sexta-feira, 26 de maio de 2017

Para certas coisas que nunca haverá momento certo

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Para certas coisas nunca haverá momento certo. Meu pai tentou chegar devagar com o assunto hoje, pelo Whatsapp, mas eu conheço bem a tática dele para momentos assim e até acaba sendo pior. Realmente não seria o momento adequado, tinha as aulas finais do semestre logo em seguida e venho num momento de tentativas de pressão por parte de outras pessoas.

Não é a primeira vez que uma perda ocorre e eu tenho que respirar fundo e seguir com as obrigações até poder chegar em casa e, finalmente, desabar. Na verdade, se teve algo que a partir da adolescência foi ter de separar os problemas de família das etapas de trabalho e estudo. Mesmo quando eu queria ter com quem falar, era melhor esquecer um pouco e deixar as coisas surgirem depois.


Hoje foi do mesmo jeito. Aula, saída rápida para comer algo e, agora, este texto. Se você acha besteira e/ou bobagem quem gosta de animais, pode parar por aqui. Meu pai ligou para mim do jeito dele, começando com "As coisas aqui não estão tão bem". A resposta é claro que é "O que aconteceu?". "O Baleia...". "O Baleia morreu?". E aí segue o relato de que ele desde a semana passada não estava bem, que até falou com o veterinário hoje, achando que era verme novamente. Mas que hoje ele desceu do quintal - e na casa dos meus pais é descer mesmo uma escada -, foi "maloqueirar" pelos quintais da vizinhança, como tanto gostou de fazer desde que meus pais se mudaram para este local em Viçosa. Subiu e quando minha mãe olhou, já estava morto. Ataque cardíaco ou algo parecido.

Eu estava no escritório da universidade. Cheguei de manhã e só saí para almoçar e depois para ir desenvolver uma atividade de extensão na escola. Ainda que sozinho, com uma porta fechada, mais uma vez não teria como reagir da forma que deveria. Muito menos com essa conjuntura meio chata no trabalho e com uma dor na cervical que, ainda com variações de intensidade, estou desde segunda-feira. Além de tudo, desabar seria não conseguir dar conta da avaliação das equipes da disciplina, ainda que eu tenha pensado em voltar para casa e avisar aos colegas e que em alguns momentos na aula isso viesse à cabeça.



Quando eu era criança, eu tinha muito medo de cachorro. De atravessar a rua segurando a minha mãe. Acabei sendo mordido uma vez, mas já por tentar mostrar segurança, depois de ter o primeiro cachorro em casa. Depois do Bob, meus pais resolveram criar uma fêmea, a Milady - é, nomes só os midiatizados até então. Ela acabou ficando prenha de um cachorro próximo e eu disse aos meus pais que ficaríamos com um deles e que o nome seria Baleia, . Foram sete filhotes. Um deles maior que os outros. Estava escolhido. 

Meses depois eu fui morar em São Leopoldo-RS para o mestrado e, como todo cachorro em crescimento, ele foi roendo umas coisas e tirando a paciência dos meus pais, que só não se desfizeram dele porque era o meu cachorro. Ainda durante a estadia por lá, a irmã dele, o oposto, morreu. Enquanto ele, em época parecida, levou uma mordida de um pastor alemão na rua e quase morreu também - meu pais só me disse que era por isso que ele estava mal há semanas depois que melhorou.


Eu voltei no final de março e meus pais se mudaram no final do mês seguinte. Ainda tentaram me convencer a levá-lo, mas pedi para deixá-lo comigo em Maceió. Ele me acompanhou nos momentos em que eu menos acreditei que era possível que as coisas andassem e sofreu comigo a falta de dinheiro por não conseguir arranjar emprego em algumas áreas possíveis para a minha formação. Comida era contada.

As manias dele devido ao mau costume que meus deram seguiam. Apesar de grande, pulava para a cama, ficando nos meus pés. De vez em quando tinha os sonhos dele e mexia patas, se tremia, latia fraco e eu chamava aos poucos para parar. Adorava subir numa cadeira maior e olhar a rua pela janela, enfiando a cabeça na grade e olhando de um lado para o outro, doido para ver um dos ex-alunos de reforço do meu pai.

Do pior momento, quase no meu limite, eu ainda avisei ao meu pai que qualquer coisa eu pediria para ele levá-lo a Viçosa, assim ele não ficaria sozinho. Desisti da ideia que passou pela cabeça e arranjei um emprego totalmente distante da minha formação. Trabalhava de 6h e voltava tarde. Ele reclamava por ficar sozinho e uma vizinha reclamou pelo barulho dele. Eu tinha que trabalhar, chegava depois das 22h e saí com ele pelas ruas vazias de um conjunto da periferia. Numa delas, quase foi mordido de novo, mas eu consegui manter afastado o outro cachorro, que sempre se alvoroçava quando ele passava, mas a corrente prendia. Neste dia, a corrente soltou.


Quando eu fui aprovado no concurso e assim que a nomeação estava certa, pedi para o meu pai levá-lo, pois não teria condições de criá-lo morando metade da semana em outra cidade. Moro realmente sozinho há quase 3 anos. Quem me conhece sabe que eu não tenho apego a relacionamentos pessoais e minha ligação com a família é mantendo certa distância segura. Mas o Baleia fazia falta.

Das (poucas) vezes que eu fui para lá, aproveitava para sair com ele, brincar, ver que continuava com aquele jeito de saber que fez coisa errada, deitado e com os grandes olhos cor de mel, como diz meu pai, levantados - quando ele pulava errado na cama dos meus pais, ficava com vergonha e dormia longe do quarto.

Numa casa maior e com quintal amplo, interligado com outros quintais, soltou-se de vez. Encontrava os outros cachorros nos quintais vizinhos e saía com eles, passando por baixo da cerca. Uma vez, acabou dando a volta pela rua e ficou parado em frente de casa. O vizinho, que gostava muito dele, avisou aos meus pais que ele tinha fugido. Meu pai abriu o portão e ele entrou com tudo.

Além disso, ele gostava do portãozinho que ficava num corredor que minha mãe aproveita para secar roupa. Olhava a rua e encrencava com os cachorros e gatos que passavam - nunca gostou de gatos, parava em frente e queria dar o bote, mesmo eu segurando a coleira e avisando que daqui que ele desse uma mordida o gato já tinha o arranhado todo. Uma dupla, em particular, era a escolhida. Os dois passavam em frente ao portão e começavam a latir. Baleia respondia. Sempre. Mas nas idas de Baleia pelo quintal, lá estavam os dois para saírem por aí com ele, como se dessem sempre bem.

Eu escutava essas histórias - e outras - e ficava preocupado. E se ele sair assim e alguém pegar? E se ele se empolgar com os outros e não souber voltar? Mas sempre voltou. Mesmo no último dia.

Lá em casa tínhamos 3 cachorros, teve uma que minha irmã herdou de uma amiga, branquinha e pequena, metida a brava. Misturava-se com o Baleia nas encrencas, até ser expulsa pelos maiores. Muito ligada à minha irmã, ela só procura a minha mãe quando a dona está viajando. Já Milade, teve algo como uma depressão pós-parto e ficou muito mais sensível, distribuindo dentadas de vez em quando - com os dentes que os 11 anos ainda deixaram sobrar. Baleia, apesar de grande, sempre foi mais carinhoso e meio bobo, mesmo na atual fase maloqueira.

Depois da fase de roer as coisas, minha mãe criou um vínculo grande com ele, porque em meio à minha ida ao Rio Grande do Sul, à saída para o trabalho do meu pai e, depois de um tempo, de todos nós, era ele que ficava ali ao pé da cadeira de balanço dela. Minha mãe tem um problema de saúde que é controlado, mas não pode ser resolvido e esse tipo de distração é importante. Chorou o dia inteiro. Mesmo meu pai, a quem eu puxei o ser mais duro em situações bem difíceis - até porque quanto mais nos mostramos mais frágeis, pior para a minha mãe -, não aguentou ao longo do telefonema.

Com seis anos e meio, Baleia, a quem tanto tinha orgulho de dizer que era homenagem a Vidas Secas, e a quem tanto expliquei que apesar do nome era macho, pois a palavra permitia, foi enterrado embaixo da brecha da cerca que ele mais gostava de passar.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

O melhor lugar para se estar

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Para quem me conheceu um pouco mais já sabe o quanto futebol é importante para mim e o tanto que o Palmeiras supera qualquer foram de paixão ou amor. Não à toa que ontem o que variou do tradicional parabéns e bons desejos para mim foram coisas relativas ao time. Só que poucas pessoas sabiam que eu resolvi me dar de presente a vinda ao Allianz Parque em dia de jogo da Libertadores. Nada como Palmeiras 3X2 Peñarol para servir de exemplo para a minha vida.

Para começar, a batalha para chegar. Comprei as passagens em fevereiro, usando milhas, e desde então tentava articular uma questão de trabalho para a quinta-feira (13), que só foi definida ontem. Então, antes que venha alguém falar algo, sim, vim ver o Palmeiras jogar; mas não só isso - tem justificativa assinada no trabalho, mesmo não sendo dias das minhas aulas e tendo feriadão.

Dei aula na terça-feira à noite, acordei de madrugada, peguei quase 4h de ônibus de Santana a Maceió, fui em casa rápido e peguei outras 3 horas de voo para São Paulo, com direito a engarrafamentos da rodoviária para casa e de casa ao aeroporto - a da capital paulista nem conta mais rs. Além disso, iniciei o dia com dor de barriga, muito devido ao problema de horário biológico que não se define, não tive tempo de almoçar depois e tudo isso gerou uma grande enxaqueca.

A compra de ingresso também foi difícil. Ainda que pela internet, só descobri me frustrando que a WTorre conseguiu na justiça o direito de negociar 10 mil ingressos, então mesmo sendo sócio não consegui comprar. Só depois, quando abriram para qualquer pessoa, é que pude. Mas neste meio tempo bateu uma grande frustração, o eterno pessimismo de sempre tudo dar errado no 12 de abril.

Ainda que com passagens já compradas, ainda me peguei pensando se deveria ou não falar com xs amigxs que moram em São Paulo. Mas optei por não - então é provável que vocês, especificamente, surpreendam-se quando eu postar este texto no Facebook no domingo quando estiver por voltar ou já em Maceió. Nos últimos anos acabei vindo por motivos profissionais e/ou emotivos e acabei incomodando um tanto de gente com os problemas emotivos que, desta vez, não estando com nada em andamento, preferi poupar as pessoas próximas. Além disso, não curto meu aniversário, então era uma boa manter meu mau humor afastado de pessoas que gosto.


Cheguei cedo ao estádio e o jogo foi mais um daqueles exemplares da minha vida. Tudo morgado num tempo, gol do adversário para mostrar que vai dar errado e gerar frustração da maldição do 12 de abril. Depois, ergue a cabeça e acelera o ritmo, trampando até o negócio sair e sai, até que rápido, virada em dois minutos. Aí, apesar de tantas chances criadas e desperdiçadas, o adversário vai lá e empata o jogo. E só lá bem no final do final, aos 54 minutos neste caso, sai o gol da vitória - olha eu sendo otimista apesar dos pesares rs.

Abracei torcedores próximos e quase caí da escada do estádio, até porque para mim - e, felizmente, para as partes que vou na Gol Sul, jogo é em pé e gritando o tempo todo. Estava tão tenso que nem deu para as lágrimas caírem, mas os joelhos se ralaram ao me jogar no chão depois.

Bem exemplar para estes 29 anos de vida, sem dúvida alguma. Ao menos pude cumprir a promessa à terapeuta de terminar os dois jogos - começando no clássico alagoano de domingo - sem voz.

Por fim, agradeço às tantas pessoas que se manifestaram pelo meu aniversário, fosse pelo Facebook, (e mensagens por ele), Whatsapp e seus grupos e pelo Twitter. Seguimos firmes e tentando nos manter fortes para passar mais alguns anos perturbando muita gente haha

sexta-feira, 10 de março de 2017

Como trabalhar?

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Desde o primeiro dia que voltei à UFAL como professor que trago como elementos fundamentais duas palavras: orgulho e responsabilidade. Minha graduação poderia ter sido bem melhor se as condições ofertadas tivessem sido bem diferentes - problemas que seguem, ainda que com algumas tentativas de melhora. Não repetir aquele padrão é uma meta primordial para mim, especialmente aqui.

Estar coordenador acadêmico foi uma escolha pela segunda via, a responsabilidade. Ainda que uma pessoa tenha achado que me convenceu a isso, estava na mente a possibilidade, não à toa que me dispus a isso sem contratempo, mesmo com uma vida acadêmica (o tripé básico) bem cheia. E como venho relatando/reclamando de vez em quando por aqui e pelo Facebook, vem sendo um processo bem complicado. Trabalhar em unidade descentralizada do interior tem o grande problema da falta de condições de trabalho, ser gestor escancara ainda mais isso - ainda que eu, por perfil, sempre acabe me preocupando com uma visão geral do lugar em que estou -, mas nada é tão desgastante quanto acompanhar os momentos de disputa pela disputa. Costumo dizer que são tantos problemas que temos, porém gastamos mais em brigar com outras pessoas que em resolvê-los.

Um dos grandes problemas que eu tenho é tentar ser responsável, até demais. Acrescido à tentativa de fazer as coisas da forma mais certa possível, o ser "certinho" ou "formal", que tanto me apontaram no ano passado. Ainda que nem sempre isso seja possível. Primeiro porque eu sou ser humano como qualquer outrx, passível de erros - ainda que eu odeie errar, e ainda mais repetir o tipo de erro. Segundo, que muita coisa não depende do que eu faço - está aí a minha vida para sempre me provar isso.

2017 começou num ritmo frenético para mim. Janeiro e fevereiro foram meses em que só pude respirar durante o carnaval, ainda assim, tendo que escrever artigo, para além de descansar e dormir adequadamente. Para piorar, venho de uma sequência de experiências não tão boas, cujas surpresas negativas só aumentam a cada semana. Em novembro rolou tentativa de intimidação após uma reunião, que não deu certo, porque eu repeti a mesma fala na reunião da semana seguinte. Nos últimos meses coisas "estranhas" vêm acontecendo, cuja sequência me faz crer que não são acasos, fazendo com que eu tenha ainda mais cuidado com o que assino, dependendo de que lugar venha; e, o que vem me deixando ainda mais irritado, são as falas, conversas e boatos que vêm baseados em generalizações e reclamações, de diferentes partes - algumas até de quem deveria conhecer melhor o meu jeito de pensar as coisas - que se acentuam devido a determinado acontecimento político. Fora o fato de se pular a comunicação às instâncias devidas, que também aconteceu por diferentes partes, ainda que uma esfera tenha preponderado - e uma ameaça de processo por e-mail por falta de entendimento de uma preocupação.

Nunca gostei de participar de campanhas políticas, mesmo na época de movimento estudantil e sendo um dos candidatos Sempre me pareceu que a disputa se impunha em relação à importância do cargo e frente aos desafios do mesmo. A experiência enquanto professor só ajuda a ampliar esta reflexão. Primeiro que a política acadêmica, em diferentes níveis, pode ser pior que a partidária. A disputa do poder pelo poder pode superar até as dificuldades claras que aparecem e que caracterizam os problemas em se se gerir a educação em qualquer esfera no Brasil, especialmente no atual contexto, e para isso pode-se ter de tudo - tipo, colocar como lema, dentre outros elementos, ser "decente". Deixando claro que há casos de preocupação real, com propostas e planejamento. Mas às vezes tenho a impressão que o bem coletivo nem sempre é prioridade. A adrenalina gerada pelas batalhas podem superar mesmo as pessoas mais comprometidas, imagina aquelas que estão só pelo status.

Curiosamente, na unidade em que trabalho, o coordenador-geral, o que se afastou há algumas semanas e o atual, votou numa candidata à reitoria e eu na outra, e não houve/há diferença nenhum de diálogo para fazer as coisas no nosso local de trabalho. Assim como, meu principal parceiro de trabalho internamente é alguém que brinco que a única coisa em comum é o nome, porque até no futebol ele torce para o CRB e para o São Paulo, porém é alguém que gosta de pesquisa, quer desenvolver o local de trabalho e é comprometido. Enfim, na minha cabeça, comprometimento, respeito e responsabilidade não são características exclusivas de escolhas teórico-metodológicas ou posicionamentos político-ideológicos.

A prova desse incômodo é que as sessões de terapia deste ano são muito mais para eu falar do trabalho do que qualquer outra coisa. Arriscaria em dizer que metade das 8 sessões deste ano foram inteiramente dedicadas a isso, olha que o final do ano, em termos pessoais - para além do título do Palmeiras - foi ainda pior que o anterior.

Como disse, não gosto de errar, até porque minha mente foca mais nas experiências negativas que nas positivas, então sempre busco erros parecidos no passado para me irritar por ter voltado a cometê-los. Mas tento aceitar as críticas, até mesmo para tentar não cometer determinado erro indicado novamente. Só que odeio ainda mais quando se encaminha algo para mim sem eu ter nada a ver. Demonstração irritação num espaço ao saber de algo assim mês passado.

De forma geral, em quase um ano de coordenação acadêmica - cargo eleito, não indicado por quem quer que seja na universidade -, vem sendo de muito trabalho e muitas vezes tendo que ser também de outros cargos. Poderia muito bem dizer que "isso é com fulanx, não comigo", mas não consigo ser assim. Minhas críticas e meus elogios nesses espaços surgem quando acho devido, sem nenhuma restrição a amigxs ou pessoas mais distantes, tentando seguir os meus princípios de avaliação, algo que surpreendia os meus colegas de trabalho, porque isso não é comum.

Importante frisar que eu venho falando mais nãos e estabelecendo limites de paciência e trabalho - meus amigos de grupo de estudo daqui de Alagoas e de Sergipe sabem bem disso por experiências recentes. Além de tudo, sinto-me bem em tentar melhorar a instituição em que trabalho, cujo papel é tão importante para a vida de tantas pessoas - só eu devo ter tido 300 estudantes em 2 anos e meio como professor. Comemoro as pequenas vitórias de ordem coletiva que aparecem como se fossem gols do Palmeiras ou do CSA.

Mas não dependo de cargo algum para viver. Ser professor da UFAL era uma meta da época da graduação por poder tentar fazer o melhor possível para a instituição que foi e é muito importante também para mim; é uma profissão (ainda) estável, que me dá a possibilidade de fazer coisas que eu gosto, como pesquisar e viajar para eventos. Se tem algo que eu ache importante para mim, individualmente, é estar como secretário-geral da minha entidade de pesquisa, o que imaginava que poderia ocorrer, mas bem mais à frente. Então não teria problema algum em deixar cargo algum se alguém puder fazer melhor, manteria-me fazendo o meu trabalho da mesma forma, ou seja, da melhor maneira possível. Desde que se fale isso comigo e mostre o que se quer.

Sentir-me supervisionado  ou que querem me prejudicar só porque eu votei em a, b ou z; ou porque eu sou muito novo - como falaram, num outro contexto, para uma colega de trabalho; ou porque eu me posiciono em qualquer espaço, mas sempre mantendo o respeito e a educação; ou porque eu sou palmeirense e torcedor do CSA, sei lá...  Isso é muito estranho para mim porque não é o meu bom ou péssimo trabalho que está em jogo. Talvez seja por isso que tanta gente, comprometida, desiste de trilhar certos caminhos. Ainda bem, talvez não para mim, que eu sou teimoso.