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quinta-feira, 13 de abril de 2017

O melhor lugar para se estar

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Para quem me conheceu um pouco mais já sabe o quanto futebol é importante para mim e o tanto que o Palmeiras supera qualquer foram de paixão ou amor. Não à toa que ontem o que variou do tradicional parabéns e bons desejos para mim foram coisas relativas ao time. Só que poucas pessoas sabiam que eu resolvi me dar de presente a vinda ao Allianz Parque em dia de jogo da Libertadores. Nada como Palmeiras 3X2 Peñarol para servir de exemplo para a minha vida.

Para começar, a batalha para chegar. Comprei as passagens em fevereiro, usando milhas, e desde então tentava articular uma questão de trabalho para a quinta-feira (13), que só foi definida ontem. Então, antes que venha alguém falar algo, sim, vim ver o Palmeiras jogar; mas não só isso - tem justificativa assinada no trabalho, mesmo não sendo dias das minhas aulas e tendo feriadão.

Dei aula na terça-feira à noite, acordei de madrugada, peguei quase 4h de ônibus de Santana a Maceió, fui em casa rápido e peguei outras 3 horas de voo para São Paulo, com direito a engarrafamentos da rodoviária para casa e de casa ao aeroporto - a da capital paulista nem conta mais rs. Além disso, iniciei o dia com dor de barriga, muito devido ao problema de horário biológico que não se define, não tive tempo de almoçar depois e tudo isso gerou uma grande enxaqueca.

A compra de ingresso também foi difícil. Ainda que pela internet, só descobri me frustrando que a WTorre conseguiu na justiça o direito de negociar 10 mil ingressos, então mesmo sendo sócio não consegui comprar. Só depois, quando abriram para qualquer pessoa, é que pude. Mas neste meio tempo bateu uma grande frustração, o eterno pessimismo de sempre tudo dar errado no 12 de abril.

Ainda que com passagens já compradas, ainda me peguei pensando se deveria ou não falar com xs amigxs que moram em São Paulo. Mas optei por não - então é provável que vocês, especificamente, surpreendam-se quando eu postar este texto no Facebook no domingo quando estiver por voltar ou já em Maceió. Nos últimos anos acabei vindo por motivos profissionais e/ou emotivos e acabei incomodando um tanto de gente com os problemas emotivos que, desta vez, não estando com nada em andamento, preferi poupar as pessoas próximas. Além disso, não curto meu aniversário, então era uma boa manter meu mau humor afastado de pessoas que gosto.


Cheguei cedo ao estádio e o jogo foi mais um daqueles exemplares da minha vida. Tudo morgado num tempo, gol do adversário para mostrar que vai dar errado e gerar frustração da maldição do 12 de abril. Depois, ergue a cabeça e acelera o ritmo, trampando até o negócio sair e sai, até que rápido, virada em dois minutos. Aí, apesar de tantas chances criadas e desperdiçadas, o adversário vai lá e empata o jogo. E só lá bem no final do final, aos 54 minutos neste caso, sai o gol da vitória - olha eu sendo otimista apesar dos pesares rs.

Abracei torcedores próximos e quase caí da escada do estádio, até porque para mim - e, felizmente, para as partes que vou na Gol Sul, jogo é em pé e gritando o tempo todo. Estava tão tenso que nem deu para as lágrimas caírem, mas os joelhos se ralaram ao me jogar no chão depois.

Bem exemplar para estes 29 anos de vida, sem dúvida alguma. Ao menos pude cumprir a promessa à terapeuta de terminar os dois jogos - começando no clássico alagoano de domingo - sem voz.

Por fim, agradeço às tantas pessoas que se manifestaram pelo meu aniversário, fosse pelo Facebook, (e mensagens por ele), Whatsapp e seus grupos e pelo Twitter. Seguimos firmes e tentando nos manter fortes para passar mais alguns anos perturbando muita gente haha

terça-feira, 5 de julho de 2016

Um mês para ser lembrado

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6h45 da manhã, bem gelado e eu evitando olhar para a saída porque estava nervoso e tímido. Fui para a esteira das malas e, por culpa da curiosidade, olhe para trás. Lá estava. Na frente, cara de cansada, linda e lá. A mala demorou, mas chegou. Saí empurrando a mala e, quando me viu, ela deu um sorriso que sei que só ela dá, tímido, e que sempre gostei. Três anos cujos últimos seis meses haviam sido ainda com mais vontade do reencontro. Três anos que não caberiam naquele abraço, atrapalhado pela mochila nas minhas costas e por tanta roupa para aquecer. Conversa sem jeito até a saída e a dúvida entre pegar ou não o ônibus. E eu resolvi pedir algo que desejava há 4 anos. Ela quis, mas ficou quieta depois, meio tímida. Fomos à casa de um amigo. Sozinhos, abraçou-se com o urso panda de pelúcia e ali ficou um tempo. Dali em diante, foi tudo ainda melhor que o imaginado. Aqueles 9 dias iniciais, completados por outros 3 dias, momentos depois. Com vontades de me socar, com irritações, com insegurança, mas com muita vontade de estar junto e sensação de bem estar. Um mês para ser lembrado.

terça-feira, 21 de abril de 2015

[Viagem] Ainda sobre SP

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Ainda sobre São Paulo. Como fui sozinho ao Ibercom, cada turno era uma companhia diferente. UFPE, UFRN, UFF, UFS, UFMG e UNISINOS são as que eu lembro.
Na sexta, dentre as conversas do almoço, as dificuldades para ter umx filhx quando se está com a formação acadêmica em andamento. Mais ainda para as mulheres, que precisam lidar com pressão social, familiar e biológica. 
Comentei que por conta de filhxs de amigos a vontade apareceu durante o Mestrado, mas era impossível naquele momento passar disso.

No dia seguinte, conexão para cá e um bebê ao lado. Batendo mãos e pés, catando os cabelos da mãe para puxar, tocou no meu livro. A mãe colocou a criança para o pai. Dormiu, acordou e voltou para a mãe. Olhou de novo para este ser de barba desgrenhada lendo. Olhei para ele e riu, uma boca com um ou outro dente que balbuciava sílabas. Estiquei a mão e passou a bater nela, rindo de felicidade. Para "o moço poder ler", a mãe o devolveu ao pai.
Ainda bem que essas coisas só acontecem quando não tenho ninguém para me ajudar na produção. Ou não..

segunda-feira, 20 de abril de 2015

[Viagem] Ê, São Paulo...

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Ê, São Paulo. Antes o meu problema por ti fosse só por certos posicionamentos políticos ou por divergências futebolísticas com parte da cidade - ou a outra direção da estação Palmeiras-Barra Funda...
Criolo canta que "Não existe amor em SP". Acho injusto. Existe como em qualquer outro lugar. Existe como em nenhum outro lugar. Sentir e viver cabe a moradorxs e visitantes. Se não há praias, há cinemas, museus, parques - o melhor deles estando na Rua Turiassú.
São Paulo tem a única coisa que as pessoas me ligam à emoção. Ela sempre estará na minha memória por, sem culpa alguma dele, lembrar-me o quanto é difícil ter um "coração de ferro". As lágrimas, uma garoa que às vezes gostamos e outras não, enferrujam-no.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

[Por Trás do Gol - Comentários] Põe na conta do Nobre

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Crise e Palmeiras. Dois termos que, chega ano, passa ano, parecem nunca se desligarem. Politicamente, nas internas, todo mundo sabe disso. Financeiramente, nos números, com um ano sem patrocínio máster, idem. Títulos, só se forem os para pagar, pois se escassearam pós Era-Parmalat. O pior é ver jogadores desacreditados despontarem e saírem pela porta da frente, esta deixada sem qualquer tranca num país como o Brasil...

Respira fundo, torcedor palmeirense, e vamos lá tratar de mais problemas nas hostes da Rua Turiassú. Depois de boa campanha no Campeonato Paulista, em que o time ficou de fora da final por um dia "daqueles" - desfalques de atletas-base da equipe, inclusive durante o jogo -, o Brasileiro chegou já com Kleina sendo olhado torto dentro do clube. Veio a vitória contra o Criciúma, de virada, fora de casa. 2 a 1 e com gol do centroavante artilheiro - por mais que aquele pênalti não tenha sido marcado.

Passados alguns dias e "Bomba!", como diria o outro. O que parecia certo, ainda com mais de um mês de prazo, deu de cargas d'água. O artilheiro do time se encaminharia para o portão ao lado, supostamente porque o presidente do clube não topara uma diferença salarial de R$ 5 mil após a negociação entre as partes.


Logo a torcida deve ter lembrando do caso Barcos, ano passado. Não é para menos. Barcos, que só viera porque a primeira escolha de Felipão, Ariel (ex-Coritiba), não fechou, logo mostrou ser marcador de gols e com habilidade. Foi ao Grêmio, vieram cinco por um ano. Só sobrou um. Bem... Leandro dispensa comentários, ao menos para este texto.

Mas era pior. Se da outra vez a coisa não podia cair nos braços do presidente Paulo Nobre. Desta vez, sim. Não adianta falar que faria de tudo para ter o Alan Kardec depois de baixar de 230 mil para 225 mil reais mensais quando tudo estava certo no primeiro valor, após uma negociação que se arrastara mais do que deveria. Como muitas, aliás, nesta gestão, que testa algo que pode ser muito interessante para as finanças dos clubes no Brasil, contrato com cláusula de produtividade - quem teve experiências com Wesley e Valdívia e suas lesões longas já estava escaldado...


Até vejo boa intenção de Nobre, que arrisca o próprio patrimônio para pedir empréstimo ao clube, mas há de se ver a conjuntura. O Internacional viveu uma fase bem ruim nos anos 1990 e início dos 2000, só não foi rebaixado graças a um gol do Dunga (!) contra nós, mas a época de vacas magras serviu para Fernando Carvalho e companhia resgatarem a estrutura e as finanças do clube, que depois passou a ganhar títulos inéditos (duas Libertadores e um Mundial em poucos anos) e a formar jogadores - apesar da parceria com a DIS e os benefícios/prejuízos desta e a confusão para a reforma do Beira-Rio.

De 2000 para cá, o Palmeiras foi rebaixado duas vezes para a Série B do Brasileiro, ganhou além disso, um Paulista (2008), com apoio da Traffic, e uma Copa do Brasil (2012), esta com apoio de todos os deuses do futebol, santos, palmeirenses mortos e todas as entidades que existam neste sentido. A história de "calma aí, que é para o futuro ser melhor" deveria ter ocorrido lá atrás. Mas não, vemos erros em contratações seguirem sendo cometidos, novos erros aparecendo, o time se matando para diminuir o prejuízo das finanças - 22,6 milhões no ano passado, ainda que a dívida tenha caído 12 milhões.

Como pedir paciência a uma torcida que vai razoavelmente aos estádios; compra os vários uniformes lançados pelo clube - amarela Seleção e as três novas do Centenário -, a ponto de a loja oficial diminuir as promoções em valores, comuns em determinados períodos, do ano passado para cá; e associou-se à nova fase do Avanti em bom número. Muito pensaram em desistir de serem sócios por não verem o dinheiro sendo bem aplicado. Falta ânimo não só pelo agora, mas pelo acúmulo de sofrimentos.

FALTOU, SÃO PAULO
Para piorar, o Kardec foi para o rival ao lado, que já tinha tantos nomes no meio-ataque que os recados ao Muricy pela imprensa são comuns. Não é inédito. O clube do Morumbi foi alvo de reclamação na FPF, pois 7 clubes o acusaram de aliciar jogadores em suas categorias de base e, assim, não deveria o São Paulo participar da Copa São Paulo deste ano. Fora outros casos. E outros em que, como no caso Oscar, a moeda é invertida.

O São Paulo atuou dentro da lei, que permite a assinatura de pré-contrato a partir de seis meses do que esteja vigente, mas se o Palmeiras tinha a prioridade contratual do Benfica até o fim de maio e se o jogador só poderia atuar depois da Copa porque brigar com um co-irmão? Para mostrar força nas suas internas.

Carlos Miguel Aidar, um dos grandes nomes da formação do Clube dos 13, em 1987, começa o seu mandato tirando o melhor jogador do rival e de forma "esperta". Além de ser representante da CBF/STJD na Justiça contra outro co-irmão, a Portuguesa. Por mais que se possa culpar Nobre e cia, Aidar parece ter sido atingido por algum vírus do presidente anterior do tricolor, dados os seus infelizes comentários neste caso e sobre o "modelo de jogador para o clube".

TÉCNICO
Ia aproveitar para falar da demissão do Kleina, mas esperemos o anúncio do novo técnico. Ney Franco pulou para a Gávea, que liberou Jayme de Oliveira - que não sei se romperia o preconceito no nosso futebol para assumir outro grande, e de São Paulo, desde já. Jorginho foi visto no Pacaembu no sábado e Brunoro conversou com Luxemburgo na sexta. Esperemos e torçamos. Valentim segue para outro desafio, e sem Valdívia, reverter o duelo contra o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil nesta quarta.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Os times dos filhos do vizinho

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A filha nasceria corintiana, com direito a macacão do clube, cuja foto tirada foi parar num quadro na parede. O destino já traçado pelo pai. Aí vieram uma Libertadores, um Mundial, três Brasileiros seguidos e, principalmente, um tio são-paulino. A filha foi parar no rival.

Anos depois nasceria um filho. Eu perguntei de pronto: 

- Ele não vai mudar de time também né?.

A resposta negativa veio em seguida:

- Claro que não.

Seis anos depois, peguei uma carona com pai e filho. Dentre outras coisas, voltei àquela pergunta inicial:

- Ele continua corintiano? Mudou não, né?

Com toda a felicidade expressa, o meu vizinho não só confirmara como perguntou ao filho sobre o "último jogo do Coringão". Aí o menino mostrou que não só é torcedor do clube como já entende bem de futebol:

- Ao menos o jogador do Boca foi expulso porque tirou a camisa para comemorar um gol, mas estava impedido.

Fiquei surpreso:

- E já entende de futebol!

Quando eu digo que com seis/sete anos dificilmente se mudará de clube poucas pessoas acreditam. Daí a explicar bem um lance do jogo, e que não foi o do gol, é mérito para poucos. O pai faz bem em se orgulhar - apesar da escolha, em meu ver, equivocada, de clube.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

[Por Trás do Gol] No meio dos inimigos

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Por conta da final da Libertadores entre Boca Juniors e Corinthians, acabei por repostar no Facebook o texto que fiz referente à minha visita a La Bombonera, contando as "artimanhas" criadas pelos xeneizes para perturbar ao máximo os adversários. Chegou a hora de escrever sobre o Pacaembu. Sim, amig@s, eu, palmeirense desde pequenininho, já estive no meio da torcida corintiana!

No ano passado fui a São Paulo participar de dois eventos acadêmicos, ficando uma semana inteira por lá. Graças a um amigo, também palmeirense filho de corintiano, programamo-nos para assistir o trio de ferro da capital, começando com a derrota do São Paulo para o Vasco por 2 a 0, num domingo nublado no  Morumbi, e que terminaria com o empate sem gols do Palmeiras com o Grêmio no Canindé, no sábado seguinte. No meio disso, numa quarta-feira às 19h30, Corinthians X América-MG no Pacaembu.

COMPRAR INGRESSO
Para começar, as dificuldades em comprar o ingresso. Naquela manhã de 03 de agosto, havia um protesto da Força Sindical, se não me engano, cuja concentração foi marcada para a Praça Charles Müller, em frente ao estádio. Para quem tem um pouco de experiência por movimentos sociais efetivamente independentes, olhar a "boiada" acompanhada era um misto de graça com revolta. Era um tal de "coloca a camisa" aqui, de uma pessoa esperando cerca de dez acolá....

Enfim, andando em torno das bilheterias, nenhuma delas estava aberta e não só éramos nós que aguardávamos. Óbvio que em meio às conversas com os corintianos na mesma situação que nosotros palmeirenses jamais falamos que o nosso coração era do arquirrival. O smartphone serviu para buscar o horário de abertura, se não me engano, às 22h30.

Só depois de algumas idas e vindas é que conseguimos achar o lugar para comprar o ingresso, umas tendas armadas também na Praça Charles Müller, mas quase que de frente ao Museu do Futebol. Ao menos, o cartão de estudante da Unisinos serviu para que eu pagasse a meia-entrada, R$ 15,00. Por conta da demora, cancelamos os demais compromissos acadêmicos e seguimos rumo às obras no Palestra Itália!

À noite, após um inédito passeio em "casa" e pelas ruas em torno da Turiassú, voltamos a nos encontrar com o Pacaembu. Eu, com uma jaqueta meio verde, meio marrom, preocupado se poderia ter algum tipo de problema no meio da torcida corintiana. No fim, até que não, já que estávamos com outros três corintianos. Ah, se você acha que isso é demais, imagina encontrar duas corintianas num grupo de pesquisa no Rio Grande do Sul - isso é sina, um "karma" deste que vos escreve, só pode...

O horário do jogo tirou o pessoal do trabalho direto para o estádio, com ele ficando mais cheio apenas bem próximo ao horário da partida. Além disso, foi uma noite gelada em São Paulo - no dia seguinte o frio seria um pouco maior. O termômetro num dos relógios da praça marcava 11º!

JOGO
Sabíamos que a tarefa era difícil. Por mais que tenhamos ficados surpresos com o nosso nível de pé frio para um rival, com a derrota do São Paulo em casa dias antes, o Corinthians liderava bem o Brasileirão até ali, enquanto o América Mineiro era o lanterna do torneio. Mas futebol é futebol, não é mesmo?

Ficamos no bom, e não tão velho, Tobogã, atrás de um dos gols, e pude ver aquilo que tanto havia discutido durante uma disciplina com outros amigos de Pós-Graduação em Comunicação. Definitivamente, é muito melhor assistir a jogos de futebol atrás de uma das traves que no meio do campo. Você vê o movimento de marcação, os espaços que são dados, as opções de ataque,...

Enfim, sobre a partida. O Corinthians abriu o placar logo no início da partida, com gol de Jorge Henrique aos 28 segundos. O que parecia ser um dia feliz aos corintianos e triste para quem estava ali "disfarçado", foi mudando ao longo do jogo. O América chegava com perigo após roubar a bola num esquema com a marcação como prioridade.

Na nossa frente, vimos Renan falhar numa saída de bola e ela sobrar para Kempes - que já foi dispensado do CSA! - empatar a partida. As vaias da torcida para o goleiro recém saído do Avaí foram ouvidas em cada toque na bola por parte dele. Os quase 28 mil pagantes não teriam paciência alguma com o jovem goleiro, que realmente não deu certo no clube do Parque São Jorge.

Confesso que nunca me senti tão mal num lugar, tão estranho a mim, como naquela noite. De certa forma, era um medo de que por eu não gritar, e nem fingir que proferia qualquer palavra sobre o Corinthians, pudesse me "entregar". O meu amigo de vez em quando dizia para eu falar algo, mas eu preferia ficar no Twitter digitando as coisas sobre a partida. Vá lá, na hora do gol até pulei, se não ficava algo óbvio, e na hora do gol americano deu vontade de rir, mas nos restou xingar (viva!) o goleiro corintiano. Além de ter ficado embaixo do bandeirão da torcida deles.

De fato, JAMAIS gritarei em prol do Corinthians. Por mais que o cheiro da cannabis estivesse bem forte durante toda a partida - em tempo, no Rei Pelé, em Maceió, o lado da organizada geralmente tem o mesmo odor... -, não estava tão fora de mim a este ponto. Quer dizer, sou palmeirense em qualquer situação vital, isso porque não acredito em vida após a morte, senão valeria para depois da morte também...

O segundo gol do Corinthians, que acabou sendo o da vitória, veio aos 21 minutos, mais uma vez atrás do gol em que estávamos. Alex cobrou falta e ela sobrou para Paulinho (sempre ele!) empurrar ao gol. Para "piorar" para nós e "melhorar" aos corintianos, um jogador do América foi expulso por reclamação. A liderança estava assegurada.

Na volta, ainda deu tempo de acompanhar pela TV Coritiba X Palmeiras, que terminou num bom 1 a 1, já que tivemos um jogador expulso. Ah, ainda houve tempo para ver numa pizzaria próxima ao prédio em que ficamos o meu amigo, que tem um filho pequeno, "discutir" com uma criança de cinco, seis anos sobre quem era melhor, Corinthians ou Palmeiras, sob olhares meio raivosos e meio tímidos do pais da criança. Algo, sem dúvida alguma, sensacional!

Não vou dizer que depois desse dia posso dizer que qualquer outra coisa/problema é besteira, até porque uma pessoa que nem eu, que atrai os mais diversos e mais complicados, não se pode dar ao luxo de afirmar tal coisa, porém, sei que sou um dos poucos palmeirenses que pode dizer: SOBREVIVI no meio do tobogã do Pacaembu lotado de corintianos!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A despedida do ÍDOLO

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Um dos assuntos mais difíceis sobre o qual eu me proponho a escrever neste blog ou em qualquer outro espaço que eu já o tenha feito. Tudo bem, tod@s nós sabíamos que a despedida estava próxima, era questão de dias, mas quem sabe não prorrogá-la por alguns meses, quem sabe mais um ano?

Falar de Marcos Roberto Silveira dos Reis, o São Marcos do Palestra Itália, não é difícil. Sobraram qualidades dentro das quatro linhas, com defesas espetaculares, conquistas em disputas de pênaltis, títulos e mais títulos, seja vestindo a camisa da Sociedade Esportiva Palmeiras ou do Brasil, com uma grande atuação durante a Copa do Mundo de 2002, onde o selecionado canarinho conquistou seu último título mundial.

O problema é escolher um momento desses para se destacar na carreira desse goleiro, que atuou durante 19 anos no Palmeiras, em exatos 530 jogos, que só não chegaram perto dos mil e tantos de Rogério Ceni no São Paulo por conta das suas inúmeras lesões ao longo da trajetória. Braços, pernas, joelhos, em quase todos os lugares do corpo e das mais diversas formas. Ou alguém já viu um ser humano quebrar a placa alojada no antebraço por conta de um companheiro tê-lo cabeceado?

Como escolher uma imagem ou um vídeo que melhor represente a sua carreira? Optar pelos momentos de sofrimento de "mais uma lesão" ou das grandes alegrias proporcionadas por este homem que era idolatrado por quase todos os torcedores, mesmo os nossos rivais? Até na hora de errar - como naquele Palmeiras 2X7 Vitória de 2003 - ele se mostrava grande, assumindo os erros e gerando histórias muito boas. Os jornalistas bem sabiam disso e em qualquer resultado ruim corriam atrás dele atrás de frases bombásticas, como quase sempre vinham e que quase sempre refletiam o sentimento dos torcedores.

A ÚNICA VEZ
A opção pela imagem que abre este texto é por um motivo extremamente pessoal. Foi neste jogo, contra o Grêmio no Canindé, que ele usou pela primeira vez a camisa especial feita para ele, em dourado e com o M estilizado no lado oposto ao símbolo. Mais que isso, foi no dia 06 de agosto de 2011 que pude pela primeira vez assistir ao jogo do meu clube de coração, de infância e, espero, do resto da vida. Além disso, como não cansei de dizer para o amigo que foi comigo, poderia ser a minha única chance de ver o Marcos em campo. Independente do resultado, era isso que importava.

Primeiro, tivemos medo de que ele não pudesse atuar, já que vinha sendo poupado de alguns jogos, por sentir problemas físicos. Marcos voltara ao gol palmeirense dias antes, no empate por 1 a 1 com o Coritiba em terras paranaenses. Depois soubemos que ele não só jogaria naquele sábado à noite, como também estrearia a camisa.

Naquele dia, que foi o indício que as coisas caminhariam mal, pois o time pouco jogou - com exceção do lateral-direito Cicinho -, pude ouvir e acompanhar a torcida no coro tradicional "PQP, é o melhor goleiro do Brasil: MARCOS!". Vê-lo ser ovacionado pelos mais de 10 mil torcedores que se espremiam no estádio da Portuguesa no intervalo do jogo, já que dias antes ele completara 38 anos.

E o melhor: A defesa do jogo. Depois dos 35 minutos da etapa final, o jovem Leandro foi lançado em profundidade e quis fazer o gol da vitória gremista encobrindo São Marcos. "Só" isso. O goleiro palmeirense saltou bem e afastou o perigo, o que garantiu muitos xingamentos contra o atacante adversário. Queria o quê? Não era qualquer goleiro do outro lado, era o Marcos!

INFÂNCIA
O Palmeiras tem um grande histórico de formação de bons goleiros: Oberdan Catani, Waldir Joaquim de Moraes, Leão, Zetti, Velloso, Marcos,... A minha escolha para ser torcedor do time foi na época de Gato Fernández e, posteriormente, um dos poucos instantes de titularidade de Sérgio. Além disso, por mais que a minha primeira camisa palmeirense, na época dos primeiros títulos da "Era Parmalat", tenha sido a 7 do Edmundo, era difícil escolher um jogador a se apreciar mais, muito menos que fosse o goleiro.

Passados alguns anos, acabei tendo muita simpatia pelo Velloso. Vai ver que desde criança gostava de ficar do lado dos oprimidos, e nada melhor que escolher como ídolo um goleiro, em meio a jogadores como Rivaldo, Roberto Carlos, Luisão e Djalminha.

Em 1999, em plena Libertadores da América - em que caímos no mesmo grupo do Corinthians na primeira fase e pegamos o então campeão Vasco nas oitavas -, Velloso se machucou. Marcos, com a número 12 às costas, não só assumiu a posição no time como garantiu o título com grandes atuações, como as defesas dos pênaltis de Dinei e Vampeta nas quartas-de-final contra o arquirrival naquela competição. Na final, a cobrança de Zapata nem precisou passar perto dele, foi para fora, mas o melhor jogador da Taça Libertadores da América 1999 foi pela primeira vez um goleiro, que ainda mais era reserva: Marcos. Meu fanatismo individual já tinha dono, por mais que tivéssemos Arce, Alex, Evair ou Paulo Nunes

Ele até falhou no Mundial Interclubes contra o Manchester United - num jogo que o Palmeiras jogou bem melhor -, mas 2000 e a nova edição da Libertadores, já com um time mais fraco, colocaria-o de vez no coração e na memória dos palmeirenses pela eternidade. Última cobrança na decisão por pênaltis pelas semifinais. Jogo contra o Corinthians. Na cobrança, o maior ídolo deles, Marcelinho Carioca; deu Marcos, numa defesa que faz daquele jogo o primeiro da lista da maioria dos torcedores como principal partida da nossa história.

Torcer para o Brasil em 2002, então, era vibrar com cada defesa de Marcos com a mesma intensidade das jogadas de Ronaldo e Rivaldo. Poucos lembrarão, mas ele fez uma partida primorosa nas oitavas-de-final contra a Bélgica - por mais que haja dúvida sobre dois gols belgas anulados. Na final, então... A Alemanha começou bem melhor o segundo tempo e Marcos faz uma defesa sensacional após falta batida de longe por Neuville, que ainda bate na trave. Quando o Brasil vencia por 2 a 0, chute à queima-roupa e mais uma grande defesa.

No mesmo ano o Palmeiras seria rebaixado do Brasileiro e apesar de uma proposta do Arsenal para jogar na Inglaterra no lugar de Seaman, que se aposentara, ele optou ficar no Brasil e jogar a Série B pelo Palmeiras.

Os anos seguintes foram de sofrimento com seguidas lesões e poucos títulos para o time. Em 2008 ganhamos o Paulistão e a sua famosa fala na preleção - que, por merecimento, encerrará este texto. No ano seguinte, a volta do "defendedor de pênaltis" na partida das oitavas-de-final da Libertadores contra o Sport, sem falar o quanto defendeu - né, Paulo Baier? - durante os 90 minutos na Ilha do Retiro.

"FALTOU..."
A única coisa de todos esse jogos que senti falta foi um gol feito por ele. No final de 2008, após falhar no gol de Tcheco numa partida em casa contra o Grêmio pelo Brasileirão, antes dos 30 minutos do segundo tempo, ele tentou corrigir subindo para todas as bolas cruzadas - para desespero de Luxemburgo.

Nas quartas-de-final da Libertadores de 2009, contra o Nacional-URU, ele quase fez o gol que nos daria a classificação para a fase seguinte.

Em 2011, contra o Avaí, ele teve a grande chance. O Palmeiras vencia por 4 a 0 a partida e teve um pênalti a favor. Toda a torcida e os seus companheiros em campo pediam para ele bater. E, em mais um caso de humildade, ele disse que não bateria, pois se ele não batia quando o time estava empatando ou perdendo, não seria naquela hora, só para caçoar do jovem profissional que estava do outro lado.

Para encerrar, além da preleção com Marcos, a frase que coloquei numa rede social assim que soube da sua aposentadoria, agora oficial:

Marcos foi "só" o melhor jogador da história do Palmeiras e um dos jogadores mais respeitados e idolatrados no futebol brasileiro, independente da torcida. Quem deixaria de jogar em Londres, pelo Arsenal, para atuar na Série B do Brasileiro em, por exemplo, Garanhuns-PE? Tristeza pelo ídolo que não estará nos campos defendendo como poucos as cores do Palmeiras, mas entendendo a condição humana que não o permite continuar por conta de inúmeras lesões na carreira.


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

[Por Trás do Gol] Só sofrimento...

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Desde 2008, quando eu e Homero criamos o blog Por Trás do Gol, que faço uma retrospectiva dos meus times no final de cada ano. Se no primeiro ano, vivenciei semestres opostos, com Palmeiras e CSA ganhando os estaduais e naufragando no Brasileiro; em 2009, o desastre do (mais um) rebaixamento azulino e do desastre que foi a perda de um Brasileirão "imperdível" pelo Palmeiras; terminei 2010 desesperançoso com ambos.

Só para saberem que não estava mentido na minha racionalidade, que às vezes é bem maior do que eu mesmo quero. Do lado do CSA, que fez um ano que, definitivamente, tornou-se azulino de sangue azul, eu clamava cautela: "podemos terminar o Estadual tanto entre os quatro melhores quanto entre os quatro piores. Resta torcer".

Já do lado palmeirense, a empolgação pelas voltas de Felipão, Kleber e Valdívia durou bem menos que os seis meses. Como se não bastasse a falta de títulos importantes, o ambiente externo do clube continuaria atrapalhando, só não sabia que seria ainda mais: "Enfim, perspectivas de não mudar muito. Quanto ao futebol, não sei o que esperar".

Enfim, dado esta introdução, vamos para a atividade de fazer uma retrospectiva do ano de 2011 para CSA e Palmeiras, algo que cada vez mais está se tornando uma ação masoquista.

QUANDO ATÉ EU JÁ DESISTIRA...
Desde o início do Alagoano que todo mundo dizia que as contratações eram muito fracas. Porém, o presidente do clube dizia que era "intriga" de quem não queria ver o CSA bem. De início, a maluca ideia de colocar o clássico para abrir o torneio. A derrota por 2 a 0 para o arquirrival derrubou o técnico Lino - simplesmente porque ele não atendia aos "requisitos" de alguns dirigentes e não procurava agradar fora de campo...

Depois disso, mais três derrotas e um desastre como nunca dantes na história maruja, nem mesmo em 2003, quando caímos para a Segunda Divisão pela primeira vez, ou em 2009, quando ocorreu a segunda queda. Vencemos dois jogos, inclusive o ASA, por 2 a 1, em Maceió - geralmente vencemos em casa e eles nos vencem na casa deles, uma boa relação, portanto.

Arrisquei-me a ir a dois jogos. Contra o Coruripe, presenciei o pior time que já vi até agora na minha vida. Uma derrota por 2 a 0, em casa, com um time com apenas um jogador bom e o resto não servia nem para a várzea, desculpem-me a honestidade - parecia mesmo ser melhor assistir à estreia do Ronaldinho (Ex-)Gaúcho no Flamengo.

O último jogo antes de aportar em terras gaúchas foi mais para me despedir de um dos ambientes que eu mais gosto: o Estádio Rei Pelé. Como morei perto de lá durante 11 anos, tenho a mesma relação de afeto que possuo em relação ao Rio São Francisco. O "Trapichão" é o único lugar com aglomeração de pessoas que ia numa boa em Maceió.

O confronto derradeiro era contra o Sport Atalaia - logo Sport... A abertura do placar só serviu para enganar a fascinante torcida azulina - que mesmo com o time muito mal colocava, pelo menos, 1500 pagantes por jogo -, sofredora nata, cuja paixão não era reconhecida pelos diretores, que colocaram menos ingressos que o necessário. No intervalo, o 1 a 1 fez com que até senhores discutissem com o presidente do clube que, ironicamente, ameaçou pegar os R$ 2 oferecidos por quem estava na arquibancada.

A partida terminou 2 a 1 ou 3 a 1 para eles. Desastre. A certeza que eu tinha era que não dava mais, pois tinha sido um confronto direto contra o rebaixamento. O nosso caminho a partir dali era mais difícil que o dos nossos adversários diretos, fora que ainda tínhamos um clássico que não ganhávamos há anos na última rodada.

Resgataram Lino às pressas para ver se ainda tínhamos como evitar mais um desastre na nossa quase centenária história. Com uma campanha espetacular no final do turno, restava vencer o arquirrival CRB para escapar do descenso. Os regatianos nada tinham com o torneio, já que conseguiram se livrar do rebaixamento antes que a gente - graças ao eterno bombeiro Joãozinho Paulista - e estavam bem na sexta posição, (mais uma vez) sequer com a classificação para a segunda fase.

Momentos de terror me marcaram naquele dia. Por não contar ainda com internet em casa, tive que ser socorrido pelo acesso via celular - ou seja, sem possibilidade de streaming de rádio. Primeiro tempo, acompanhando minuto-a-minuto, 0 a 0 com grande atuação do goleiro deles. "Não é possível", passava pela minha cabeça.

No segundo, nem o minuto-a-minuto funcionava... Desespero, angústia, tudo junto. Tentava acessar alguns sites só para ver a página principal, que traz o resultado parcial, e até isso estava difícil. Bem perto do fim do jogo consegui ver uma! - e dificilmente esquecerei disso - Um a zero aos 45 minutos do segundo tempo! Com Washington, da base, fazendo o gol. Sozinho no apartamento, não podia gritar, não podia fazer barulho, mas a vontade era muito grande para isso. Restava esperar o jogo terminar, afinal, CSA é CSA.

Minutos depois, meu pai me liga de Maceió. Acabou! Ganhamos! Segunda Divisão, não mais!!!

Quer dizer, fugimos do rebaixamento, mas participamos da Segundona deste ano por meio de convite da Federação, supostamente para não parar com o time por todo o segundo semestre. Desastre: mal passamos da primeira fase.

Enfim, para 2012 já tivemos a confirmação da volta de três grandes ídolo: o primeiro é Catanha, que não jogou este ano porque teria pedido demais; o segundo é Flávio, goleiro campeão brasileiro com o Atlético-PR e da Série C de 2009, contra o ASA, pelo América-MG; por fim, Adriano, que todo o colorado conhece pelo título mundial deles.

Não estou acompanhando muito, mas pelo pouco que vejo pela internet, as perspectivas são bem melhores que no início deste ano. Que venha o CRB - com acesso à Série B, Aloísio Chulapa e Jadilson - no dia 14 de janeiro!

ANO MUITO, MAS MUITO RUIM NAS HOSTES ALVIVERDES
A única coisa boa no ano alviverde foi que depois de ser eleito com o apoio de Mustafá Contursi para a presidência do Palmeiras, Arnaldo Tirone rompeu com ele no meio do ano. De resto, ele cumpriu a promessa de não abrir os cofres e a Arena Palestra começa a ganhar formas, quer dizer, o antigo Palestra Itália a perder a suas arquibancadas.

O ano foi de altos e baixos, com o de regular a fraco elenco às vezes dando o ar de sua graça, principalmente devido a boas atuações de Marcos Assunção e de Luan - este virou o atleta "indispensável" no meio do ano.

No Paulista, conseguimos chegar às semifinais, disputamos palmo a palmo para ter o direito de jogar contra o Santos a final, mas perdemos nos pênaltis... Com o alagoano João Vitor - que se meteria num problema com membros da Torcida Organizada futuramente - perdendo o derradeiro.

Na Copa do Brasil, a fatídica goleada de 6 a 0 para o Coritiba, e a vitória em casa depois nas oitavas-de-final. Se o jogo não servia para muita coisa, mostrou que há torcedores efetivos do Palmeiras. Sem as organizadas, a torcida "comum" não parou de gritar durante todo o jogo.

O Brasileiro veio e o time passou o primeiro turno inteiro entre os cinco, seis primeiros, mostrando que teria chances de disputar uma vaga para a Libertadores e, quiçá, o título. Teria... Se Kleber já havia se envolvido a um histórico de infância corintiano, com direito à carteirinha da Gaviões, depois só quebrou a relação que tinha com a torcida alviverde. Primeiro, a forçada de barra para sair ao Flamengo. Mantido, com a agressão a João Vitor, rebelou-se contra Felipão e diretoria - nada contra isso -, mas a torcida já não estava do seu lado. Saída pelas portas dos fundos.

O time naufragou no segundo turno, com uma péssima campanha que chegou a nos deixar preocupados até com a possibilidade de um rebaixamento. No fim, com as voltas de Cicinho e Marcos Assunção, tivemos gás para atrapalhar alguns clubes, como os rivais São Paulo (vitória por 1 a 0) e Corinthians, a quem empatamos o jogo sem gols, mesmo tendo um a menos e com mais chances de marcar.

Mas o ano não foi tão ruim assim, ao menos no quesito individual. Posso dizer que assisti ao meu time de futebol do coração atuando. E duas vezes! Em agosto, fui a um Canindé lotado com um amigo, onde pudemos ver o empate sem gols em casa, mas uma das últimas atuações do grande ídolo deste que vos escreve e de muitos outros palmeirenses: Marcos!

Além disso, na mesma viagem, também graças a esse amigo, pude visitar as obras para a construção da Arena, entrar nos "jardins suspensos", que já presenciaram jogadores como Marcos, Ademir da Guia, Leivinha, Evair, Alex, Edmundo,...

Para finalizar o ano, vi o jogo de volta entre Grêmio e Palmeiras, aqui no Olímpico. Abrimos 2 a 0 com grandes atuações de Cicinho - como joga! - e Marcos Assunção, em mais um gol de falta. No final do jogo, em mais um dos momentos de "sorte" característicos, o volante Fernando acertou um pombo-sem-asa no último lance para empatar a partida. 2 a 2, fora de casa, foi muito bom. Continuo invicto!

Para o ano que vem, já não acredito na promessa da diretoria de que pelo menos quatro jogadores experientes virão, acho que nem o Felipão acredita nisso. A tendência é ser mais um ano de futebol burocrático, muito sofrimento e torcer para que se o Marcos se aposentar mesmo agora contra o Ajax, em janeiro, que seja em grande estilo. Pois ele merece, e muito!



quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Em busca do El Dorado: Tentando uma retrospectiva...

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Acabo de enviar o último trabalho do ano! E que ano! Entre 2010 e 2011 mal esperava eu que a minha vida tomaria este rumo, que teve início já nos primeiros dias do ano. Esta modesta e pessoal coluna serviu para eu desabafar e (muito pouco) para que colegas e amigos de outrora acompanhassem meus passos. Você - se há realmente alguém lendo isso - pode me acompanhar deste o processo de despedida de Maceió passando por viagens a trabalho, desilusões e até à qualificação da dissertação, no final de novembro.

Profissionalmente - é, para mim TRABALHO intelectual é uma forma de trabalho - foi o melhor ano que eu tive até agora. Como cansei de falar e escrever, se até o ano passado tive que correr atrás das oportunidades de pesquisa, este ano eu as vi correndo atrás de mim, que, como quase sempre, não deixei de negá-las.

Em termos de apresentação de trabalhos, fui a três eventos de caráter internacional: Confibercom (Ibero-Americano), Lusocom (dos países que falam a língua portuguesa), ambos em São Paulo; e para o Seminário Internacional de Comunicação da PUC, aqui mesmo no Rio Grande do Sul. Surpreendi-me com certa aceitação dos temas neles apresentados. No caso do primeiro e do último eventos, o futebol; no caso do segundo, a análise sobre o "Valerioduto". Além da participação num artigo sobre o Cepcom, no Confibercom, e noutro sobre futebol, no Seminário da PUC.

Foram os eventos nacionais que me proporcionaram experiências diferentes. O primeiro foi o Intercom, a referência da comunicação, realizado em Recife-PE - na Unicap, também gerida pelos jesuítas... As escolhas que fiz para espaços a participar foram muito produtivas e, além disso, pude viajar para Maceió após seis meses fora. O trabalho lá foi sobre a "Operação Satiagraha".

O segundo foi a II Conferência de Desenvolvimento CODE/IPEA, em Brasília. Apesar de alguns problemas de ordem  prática - e muitos de ordem psicológica -, a viagem foi interessante. Pude realizar um dos grandes sonhos de quem é estudante e geralmente têm que se virar como pode, tanto com dinheiro quanto em termos de locomoção, para apresentar seus trabalhos. Afinal, pobres mortais como nós não somos convidados pelo evento, ou seja, temos que pagar tudo. Em Brasília, por conta do trabalho aprovado, o Governo pagou as minhas passagens e cedeu duas diárias. O trabalho aprovado foi uma análise sobre a legislação das rádios comunitárias que, confesso, acabou virando quase um manifesto por maior atuação e respeito a este tipo de radiodifusão, essencial em nosso entender, desde que efetivamente garantido.

Para fechar o ano, numa semana para lá de conturbada, a qualificação em meio a um histórico temporal, que comprovou a minha total falta de sorte, e a última apresentação da última mesa do Seminário do grupo de pesquisa. O tema: o histórico de disputas entre Globo e Record pelos direitos de transmissão de eventos esportivos, centrando na mais recente e mais discutida, frente ao Campeonato Brasileiro de Futebol.

Além desses eventos, ainda pude participar da Semana de Comunicação da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, em Porto Alegre, numa mesa bastante interessante que tratava do fenômeno popular que é o futebol e cujo resultado da integração e do diálogo entre os participantes pode gerar um evento ainda maior ano que vem.

Em termos exclusivos de produção, tive os já "rotineiros" textos para o Observatório da Imprensa que, a partir de março, foram assinados em coautoria e onde pudemos transcorrer de forma opinativa sobre vários temas, com destaque para a briga para transmitir eventos de futebol e a luta por uma regulação dos meios de comunicação. Além disso, tive um texto aprovado para o Observatório de Mídia & Política, da UnB, sobre o programa que participo aqui numa rádio educativa, o Periscópio da Mídia - o qual falarei daqui a pouco.

Para finalizar, um dos fatos mais comemorados por mim: o primeiro texto solo aprovado em revista científica. A ideia depois do primeiro semestre era dar vazão aos artigos produzidos para as disciplinas. Um deles, que tenho a "audácia" de analisar o futebol sob a perspectiva de Adorno, Benjamin e Gumbrecht, foi aprovado e publicado na Revista Faac, da Unesp. Independente da revista ser nova, esta foi a segunda edição, a importância é muito grande para mim, já que não precisei de um nome importante na área para pesar a falta de conhecimento sobre mim na área.

JORNALISTA
Por mais que ainda não tenha registrado na Carteira de Trabalho, pude manter a publicação de textos mais de caráter profissional. Primeiro, por conta das atribuições do grupo, ajudei a produzir e a apresentar o programa de rádio "Periscópio da Mídia: a indústria da comunicação social de cabeça para baixo". Nele, eu e os meus amigos pudemos relaxar antes, durante e depois do programa, que está longe de ser um trabalho - apesar de um problema ou outro que tenha aparecido este ano.

Além disso, recebi o convite para ser editor da Coluna Além das Quatro Linhas, no site de textos de forte teor crítico Estratégia & Análise. A parte boa é que a produção não tem limites de linhas, o que é excelente para alguém como eu, e podemos fugir dos temas "rotineiros" do futebol, indo além deles. Já tivemos alguns resultados, com direito à utilização de um trecho de um dos textos na coluna do editor de esportes na edição de domingo de um jornal de circulação diária, além de um contato com uma jornalista do Le Monde.

2012
Para 2012, além da continuação da pesquisa de dissertação - já em sua etapa final - e dos compromissos assumidos este ano com o grupo, Periscópio e Além das Quatro Linhas, mais coisas para fazer devem aparecer - para variar...

De produção, já tenho artigos aprovados para revistas, capítulos de livros e eventos, que me trazem a possibilidade de conhecer o Brasil e aumentar a minha coleção de camisas - por mais que em Brasília tenha sido impossível de se conseguir a camisa do Brasiliense...

Enfim, em termos pessoais, além da distância dos problemas "cotidianos" de família, pude conhecer muitas pessoas legais por aqui, algumas das quais que espero ter contato para além das relações de trabalho. De resto, o mesmo de sempre, o "pseudo eu" toma conta deste ser.