segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

2026.1 50 contos de Machado de Assis/ 2026.2 Pode o subalterno falar?/ 2026.3 Esaú e Jacó/ 2026.4 Memorial de Aires

Seguindo na (re)leitura do Machado de Assis, um caminho importante era passar pelo compêndio de John Gledson com 50 contos do autor.

Machado tem um estilo próprio (também) para esse tipo de texto, sendo mais longo e dividido em partes - algo semelhante ocorre nos livros, com a divisão de capítulos. Conhecia alguns em leituras ou produções separadas anteriores, casos de "A cartomante" e a pancada que sempre é ler "Pai contra mãe".

Não sei o porquê, mas não havia lido "O alienista" ainda, temos até o livro à parte aqui em casa, e é excepcional! As idas e vindas sobre quem é ou não normal segue muito atual.

Referência 

ASSIS, M. de. 50 contos de Machado de Assis selecionados por John Gledson. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

Ainda que em menor ritmo, por causa das férias, como darei aula de "Teorias e Fundamentos de Comunicação" no mestrado, optei por ler os livros indicados na seleção, separando os mais gerais para início para, mais à frente, chegar nos de teorias propriamente ditos.

"Pode o subalterno falar?", da indiana Gayatri Chakravorty Spivak, faz uma crítica a Foucault e Deleuze partindo de uma perspectiva divergente mais geral quanto ao olhar sobre aquilo que não é do Ocidente consituído como hegemônico. Discussão extremamente relevante, que perpassa ainda pela crítica a algumas visões sobre o gênero, delimitado pela autora como aquilo que representa algo mais subjulgado desse Outro.

A pergunta que demarca o livro indica ainda algo que perspassa alguns momentos do meu trabalho na América Latina enquanto pesquisador quando se abre a participação de pessoas do Centro que estudam a invisibilidade da periferia global. Esta aparece, mas a partir da voz e da interpretação de quem ocupa espeaços hegemônicos. 

Referência 

SPIVAK, G. C. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. 

Depois de compêndios, cheguei nos livros de Machado de Assis. "Esaú e Jacó" me veio bem recomendado, trata da história de dois irmãos que antes de nascerem estiveram sob duas condições: de terem brigado muito ainda na barriga da mãe e de terem previso um grande futuro. Ambos crescem em meio a divergências em tudo, mesmo parecidos fisicamente, com a marca de um amor em comum que gera acordos e desacordos.

Se o ciúme é marca de muita coisa machadiana, aqui essa relação não aparece tanto. Ao mesmo tempo, há outras histórias e personagens que se desenrolam neste caminho e ganham seus capítulos de atenção.

Referência 

ASSIS, M. de. Esaú e JacóSão Paulo: Globo, 1997. 

Um dos personagens que aparece em "Esaú e Jacó" é o conselheiro Aires, o que me fez buscar na internet o "Memorial de Aires". Trata-se do diário que ele utilizava para registrar o cotidiano, citado no livro anterior. Imaginava que houvesse ali mais referências sobre os gêmeos do livro, mas não, acaba sendo focado em outras relações pessoais, incluindo uma paixão que acaba não se confirmando, virando um amor entre "quase" irmãos.

Referência 

ASSSIS, M. de. Memorial de Aires




 

 


 

 

 

 

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