrência entre clubes. Num jogo, entre equipes. Num campeonato, todas as que o conformam. Quanto melhor a concorrência, mais se atrai torcedores para consumir seus serviços e produtos e, consequentemente, mais empresas interessadas. Afinal, jogos com resultados mais óbvios tendem a gerar menos demanda. A diferença na possibilidade de investimento de cada participante interfere nessa relação.
Isso não significa que defendemos valor igual como algo mais justo, mas que se busque modelos de partilha que considerem variáveis mais relevantes para o torneio, ao mesmo tempo que a diferença não interfira na qualidade do produto, que é o jogo. A diferença subiu de 125 mil/ 100 mil/ 20 mil para 500 mil /200 mil /710 mil, de forma não proporcional ao dinheiro acrescido ao bolo inicial, criando diferenças consideráveis especialmente para o último grupo, que receberá duas vezes menos que o anterior, numa partilha de valores ainda pequenos.
Para piorar, a reunião ocorrida em Recife mudou a divisão e, no nosso entender, para ainda pior. Em vez de considerar o ranking para os 12 classificados diretos, ampliou-se para todos os classificados, independente de terem passado ou não pela fase prévia. Assim, as faixas ficaram em: Grupo 1 – R$ 1,9 milhão de reais (Vitória, Bahia, Santa Cruz e Ceará); Grupo 2 – R$ 1,42 milhão (ABC, Náutico, CRB e Sampaio Corrêa); Grupo 3 – R$ 1,22 milhão (Fortaleza, Botafogo-PB, Salgueiro e Confiança); e Grupo 4 – R$ 510 mil reais (CSA, Moto Club, Altos e Sergipe).
Por um lado, entendemos que usar apenas o ranking da CBF é um problema. Este considera apenas os torneios nacionais (Brasileiro e Copa do Brasil) dos últimos 5 anos, com pontuação proporcionalmente maior para os anos mais recentes – a partir de uma mudança ocorrida no final de 2016, pois antes era o histórico todo. O próprio Nordestão, até por ser o único regional existente, não é considerado. Isso faz, por exemplo, que o Santa Cruz (R$ 1,9 milhão), na Série C, ganhe quase 3 vezes mais que o CSA (R$ 510 mil), que disputa a Série B. Além disso, considera-se o ranking de 2017 para definir as cotas do torneio que iniciará em 2019, independente do que for conquistado este ano. Assim, para seguir neste exemplo, a pontuação do Santa Cruz rebaixado na Série B do ano passado é maior para o último ano considerado (em valores e em peso) que o do CSA, mesmo tendo conquistado o título brasileiro da Série C.
Outro ponto é que o mérito de ida ao torneio privilegiando os campeões estaduais, que ainda existiu para classificar para 2019, foi desconsiderado. Assim, o CSA – realmente somos clubistas, por isso o exemplo recorrente – receberá menos ano que vem que este ano, em que veio da fase prévia.
O valor do Grupo 4 é praticamente o mesmo que o último grupo de 2002 (R$ 500 mil), que o CSA também estava, mas a diferença entre grupos que naquele momento privilegiou os times de primeira divisão, eram de 110 mil e 60 mil. Criar diferenças que, em progressão geométrica, tendem a aumentar com a vinda de mais recursos, pode gerar distúrbios como os vividos no Brasileiro das séries A e B. Não à toa que o aumento da concorrência da área de radiodifusão e a pressão de alguns clubes auxiliaram na mudança dos parâmetros deste caso a partir do contrato de 2019, com porcentagem fixa mínima dividida de forma igual.
É fato, e vivemos falando disso no último ano, o valor da Copa do Nordeste deveria ser muito melhor que é. Para termos uma ideia, este ano serão pagos cerca de 23 milhões de reais; o torneio de 2002, o último da fase áurea de liga, pagou 16 milhões de reais em direitos de TV. A inflação acumulada do período foi de 170,61%. Numa projeção rápida, o valor estaria em 44 milhões – não considerando que o regulamento era diferente e as datas abundavam, com modelo regional sendo base, além do histórico de ainda mais sucesso à época.
Outra coisa importante, é que a parceria com o Esporte Interativo, em contrato assinado por 10 anos, deixou que a variação do pagamento pelos direitos de transmissão considerassem apenas a inflação do período. Tribunais internacionais em defesa de concorrência delimitam 4 anos como tempo máximo desse tipo de acordo, de maneira a não engessar as possibilidades de conquista de mais dinheiro, da mesma forma que não se prende a mudanças de prioridades dos grupos comunicacionais – no caso do EI, por exemplo, a conquista dos direitos da Champions League fizeram com que o Nordestão não fosse mais o principal produto da emissora, tirando parte da atenção destinada ao torneio.
Entendemos que começar uma necessária nova fase da Copa do Nordeste sem considerar um formato e uma divisão de valores a partir de critérios justos para todos os clubes e para estimular uma real concorrência dentro de campo é um problema a ser considerado urgentemente. Não podemos criar um novo eixo em nível regional, algo que tanto sofremos com as divisões de cotas em torneios nacionais.
Por fim, destaco o orgulho de participar do Baião e Dois e agradeço ao Matheus Chaves pelas divergências colocadas e discutidas de forma sensata pelo Twitter – infelizmente divergir, mas dialogar, sem brigar e ofender, é algo a se destacar nas mídias sociais. Foi a discussão que estimulou a escrita deste texto.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

A volta, a vida

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2017 foi um ano preocupante e animador ao mesmo tempo. De vontade de não aparecer em certos espaços de trabalho e o que deu o gás para trabalhar muito mais no ano seguinte. De fato, o de uma conjuntura cada vez mais complicada. De fato, o de um segundo semestre que, individualmente, não só salvou o ano como me faz chegar, pela primeira vez em muitos anos, com bem mais tranquilidade aos últimos dos 365 dias deste ciclo.

Vamos separar pelas coisas da vida: trabalho, pesquisa, futebol e coração.


Trabalho
Devido a um final de 2016 muito complicado quanto às relações pessoais, resolvi realmente me enfiar de cabela no trabalho nos meses iniciais de 2017. O resultado foi que o trabalho me mostrou que não posso fazer isso.

Venho batendo na tecla nos últimos meses que o momento atual, de ataque ferrenho ao serviço público, com educação levando cada vez mais pancadas, deveria ser o de maior união em defesa das universidades públicas e gratuitas. Mas é inacreditável como a politicagem supera a necessidade de uma construção política mais cuidadosa.

Foi um ano de eleições para as unidades acadêmicas/campi e, mais uma vez, as falácias rolaram e o discurso que deveria ser o de manutenção e construção foi o de destruir o outro grupo. Nesse meio, decidi estar na comissão eleitoral da eleição do campus que faço parte e, tirando algumas dúvidas sobre mim no início do processo, este decorreu de forma tranquila. A relação melhorou entre o campus e a Unidade e, especialmente os estudantes, têm hoje resultados mais ágeis em suas demandas.

Dito isto, creio que mesmo sem eu ter participado diretamente (fazendo campanha) fui um dos mais prejudicados com o processo. Sei que tenho um pouco de mania de perseguição - algo sempre controlável, mas como não gosto de errar fico preocupado quando certos ataques ou situações se constroem e às vezes minhas dúvidas se confirmam -, mas me senti um alvo constante em alguns espaços de trabalho. De certa forma é natural, vide que desde o processo no Comando Local de Greve de 2015 que percebi uma mudança de perfil nos espaços coletivos. Passei a ser voz ativa, mesmo continuando a pensar antes de falar, e isso incomoda.

Porém, há uma coisa que sempre tentei - e meus hoje amigos da época de Diretório Acadêmico podem confirmar -, discuto ideias e conceitos, não busco menosprezar pessoas em espaços públicos. Uma coisa é criticar o gestor, outra o indivíduo. Outra bem diferente é demarcar espaço generalizando críticas e só vendo erros numa pessoa.

Por coisas assim, e outras que não cabe aqui, passei os últimos meses do ano sem vontade de vir à cidade em que trabalho. Vim por ser minha obrigação, meu trabalho. Mas muitas vezes passava os dias aqui com a cabeça fervilhando, frustrado.

Além disso, acabamos ficando no meio de uma briga que não é nossa, ao menos minha não é, o que acabou prejudicando o andamento de algumas coisas de gestão em Santana. Felizmente, 5 de abril já é ano que vem. Infelizmente, o processo de construção do prédio está ainda mais complicado com o andamento atual.

Ah, sobre as turmas. Primeiro semestre no molde antigo, turmas de nível normal, com participação média. Segundo semestre no molde novo, turmas de períodos diferentes. A do primeiro é boa,  muito participativa, mas gerou alguns problemas quanto ao acompanhamento das atividades. As demais foram interessantes pela experiência de poder acompanhar melhor os trabalhos por serem turmas menores. Final de semestre, creio eu, sem traumas para mim e para eles.


Pesquisa
Maceió - São Cristóvão - Quito - São Cristóvão - Curitiba - São Paulo - Lisboa - Coruripe - São Cristóvão, com algumas passagens em Brasília.

Adoro viajar e foram essas viagens, mas um clube e uma pessoa muito importantes que tratarei a seguir, que me fizeram chegar bem neste fim de ano. Além de apresentar resultados de pesquisas, são espaços que posso rever colegas e até amigos que moram em outros lugares, além de aumentar a rede de contatos com novos colegas. E, na medida do possível tentar ver algo de futebol e/ou aumentar a coleção de camisas.

Era para este segundo semestre ser o mais leve de todos e acabou sendo o mais ocupado desde que cheguei na UFAL. O motivo: eu precisava de tempo para a seleção do doutorado. Em meio a certa frustração de, mais uma vez, não conseguir me organizar para fazer o processo de forma correta; de certa preocupação em determinada fase por um possível erro; de, mais uma vez, ver que o trauma constituído em torno do doutorado cada vez crescia mais... Consegui ser aprovado na primeira opção que tinha em mente: a UnB. O que isso representa para mim está na postagem que fiz aqui.

2018 será de um desafio gigantesco de trabalhar e estudar ao mesmo tempo, mas tinha passado da hora de eu sempre dar meus pulos para resolver as coisas coletivas e tentar fazer isso pelo que só eu posso fazer por mim. Talvez com menos viagens para lugares diferentes, mas muitas viagens para trabalhar e estudar, porém, bem feliz por ter conseguido apesar da minha rotina maluca e do bloqueio.

Futebol
Estádio da Luz, José Alvalade, Batistão, Trapichão e Allianz Parque. Foi o ano de eu ir a estádios fora do país (em Portugal), de ver jogo do Palmeiras na Libertadores no dia do meu aniversário (e eu quase saí rolando escadaria abaixo abraçado com dois torcedores pelo gol aos 51 minutos) e de ver o CSA campeão.


O Palmeiras foi abaixo das expectativas. Parou nas semifinais do Paulistão, nas oitavas da Libertadores e nas quartas da Copa do Brasil. No Brasileiro, um vice-campeonato que é muito mais que merecia. Peguei o jogo contra o Peñarol e outros dois pelo Brasileiro, Vitória e Flamengo. Sigo 100% na nova casa.

Em compensação, o CSA começou o ano com título perdido para o rival no Alagoano numa final de primeiro tempo louco e terminou na crista da onda no Nordeste - junto ao Bahia como os mais destacados do ano na região.

Se as viagens ajudaram nesta reta final, o CSA foi uma das coisas fundamentais! O mata-mata decisivo da Série C foi durante a seleção do doutorado e realmente uma das músicas virou mantra para eu me acalmar antes das provas. O fim do jejum de títulos e do doutorado numa mesma semana é algo inesquecível. Valeu até ficar quase 10 dias sem voz em algum momento de outubro.

Se a outra torcida é mediada pela televisão, o amor pelo CSA vem sendo construído nas arquibancadas do Trapichão, o que torna a sensação dessa reviravolta na nossa história ainda mais especial. Os gritos e as lágrimas que correram no rosto contra a Tombense e, especialmente, na final contra o Fortaleza não foram à toa. Estive em quase todos os jogos do ano em casa - com direito a duas idas a Aracaju -, mas também estava na segunda divisão de 2010 e quando já estávamos eliminados da D ainda na primeira fase.


Muito, muito massa entrar no Trapichão como no jogo contra a Tombense e estar arrepiado, segurando as lágrimas, por pararmos Maceió numa segunda-feira, por sairmos do fundo de um poço sem fundo do ano passado para cá.

Não tenho vergonha alguma de dizer que o futebol é terapêutico para mim e que salvou a minha vida em momentos muito ruins, pois dentro de um estádio eu posso extravasar toda carga negativa ou positiva que as outras áreas acabam empurrando. Estudo porque amo, azar de quem estuda o que não gosta. Ah, e não tem torcedor mais chato que azulino, feliz então...

Aproveitar para citar também os camaradas do Baião de Dois, que pude participar este ano para além do conselho editorial, conhecendo alguns deles pessoalmente em outros Estados. Como disse, meu sonho enquanto jornalista era trabalhar em rádio falando de futebol, passei algumas terças-feiras falando em rádio sobre futebol, com direito à palavra para me representar ("catedrático").


Coração
Talvez até mais que o CSA campeão brasileiro, e ela vive me zoando por sonhar demais quanto a ele (melhor é quanto se cumpre rs), é terminar, finalmente, um ano tranquilo quanto a um relacionamento, ainda que uma coisa ou outra aparece e necessite ser ajustada - infelizmente, os times dela não dá para ajustar.

Foi ao acaso, já que nenhum dois dois esperava, e nessa brincadeira já completamos 6 meses juntos, mesmo com as minhas viagens. Estar com alguém que não está preocupada se vale ou não a pena ficar comigo, ser minha companheira, é a melhor coisa que aconteceu este ano - quer dizer, título BRASILEIRO do CSA me deixa em dúvida se não é do mesmo nível.

Ano que vem apresenta um desafio para além de viagens esporádicas (?) e distâncias para eventos, mas espero que entendamos conjuntamente que os desafios de nossas vidas são melhor enfrentados quando temos a melhor companhia.

Que 2018 seja menos tenebroso do que eu imagine em termos conjunturais e que eu sobreviva até melhor que este ano - de preferência com mais títulos!