Seguindo nos livros de Machado de Assis, tínhamos em casa "Notas semanais", que republica coluna do autor no jornal O Cruzeiro em 1978. Era o momento da transição do Romantismo para o Realismo, com as crônicas externando o estilo que se tornaria marcante nas publicações seguintes.
Porém, ainda que avisado, as crônicas carregam muitas notas explicativas, o que me cansou bastante porque ainda eram no final do capítulo, algo que não gosto. Além disso, a introdução é longa, demarcando um texto com um formato mais acadêmico.
Referência
ASSIS, M. de. Notas semanais. Campinas: Editora da Unicamp, 2008.
A fase romântica de Machado é vista como bastante inferior à realista. Helena representa a última publicação no primeiro estilo literário, carregando suas marcas descritivas e um enredo que se encaminha dentro de certa previsibilidade. Porém, traz marcas aqui e ali do que virá a seguir.
Trata-se da história de uma filha descoberta apenas na leitura do testamento de alguém com propriedades no Rio de Janeiro. A vinda de Helena gera mudanças pontuais na família, carregando um segredo que se constrói com maior força da metade para o final, quando o irmão está prestes a se casar.
Referência
ASSIS, M. de. Helena. Jandira: Principis, 2021.
Tecnodiversidade, de Yuk Hui, é mais um que chegou até a mim pela indicação na seleção de mestrado em Comunicação da Ufal, etapa da minha preparação para lecionar a disciplina de Fundamentos e Teorias da Comunicação.
Aqui, há uma defesa de um modelo sociotécnico que precisa ser alterado, revertendo as formas de observar socialmente a tecnologia e que deve considerar a relação direta com o ecossistema. Como ponto positivo, detalhe e bate bem nos neorreacionários, apresentando como ganharam força e os seus problemas. Porém, a proposta vai no limite do tecnodeterminismo, além de se basear muito nas referências hegemônicas mesmo quando apresenta contrapontos.
Referência
HUI, Y. Tecnodiversidade. São Paulo: Ubu, 2020.



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