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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Coleção - Camisa Nº 5

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De volta a Maceió em 2000, dentre os colegas da nova escola havia um que morava bem perto da casa da minha avó materna, perto do Rei Pelé. Lembro que logo na primeira semana de aulas, ele tinha comentado que morava perto do Trapichão. Eu, ainda sem saber do apelido do estádio, disse que minha avó morava no Trapiche...

Enfim, sempre íamos juntos ao ponto e às vezes pegávamos o mesmo ônibus. Depois descobri que a mãe dele tinha trabalhado com a minha madrinha. Fato é que em 2000 ele me convidou para a comemoração do aniversário dele. Pedi aos meus pais para comprarem um presente, como ele era torcedor dos futuros mandantes do Itaquerão, compraram uma camisa do arquirrival. Ainda bem que eles aproveitaram e compraram uma réplica (bem pirata) da camisa de treino do Palmeiras. 

O interessante nesta é que em 2000 ganhamos o Torneio Rio-São Paulo e a Copa dos Campeões, esta aqui em Maceió. Além disso, foi a última temporada com a Parmalat, que já neste ano era apenas patrocinadora, não mais parceira, e Felipão em setembro daquele ano já tinha juntado as malas rumo ao Cruzeiro, mas não sem antes classificar o time para uma nova final da Libertadores - aquela da HISTÓRICA defesa do pênalti pelo Marcos do então ídolo deles na semifinal.

Ah, no dia do aniversário haveria um jogo do Brasil contra a Bolívia pelas Eliminatórias da Copa. Fiquei agoniado porque era na mesma hora da comemoração do aniversário e, honestamente, até pensei em ir depois do jogo. "Sério demais" como marca registrada, acabei indo no horário certo, ele gostou da camisa, mas não é que faltou energia pouco tempo depois do jogo começar?

Quando ela voltou a fatura já estava quase liquidada. Sob comando do profexô Luxemburgo, o Brasil vencera a Bolívia por 5 a 0 no Maracanã, com um show do já veterano (e meu ídolo) Romário, que marcou 3 gols, dos quais provavelmente só tenha conseguido ver um.

Camisa 5
Sociedade Esportiva Palmeiras
Réplica - Treino
2000
Adquirida em Maceió-AL
Valor: R$ 10,00

sábado, 17 de agosto de 2013

"Eu sabia que tinha que ter ficado em casa"

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As perguntas sobre o time que eu torço sempre aparecem e já contei algumas delas por aqui. Esta semana foi a vez de não deixar dúvida alguma: às vezes uma camisa é só uma camisa, mas em (pouquíssimas) outras vezes ela é mais do que parte de uma coleção, é uma representação em tecido de um sentimento inexplicável.

Saindo com o meu cachorro na terça-feira, acabei encontrando com um colega jornalista que mora a duas ou três ruas da minha. Outro dia, só que à noite, eu estava com a camisa do Fluminense e ele me perguntou se eu torcia pelo tricolor carioca, quando disse que não, que ela fazia parte da minha coleção. Desta vez eu estava com a do Palmeiras, um modelo que tenta simbolizar a bandeira da Itália. Enquanto o Baleia me puxava, o diálogo foi diferente:

- Com camisa de time. Mas você torce por algum?

- Torço para o Palmeiras - disse eu, apontando para o escudo no peito. Inclusive, essa aqui tem o meu nome, para não deixar dúvidas - e apontei para a barra da camisa.


CÚMPLICES
Hoje acabei tendo conflito de agendas clubísticas. Ainda que muito cansado - ou até por conta disso - fui para o jogo de despedida do CSA na Série D, só que este começava às 17h e o Palmeiras enfrentava o Paysandu a partir das 16h20. Como já tinha ingresso comprado há algum tempo, fui, mas mantendo o "ritual" desta Série B: vestido com uma camisa do Verdão.

Como levo o smartphone para escutar o jogo, acabo tendo só opção de rádio FM e desta vez nem a partida local seria narrada pela única rádio que tem transmissão esportiva em frequência modulada. Na CBN, nada também, já que o sinal sai do Rio de Janeiro, que só transmitiria as partidas da Série A.

Eu sei que em frente ao Rei Pelé - muro da Veleiro - há um bar que assina TV fechada e sempre tem jogo ali. Atravessei a rua para conferir o placar, ao mesmo tempo que um rapaz numa moto estacionava. O amigo dele informou antes de eu conseguir conferir o placar: "O Palmeiras já tá perdendo". Olhei para tirar a dúvida e ainda deu tempo para ver, aos 16 minutos, Juninho chutar com perigo.

A vantagem de então em pontos não me preocupava. Não pretendo contar (ao menos agora) sobre o jogo do CSA, mas a minha agonia em não ter informações sobre o jogo do Palmeiras. Ah, por algum motivo inexplicável, o chip que uso não consegue conectar a internet por pacote de dados no smartphone.

Intervalo do jogo aqui e a desgraça do serviço de som do Rei Pelé anuncia os placares da Série B. Para começar, derrota da Chapecoense para o Paraná por 2 a 0. Bom, pensei eu, basta um empate que já abrimos mais um e tiramos a diferença do aproveitamento por conta dos jogos a menos deles. Só que ao final até que o Palmeiras foi anunciado com 1, mas o Paysandu tinha 2. Olhei a hora e percebi que o jogo no Pacaembu já deveria estar no fim.

Minutos depois, do nada, uma gritaria. Como quase sempre, todo mundo olha para saber se a polícia estava fazendo o que sabe fazer de melhor: batendo em algum torcedor "como se não houvesse amanhã". Só que não era nada disso. Houve alguém comentar que o Palmeiras tinha empatado, mas queria uma informação "oficial". Como estava perto da hora de começar os jogos da Série A, liguei na CBN, mas só falavam dos quatro do Rio de Janeiro.

Até que, em meio à minha agonia, uma mulher que vendia copos d'água parou um pouco abaixo e perguntou quanto estava o jogo.

- Estava 2 a 1 para o Paysandu, mas não tenho certeza.

- 2 a 1 para o Paysandu? Eu sabia que tinha que ter ficado em casa hoje. Se tivesse lá, não tava perdendo. E a Chapecoense? - mostrando-se entendida no assunto.

- Estava perdendo de 2 a 0 para o Paraná.

- Ainda bem. Se a gente empata, coloca 6 pontos neles.

Um senhor tentou entrar na conversa, mas ficou surpreso pelo fato da Chapecoense estar próxima, ao que ela respondeu:

- A Chapecoense é um time bom, só não está melhor que o Palmeiras, mas tá ali perto.

Eu expliquei que o time catarinense estava com 2 jogos a menos e que tinha virado contra o Sport em plena Ilha do Retiro em rodadas anteriores, enquanto o Palmeiras perdeu - vá lá que com uma IMENSA ajuda da arbitragem.

Até que um dos meninos que estava ao meu lado me confirmou, finalmente!, que o Palmeiras tinha empatado. Passei a informação para a ambulante e ela vibrou. Saindo logo em seguida para continuar a vender seus copos d'água.

Minutos depois da conversa, ouvi outro grito alheio no meio da torcida. Logo pensei: "Viramos!". Mas e a confirmação? A desgraça do serviço de áudio do estádio não falou mais nada depois do intervalo. Quer dizer, durante o jogo só tratou de anunciar o hino nacional e os resultados da Série B, quando estávamos perdendo.

Segui sofrendo com o CSA ao vivo e esperando os maledettos da CBN fazerem o plantão. Demorou, discutiram a situação dos 4 grandes na rodada, se o Fluminense só fugiria do rebaixamento, se a patrocinadora ia abandonar o barco, se o comentarista era pessimista, se, se, se... 

Até que a moça falou sobre todos os jogos da rodada. Empates ali, com mais uma buscada no final da Chapecoense, 2 a 2 com o Paraná, mas e o Palmeiras? Palmeiras 3, Paysandu 2. Uma comemoração contida.

Final de jogo no Rei Pelé e enquanto esperava sentado todo mundo sair, um rapaz com um rádio ao ouvido parou mais abaixo e disse:

- Grande vitória a de hoje, hein? Que virada!

Eu sem saber direito como tinha sido, confirmei com a cabeça como se estivesse ciente de todo o sacrifício de levar dois gols em casa e virar com gol aos 49 minutos! A comemoração pra valer ficou para casa, quando revi os melhores momentos do jogo, sofri junto como se não soubesse do placar final. Seguimos líderes da Série B, com mais dificuldade do que alardeiam por aí, e espero que demore um pouco para que me perguntem novamente para que time eu torço.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Você é torcedor do... ?

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Ter várias camisas de times de futebol e usá-las acaba facilitando as pessoas de começarem um bate-papo. Já contei algumas destas histórias em outro post deste blog e não param de aparecer outras.

Outro dia, eu estava com a camisa do Aimoré, modelo comemorativo do título da terceira divisão do Gauchão de 2012, que usa o padrão do Barcelona na temporada passada, só que toda em azul. Uns meninos jogavam no início da rua e um deles me parou para saber que time era aquele.

O Aimoré voltaria a ser assunto, ainda que indiretamente. Faz quase uma semana que fui comprar umas coisas perto de casa vestido com a camisa do Grêmio. Paguei e o vendedor puxou assunto, dizendo que o "meu" Grêmio ganhara no dia anterior - o sofrido 2 a 1 contra o Botafogo. Nem me dei conta de explicar primeiro que sou colecionador de camisas. Disse que não torcia pelo Grêmio, que se fosse escolher o time a torcer no Rio Grande do Sul, onde morei recentemente, seria o que disputava a segunda divisão estadual - a partir de 2014 não mais!

Contei aqui a história com o meu vizinho corintiano. Naquele dia que peguei a carona, estava com uma camisa do Fluminense e a primeira coisa que ele queria saber era se eu tinha mudado de time. "Claro que não!". Aquela era só elemento de coleção.

Hoje foi a vez de reencontrar os meninos que moram mais para o final da rua. Um deles me viu com uma camisa de treino do Santos e logo me perguntou se eu era santista. Respondi que não, que colecionava camisas de futebol. O que, de pronto, outro respondeu que também fazia; enquanto o amigo, que deve ser paulista, dado o sotaque, falava, sem a mesma empolgação de antes, que ele sim era torcedor do Santos.

Aí começaram a perguntar se eu tinha camisas de vários clubes: tem do CSA? Sim!, respondi ao que estava com uma réplica da camisa azulina. E do Flamengo? Não. E do Vasco? Não. E do Botafogo? Não, do Rio só a do Fluminense. E a do Barcelona? Sim. E do Real Madrid? Não.

Depois da série de questionamentos, o santista me perguntou qual time eu torcia. A resposta: Palmeiras. Enquanto que outro tentou seguir às perguntas de bate-pronto:

- Tem camisa do Corinthians?

- Desse time aí, jamais!

Antes de irem embora, ainda o santista me perguntou qual a camisa que eu mais gostava. "Claro que as camisas do Palmeiras".

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Coleção - Camisa Nº1

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Com todas as camisas de futebol reunidas num só lugar novamente, resolvi postar aqui toda a coleção. Tentarei fazê-lo ao menos uma vez por mês, dadas algumas dificuldades estruturais. Além disso, tentarei colocá-las na ordem de aquisição, o que, em alguns casos, pode gerar erro por conta da memória deste que vos escreve, que ainda assim buscará resgatar histórias de cada uma - algumas das quais contadas neste e em outro espaço já falecido.

Para começar, camisa de criança, réplica e dúvida sobre o ano. Ganhei dos meus pais a camisa do período em que me tornei palmeirense e eles não sabem quando compraram. Imagino que deva ser 1994, já que me recordo de zombar da minha irmã corintiana por conta do título brasileiro em cima do arquirrival no final daquele ano.

Fora esta história, não lembro de outras porque tinha apenas 6 anos de idade - ou talvez 5. Fato é que a guardei e ela sobrevive mesmo após algumas mudanças pessoas, geográficas, mas jamais a clubística. Tudo bem que quase matei e quase morri quando criança por conta do Palmeiras, mas quando se sente algo maior que amor por algo, não tem como largar, mesmo nos piores momentos - e nós palmeirenses os conhecemos muito bem.

Camisa 1
Sociedade Esportiva Palmeiras
Réplica
1994
Adquirida em Aracaju-SE
Valor não recordado

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

[Por Trás do Gol] Curiosidades da coleção

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Eu coleciono camisetas de futebol. Desde 2007, resolvi que a cada Estado brasileiro ou outro país que eu fosse, eu teria que conseguir a camisa do campeão local, fosse ela original ou "réplica". Ao menos tentaria. Apesar que já tinha certa vantagem por ter guardadas as camisas do Palmeiras que eu tinha desde criança (1994, 1997 e 2003), que de 2009 para cá acabaram por receber outras das temporadas seguintes, especiais ou de jogo - o que virou quase uma coleção em paralelo. Mas não é do Palmeiras que eu falarei desta vez, já fiz isso no último post - quer dizer, se você chegar até o final deste pode reclamar nos comentários depois que acabei falando do clube...

Cálculos ainda imprecisos me informam que eu devo ter mais de 30, sendo cerca de 20 clubes/seleções diferentes dos seguintes Estados/países: Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Uruguai, Argentina e Espanha; e das seleções brasileira e espanhola. Algumas eu comprei, outras, ganhei e um ou outro local que não consegui achar a camiseta - geralmente porque o campeão daquele ano era "diferente" demais para ser achado facilmente.

Um amigo, que não gosta de futebol, diz que acha interessante que, apesar de eu me preocupar com a coleção, eu use todas as camisas que tenho - como sempre digo, só há exceções emotivas para caso eu tivesse de adquirir camisas do CRB (AL) ou de qualquer equipe desta e de qualquer outra galáxia que leve Corinthians no nome (pode ser o paulista, o de Pilar, o de Caicó, o do Paraná...). Isso acaba gerando situações curiosas, três das quais são recentes e eu me recordo para contar.

SANTA CRUZ
O primeiro causo é a camisa do Santa Cruz, que comprei no ano passado. Na última passagem por Maceió,  acabei pegando simpatia pelo tricolor do Arruda por ser "parceiro de sofrimento" do CSA, impressionado em um dia ter visto a torcida deles dividir o Estádio Rei Pelé com a nossa e não parar de gritar um só instante. Na segunda vez que passei por Recife, no ano passado, o Santinha tinha conseguido evitar o inédito hexacampeonato do Sport - time o qual eu não gosto, apesar de ter camisa deles - e fiquei aliviado porque a coleção ganharia uma camisa legal.

Acabaram montando uma lojinha de camisas antigas na universidade em que apresentaria trabalho, o que me poupou o trabalho de procurar algum shopping ou loja no Centro de Recife. A primeira coisa que fiz foi perguntar ao vendedor qual time que ele torcida. A resposta foi: Santa Cruz. Pronto! Olhei e achei uma legal, histórica, réplica de 1983: "do Gabriel, que fez o gol do título em plena Ilha e foi comemorar em cima do símbolo deles".

Usei aqui em São Leopoldo e imaginava que ninguém iria achar curioso uma pessoa com uma camisa do Santa por aqui. Fui almoçar e quando voltava da mesa da sobremesa, um senhor me parou, apontou para a camisa e perguntou: "essa é de 1983 mesmo? Como você conseguiu?". Respondi que era uma réplica e que tinha comprado em Recife. Ele seguiu em frente.

BOCA JUNIORS
Por conta dos títulos da Libertadores nos anos 2000, a geração de Riquelme e cia. que atormentou os brasileiros e perdeu para o Paysandu em casa, e, é claro, por causa do mito que é La Bombonera para quem gosta de futebol, por ser o time que Maradona é torcedor fanático e etc., foi bom que eu tenha chegado em Buenos Aires este ano com o Boca, após algumas temporadas, voltando a ser o atual campeão argentino. Fui em La Boca e trouxe de lá duas camisetas, ainda que réplicas - porque na Argentina as coisas são mais caras. Uma é com listras em preto e branco na vertical, modelo inicial do clube, antes de avistarem o navio sueco no porto; a outra é a tradicional.

Em outubro, estava no aeroporto de Porto Alegre esperando o voo para o Rio de Janeiro, para mais um evento. Saí catando um lugar para comprar água, já que há empresas aéreas que passaram a vender tudo, e muito caro, durante as viagens. Enquanto esperava a garrafa d'água, um argentino tentava pedir o café do jeito que queria. Olhou do lado e disse que "estávamos mal". Eu respondi que era verdade - o Boca não faz um bom campeonato argentino sem Riquelme, de "férias" (?). Ainda falei que aqui no Brasil muitos haviam torcido na Libertadores, mas o time acabou perdendo. Ele fez uma cara meio de surpreso e ficou quieto. Eu segui para o meu gate.

FLUMINENSE
Após uma semana não ter conseguido, acabei indo ver "Gonzaga - de pai para filho" na semana passada - por vários problemas (saúde, tempo, paciência) não consegui escrever sobre. Fui com a camisa do Fluminense, que adquiri na primeira viagem do ano ao Rio, em julho, que é a original pós o título brasileiro de 2010 - com direito ao escudo da CBF. Antes de qualquer coisa, afirmar que a camisa do Flu é uma das mais bonitas do mundo pela disposição de cores, mas dentre os cariocas, acho que só o Flamengo me daria "estranheza" em vestir - por conta da torcida deles.

Enfim, saía da sessão do filme e um senhor, em torno dos 50 anos, aponta para mim e diz algo. Não entendo e ele repete: "Seremos campeões no domingo, hein". Eu respiro fundo, lembro que o jogo seria contra o Palmeiras, dou um sorriso falso e digo um "esperamos". Ele aperta a minha mão e segue...

Da próxima vez, eu digo que só coleciono camisas de futebol...