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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

7 anos de UFAL!

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A volta após dois anos de afastamento de um jeito inimaginado: pandemia, aulas remotas e discursos oficiais de "saldo extremamente positivo" e "mesmo sem dinheiro, professor vai dar aula até embaixo da sombra da mangueira". Eu que, ainda tendo tese a terminar, tinha me preparado psicologicamente para não me estressar nas atividades cotidianas... Ledo engano.

Primeiro que levo a sério praticamente tudo na minha vida e tenho parâmetros morais e éticos para tratar das coisas, ainda mais na UFAL. Todas as dificuldades, desafios e conquistas (mais dos dois primeiros) da graduação me fizeram definir parâmetros de trabalho, se um dia voltasse. Em 19 de agosto de 2014, esse dia chegou. De lá para cá, não faltou trabalho para eu querer fazer, não faltou defesa da UFAL e especialmente da Unidade Educacional Santana do Ipanema que, como digo à turma do 1º período, me escolheu e me acolheu enquanto docente.

É difícil dar aula em dois cursos (Economia e Contabilidade) que não são os meus de formação? Sim! Mas eu dou aula na instituição que estudei e sonhei voltar como docente. Isso é o que importa e é com esse orgulho e essa responsabilidade, como disse no dia da posse, que sigo tentando trilhar meus caminhos por aqui.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

5 anos!

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Há 5 anos eu tomava posse como professor da Ufal, lembro da emoção, de até embargar a voz ao falar e recordar de que quando colei grau às pressas porque precisava me matricular no mestrado lá no Rio Grande do Sul tinha o compromisso de um dia voltar. Foi bem antes que eu imaginava, no primeiro concurso para efetivo e após percalços que jamais imaginei que teria após o título de mestre. Sábado mesmo comentei isso para um colega, após ouvir mais uma vez que sou muito novo e nunca se sabe de quem se pode precisar depois.

Eu aprendi de uma maneira bem difícil, lembro de cada pessoa que se preocupava - e também de quem deu só um "até logo" -, mas optei por trazer sempre a experiência dessas dificuldades na tentativa de manter a coerência com o que eu acredito que deveria ser a prática profissional enquanto servidor público de uma universidade federal e com autonomia e independência quando fosse necessário para atuar nos espaço acadêmico (sala de aula, projetos de pesquisa e extensão, orientações de TCC, coordenação acadêmica e atividades de redes de pesquisa, agora como presidente da Ulepicc-Brasil).

Se nunca na Ufal foi fácil, da graduação em que tive que correr para conseguir ter a formação que imaginava ser adequada, indo para outros cursos e num núcleo de estudos formado por estudantes (que orgulhosamente desde o ano passado virou grupo de pesquisa, o qual co-lidero); ou como professor e (dois anos) como gestor de uma unidade educacional descentralizada do Campus Sertão ainda sem teto próprio, também nunca faltou vontade de buscar fazer o melhor, de ficar alegre a cada resultado positivo após longas e extenuantes batalhas. Afinal, e isso não é específico da instituição em que trabalho e já não era em outros contextos políticos, o espaço acadêmico/universitário é de muito desgaste psicológico para quem tenta percorrer caminhos mais difíceis, ainda que mais produtivos.

Estou afastado para qualificação de doutorado desde abril, após um ano trabalhando numa cidade do interior de Alagoas ao mesmo tempo que estudava na capital federal. Devo voltar em 2021, mas tenho muito orgulho de ser professor da Universidade Federal de Alagoas, ainda mais da Unidade Educacional Santana do Ipanema, em que tenho a noção de apesar de dar aula para outros cursos (Economia e Contabilidade) e das grandes dificuldades que temos na "periferia da periferia", o meu papel social é amplificado. Cada conquista em projetos aprovados e de nossxs estudantes carrega histórias talvez com ainda mais dificuldades que a minha. Poder contribuir com estudantes da Ufal, mesmo que um pouco, é muito especial para quem já esteve no lugar de estudante de graduação.

Até por isso, sempre briguei muito dentro da instituição, fosse próximo ou não da reitoria com mandato vigente, estudante ou professor, em greves ou atos e manifestações em campus ou nas ruas. A Universidade Federal de Alagoas é uma parte muito importante na minha vida e tento desde o dia 19 de agosto de 2014 ter o orgulho de viver o sonho estabelecido em 6/1/2011, mas com a noção do compromisso que isso me caberia. Que a universidade pública possa cumprir o seu papel com a melhor qualidade e as melhores condições possíveis, que nunca saia de perto da sociedade em seu entorno, especialmente para quem mais precisa!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Como trabalhar?

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Desde o primeiro dia que voltei à UFAL como professor que trago como elementos fundamentais duas palavras: orgulho e responsabilidade. Minha graduação poderia ter sido bem melhor se as condições ofertadas tivessem sido bem diferentes - problemas que seguem, ainda que com algumas tentativas de melhora. Não repetir aquele padrão é uma meta primordial para mim, especialmente aqui.

Estar coordenador acadêmico foi uma escolha pela segunda via, a responsabilidade. Ainda que uma pessoa tenha achado que me convenceu a isso, estava na mente a possibilidade, não à toa que me dispus a isso sem contratempo, mesmo com uma vida acadêmica (o tripé básico) bem cheia. E como venho relatando/reclamando de vez em quando por aqui e pelo Facebook, vem sendo um processo bem complicado. Trabalhar em unidade descentralizada do interior tem o grande problema da falta de condições de trabalho, ser gestor escancara ainda mais isso - ainda que eu, por perfil, sempre acabe me preocupando com uma visão geral do lugar em que estou -, mas nada é tão desgastante quanto acompanhar os momentos de disputa pela disputa. Costumo dizer que são tantos problemas que temos, porém gastamos mais em brigar com outras pessoas que em resolvê-los.

Um dos grandes problemas que eu tenho é tentar ser responsável, até demais. Acrescido à tentativa de fazer as coisas da forma mais certa possível, o ser "certinho" ou "formal", que tanto me apontaram no ano passado. Ainda que nem sempre isso seja possível. Primeiro porque eu sou ser humano como qualquer outrx, passível de erros - ainda que eu odeie errar, e ainda mais repetir o tipo de erro. Segundo, que muita coisa não depende do que eu faço - está aí a minha vida para sempre me provar isso.

2017 começou num ritmo frenético para mim. Janeiro e fevereiro foram meses em que só pude respirar durante o carnaval, ainda assim, tendo que escrever artigo, para além de descansar e dormir adequadamente. Para piorar, venho de uma sequência de experiências não tão boas, cujas surpresas negativas só aumentam a cada semana. Em novembro rolou tentativa de intimidação após uma reunião, que não deu certo, porque eu repeti a mesma fala na reunião da semana seguinte. Nos últimos meses coisas "estranhas" vêm acontecendo, cuja sequência me faz crer que não são acasos, fazendo com que eu tenha ainda mais cuidado com o que assino, dependendo de que lugar venha; e, o que vem me deixando ainda mais irritado, são as falas, conversas e boatos que vêm baseados em generalizações e reclamações, de diferentes partes - algumas até de quem deveria conhecer melhor o meu jeito de pensar as coisas - que se acentuam devido a determinado acontecimento político. Fora o fato de se pular a comunicação às instâncias devidas, que também aconteceu por diferentes partes, ainda que uma esfera tenha preponderado - e uma ameaça de processo por e-mail por falta de entendimento de uma preocupação.

Nunca gostei de participar de campanhas políticas, mesmo na época de movimento estudantil e sendo um dos candidatos Sempre me pareceu que a disputa se impunha em relação à importância do cargo e frente aos desafios do mesmo. A experiência enquanto professor só ajuda a ampliar esta reflexão. Primeiro que a política acadêmica, em diferentes níveis, pode ser pior que a partidária. A disputa do poder pelo poder pode superar até as dificuldades claras que aparecem e que caracterizam os problemas em se se gerir a educação em qualquer esfera no Brasil, especialmente no atual contexto, e para isso pode-se ter de tudo - tipo, colocar como lema, dentre outros elementos, ser "decente". Deixando claro que há casos de preocupação real, com propostas e planejamento. Mas às vezes tenho a impressão que o bem coletivo nem sempre é prioridade. A adrenalina gerada pelas batalhas podem superar mesmo as pessoas mais comprometidas, imagina aquelas que estão só pelo status.

Curiosamente, na unidade em que trabalho, o coordenador-geral, o que se afastou há algumas semanas e o atual, votou numa candidata à reitoria e eu na outra, e não houve/há diferença nenhum de diálogo para fazer as coisas no nosso local de trabalho. Assim como, meu principal parceiro de trabalho internamente é alguém que brinco que a única coisa em comum é o nome, porque até no futebol ele torce para o CRB e para o São Paulo, porém é alguém que gosta de pesquisa, quer desenvolver o local de trabalho e é comprometido. Enfim, na minha cabeça, comprometimento, respeito e responsabilidade não são características exclusivas de escolhas teórico-metodológicas ou posicionamentos político-ideológicos.

A prova desse incômodo é que as sessões de terapia deste ano são muito mais para eu falar do trabalho do que qualquer outra coisa. Arriscaria em dizer que metade das 8 sessões deste ano foram inteiramente dedicadas a isso, olha que o final do ano, em termos pessoais - para além do título do Palmeiras - foi ainda pior que o anterior.

Como disse, não gosto de errar, até porque minha mente foca mais nas experiências negativas que nas positivas, então sempre busco erros parecidos no passado para me irritar por ter voltado a cometê-los. Mas tento aceitar as críticas, até mesmo para tentar não cometer determinado erro indicado novamente. Só que odeio ainda mais quando se encaminha algo para mim sem eu ter nada a ver. Demonstração irritação num espaço ao saber de algo assim mês passado.

De forma geral, em quase um ano de coordenação acadêmica - cargo eleito, não indicado por quem quer que seja na universidade -, vem sendo de muito trabalho e muitas vezes tendo que ser também de outros cargos. Poderia muito bem dizer que "isso é com fulanx, não comigo", mas não consigo ser assim. Minhas críticas e meus elogios nesses espaços surgem quando acho devido, sem nenhuma restrição a amigxs ou pessoas mais distantes, tentando seguir os meus princípios de avaliação, algo que surpreendia os meus colegas de trabalho, porque isso não é comum.

Importante frisar que eu venho falando mais nãos e estabelecendo limites de paciência e trabalho - meus amigos de grupo de estudo daqui de Alagoas e de Sergipe sabem bem disso por experiências recentes. Além de tudo, sinto-me bem em tentar melhorar a instituição em que trabalho, cujo papel é tão importante para a vida de tantas pessoas - só eu devo ter tido 300 estudantes em 2 anos e meio como professor. Comemoro as pequenas vitórias de ordem coletiva que aparecem como se fossem gols do Palmeiras ou do CSA.

Mas não dependo de cargo algum para viver. Ser professor da UFAL era uma meta da época da graduação por poder tentar fazer o melhor possível para a instituição que foi e é muito importante também para mim; é uma profissão (ainda) estável, que me dá a possibilidade de fazer coisas que eu gosto, como pesquisar e viajar para eventos. Se tem algo que eu ache importante para mim, individualmente, é estar como secretário-geral da minha entidade de pesquisa, o que imaginava que poderia ocorrer, mas bem mais à frente. Então não teria problema algum em deixar cargo algum se alguém puder fazer melhor, manteria-me fazendo o meu trabalho da mesma forma, ou seja, da melhor maneira possível. Desde que se fale isso comigo e mostre o que se quer.

Sentir-me supervisionado  ou que querem me prejudicar só porque eu votei em a, b ou z; ou porque eu sou muito novo - como falaram, num outro contexto, para uma colega de trabalho; ou porque eu me posiciono em qualquer espaço, mas sempre mantendo o respeito e a educação; ou porque eu sou palmeirense e torcedor do CSA, sei lá...  Isso é muito estranho para mim porque não é o meu bom ou péssimo trabalho que está em jogo. Talvez seja por isso que tanta gente, comprometida, desiste de trilhar certos caminhos. Ainda bem, talvez não para mim, que eu sou teimoso.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Avaliação da prática docente 2016.1

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Ao final das atividades de aula, como fiz no semestre passado e no anterior, pedi para que xs estudantes me avaliassem, a partir dos critérios que elaborei para o formulário de 2015.1. Obtive 44 respostas, num conjunto de 74 estudantes, porcentagem um pouco maior que no semestre anterior (59,4%). Preciso fazer isso, inclusive, porque a UFAL ainda não tem avaliação dos discentes sobre as atividades que ela proporciona.

Metodologia da pesquisa
A ideia de fazer uma avaliação da minha prática docente surgiu ainda nas primeiras turmas que peguei ao chegar na UFAL, o mês final de 2014.1. Preocupava-me por se tratar de um período que teve greve docente e troca de professores na disciplina. Deixei um dia para entregar os trabalhos/dar as notas e que avaliássemos em conjunto aquele semestre. Quando houve, tirando um caso, as respostas foram "foi bom". No semestre seguinte acabei não fazendo, pois presencial não se mostrou possível, ainda que colegas meus achem estranho que eu faça isso.

Em 2015.1, participei de um curso para usar a plataforma Moodle da UFAL e dentre as atividades iniciais estava uma avaliação da prática docente. Fiz um questionário no Drive após o primeiro terço da disciplina de LIC, obtendo 34 respostas. Repeti o modelo para a avaliação final e também para a eletiva, sem ter a necessidade de identificação - dando liberdades axs estudantes para serem honestxs. ão 5 pontos a serem avaliados de 1 (péssimo) a 5 (ótimo): Prática Docente, Ação Didática, Construção do Conhecimento, Relação professor-discente e Métodos de avaliação. Depois, a avaliação do aprendizado/lembrança de Lógica, Comunicação e Informática; e, por fim, uma pergunta direta: "O que devo mudar na minha prática pedagógica?".

Prelúdio
O segundo semestre normalmente é complicado por conta das ausências devido aos eventos de pesquisa, que no caso da Comunicação se acumulam neste período do ano. Então, naturalmente haverá duas a três semanas em que não teremos aula, que se dará utilizando o Moodle (plataforma EAD da UFAL) e/ou com reposição. Mesmo considerando que este semestre letivo teve uma semana a mais que o anterior, até por não ter feriados no início de semana, os eventos fazem com que os encontros sejam irregulares.

Mas o período foi pior por dois motivos. O primeiro, avisado na semana de recepção promovida pelos centros acadêmicos, foi o cargo de coordenador acadêmico, que acrescentou outras atividades, caso de uma reunião de formação na sede do campus, em Delmiro, em que não pude dar aula à tarde de uma segunda-feira,  mas à noite sim; fora xs alunxs que apareceriam na porta para tirar alguma dúvida sobre falta de professor (e foram dois, sete disciplinas sem docente neste semestre).

Foram diversas reuniões de segunda a quinta no Sertão, e algumas quintas e sextas na reitoria em Maceió, que atrapalharam em alguns momentos a programação da minha vida, incluindo as atividades acadêmicas. Um problema atrás do outro em diferentes frentes, incluindo a possível mudança da presença minha e dxs professorxs do atual Tronco Inicial nos cursos do interior.

Sou muito mobilizado mental e fisicamente pelo cansaço e não ter em algumas semanas a possibilidade de descanso interfere, naturalmente, no meu humor - que fica mais afiado - e na imunidade. O segundo motivo que tornou este semestre pior que os outros foi que pela primeira vez faltei por motivo de doença, uma infecção bacteriana em agosto, algo de um nível que nunca tive. Há poucas semanas tive problemas no México, que acabei "trazendo" para cá, dificultando as minhas aulas e que me fez ir pela segunda vez no semestre à emergência de um hospital.

Entrei num processo de esgotamento físico e mental nos últimos meses, que ganhou o acréscimo de um problema de foro pessoal, mas sempre tentando dar conta das atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão em que estou. Isso é importante de ser frisado, não somos uma máquina e é óbvio que essas coisas interferem no nosso jeito de ser. Como costumo destacar, a importância de entender o porquê a outra pessoa está daquele jeito, em vez de sair gritando exigências ou que ela esteja sempre à disposição ou faça milagres. O que não acontece.

Só isso já faria ser um semestre difícil, mas sabia que a avaliação viria com problemas porque não consegui estabelecer uma relação com xs discentes como no semestre anterior - ainda que acredite que aquele tenha sido uma exceção positiva. Em meio a essa correria, sentir a falta de vontade e a preguiça delxs em vários momentos não ajuda em nada, ressalvada as devidas exceções. Cheguei a testar isso com uma atividade no Moodle, reproduzida aqui, em que pedi para que lessem de forma adequada e não me perguntassem nada. Ainda houve pessoas das duas turmas a perguntar. Deixei duas aulas para tirar dúvidas sobre os trabalhos, perguntei dois dias antes de Seminário Integrador se havia dúvidas e ainda apareceram problemas de quem não entendeu algo relativo à forma, especialmente. E não faltaram momentos em que reclamei disso.

Mas, dado esse comentário, vamos aos pontos da avaliação.

1. Prática Docente e Ação didática

Prática docente é uma avaliação geral, que pode ser que no semestre que vem eu jogue para depois das outras perguntas. Em ambos, que vai se repetir em todas as perguntas, há quem tenha identificado como péssimo. Ainda que entenda que a formação que temos na educação básica seja diferente, seria fundamental que quem achou tão ruim a disciplina que me informasse ao longo do semestre, até para poder mudar algo.

Na ação didática, aparecem alguns regulares (4). Como comentei, suponho que a falta de regularidade da aula por conta de outras atividades atrapalhou o semestre. Tentei modificar algumas coisas em relação a semestres anteriores, mas neste algumas atividades foram prejudicadas pelo tipo de conteúdo que creio ser mais adequado ao Moodle. Filmes e documentários que seriam passados em sala para discussão foram deixados para o EAD. Mas é claro, como destaco, sempre há coisas há mudar e a cada semestre aparecem novas coisas já que cada turma de 1º período vai ter um perfil diferente.

 2. Construção do conhecimento e Relação professor-discente
"Construção do conhecimento" tem os mesmos 4 regulares e 1 péssimo. Muda algo no bom/ótimo, mas tendo a repetir o que aponto frequentemente, a disciplina "Frankstein" acaba prejudicando uma melhor relação entre os conteúdos das três partes, ainda que eu tente cada vez mais resgatar na Comunicação e na Informática o que foi discutido em outros momentos. Isso deve ser readequado com a mudança da disciplina que deve ocorrer com a alteração nos Projetos Político-Pedagógicos dos Cursos.

A Relação professor-discente foi bem pior que nos semestres anteriores, com 1 péssimo, 2 ruins e 3 regulares. Confesso que não consegui estabelecer uma relação parecida com outros semestres, então esperava este resultado. Tive até discussão áspera com estudante na metade inicial do período por conta da correção de um exercício, algo que em mais de 2 anos nunca tinha acontecido, ainda que não tenha tido problemas depois com esta pessoa ou outras.

3. Métodos de avaliação
Outro ponto que eu sempre revejo, teve alteração este semestre e que se mostra como de necessária revisão a todo momento. Foi 1 péssimo e 4 regulares. Percebi um problema no debate em grupo na parte de Lógica, que deve fazer com que eu altere na pontuação das atividades do primeiro período, pois o fato de ser em grupo acaba escondendo dificuldades de aprendizado de algumas pessoas. Além disso, talvez seja necessário também adaptar algo na segunda parte, pois foram muitas atividades no primeiro e bem menos no segundo bimestre. Fazia isso para aliviar frente os trabalhos finais de outras disciplinas, especialmente Seminário Integrador, mas é necessário repensar se é a melhor coisa.

4. Como você avalia/lembra o conteúdo aprendido em Lógica e em Comunicação
Outros pontos com resultados bem piores que nos semestres anteriores. Geralmente a parte de Lógica é bem avaliada - mesmo no semestre que foi dividido por uma greve isso ocorreu -, mas desta vez a ampla maioria foi no bom, com 6 regulares e 1 péssimo.

Comunicação, curiosamente, vinha sendo a pior avaliada por estar espremida entre as outras duas partes e ter duas semanas a menos. Como vejo que ela está presente nas outras, acabo mais resgatando e/ou puxando assuntos, além de ser das áreas a mais próxima a mim, o que gera certo conforto maior e a preocupação em não exigir delxs que entendam muito de algo que eu enquanto comunicólogo preciso saber muito bem. Necessário rever e incluir ainda mais exemplos e atividades práticos. Aqui foram 1 péssimo, 2 ruins e 5 regulares.

5. Como você avalia/lembra o conteúdo aprendido em Informática
Em Informática há mais ótimos que nos anteriores, mas surpreendentemente há mais uma pessoa que achou péssimo (2 no total), 3 que acharam ruim e 3 regulares. A surpresa é porque se trata do assunto mais recente tanto no período letivo quanto no que se faz no dia a dia, com apresentação de trabalhos com prática disso e vídeos que discutem as potencialidades e os problemas.

Enfim, de qualquer forma, independente do andamento das turmas no semestre, as duas semanas a mais de recesso, fora do meu período de férias, servirão também para reobservar melhor a ordem de conteúdos e a programação do semestre que vem, pensando em outras atividades cotidianas.
Com os dados anteriores, fiquei satisfeito e um tanto surpreso com a avaliação majoritariamente positiva para a utilidade da disciplina, dado que é no eixo gestão e isso sempre aparece como questionamento no semestre. Foi um péssimo, 4 regulares, 7 bons e 31 ótimo (72%). E essa é uma discussão que estamos tendo no âmbito dos campi do interior da universidade, algo que vem redundando em algo como "O que fazer com xs docentes do Tronco Inicial?".

6. Sugestões/reclamações




Como esperado, mais reclamações que em anos anteriores. E eu prefiro comentar isso do que quem afirmou que está tudo bem. Até porque o intuito do formulário é perceber coisas que só quem é estudante das minhas disciplinas sabe/sente e que não necessariamente eu percebo, pois ocupo um outro lugar social ao longo do semestre.

Confesso que gostei do primeiro comentário. A questão de serem estudantes que estão ingressando na universidade, vindo com vários vícios e algumas deficiências da formação básica, é uma preocupação recorrente, ainda mais que são disciplinas de 6 horas semanais, uma alta carga horária. Mas a relação professor-discente é uma via de mão dupla, fazer com que isso ocorra vem sendo o meu grande desafio.

É tentado dar clareza ao assunto, claro, e trazer exemplos - séries, filmes, vídeos esquetes (Porta dos Fundos), questões do cotidiano -, tentando renovar a cada semestre, mas é fundamental que quando eu pergunto se estão entendendo, caso não, alguém fale. Esse foi um semestre de silêncio quando eu questionava sobre isso. O mesmo vale para o comentário sobre lógica. Realmente é algo mais complexo que as outras duas partes, mas tentamos trazer mais elementos e renovar sempre, só que o retorno sobre é fundamental para eu saber se está ou não funcionando.

Sobre o objetivo da aula, realmente não faço tanto isso, mas aceito a sugestão e irei fazer isso a cada início de tópico do assunto, começando pelo início do semestre, vide a discussão sobre a importância dessas disciplinas do primeiro período.

O ponto mais complicado é o de quem me achou arrogante e que me definiu como bipolar. A questão da arrogância e de outros problemas creio que podem ter aparecido, e isso vai depender do momento. Ninguém é perfeito e tomarei mais cuidado até no cotidiano, para além da sala de aula por ser um defeito que alguém me aponta. Sobre ser bipolar, faço tratamento terapêutico, que nunca neguei a ninguém, desde julho do ano passado e não fui identificado como bipolar por alguém que é graduada e especialista na área. Tenho certeza que ela o faria e me indicaria um psiquiatra caso isso ocorresse. Essa é uma área que me preocupo por questão de "herança" familiar. Na verdade, como apontei acima, a minha mudança de humor é em processo e tem motivos, mais ligada à Síndrome de Burnout/esgotamento que, dentre outras coisas, tem como estágios a necessidade de reconhecimento, o não saber dizer não às atividades de trabalho , o estresse, a depressão e a vontade de se isolar das pessoas. Algo que, inclusive, estou estudando agora num projeto de extensão que retrata especialmente o trabalho docente. Agora, não confundir isso com respostas à reação negativa a uma atividade em sala de aula. Independente de eu me sentir bem ou não, se a turma faz algo errado é meu dever apontar o erro e reclamar caso tenha sido por desleixo.

"A leitura" e "Conteúdos em Vídeo". Não sei se eu tenho que melhorar a minha leitura, incluir mais textos ou trocar os que passo. De qualquer jeito verei tudo isso. Imagino que "conteúdos em vídeo" seja acrescentar, ainda que possa ser trocar ou mudar. Algo que também verei novamente.

"Mais empenho!" é curioso especialmente quando nem sempre a recíproca tenha sido verdadeira. Uso como exemplo o artigo sobre as TDICs para as empresas que poucas pessoas nas duas turmas leram. Fora que, como expliquei, docente efetivo de UF não é só sala de aula e, apesar dos problemas, o empenho vem sendo até maior do que deveria para tudo. Estar desmotivado num dia ou outro é outra coisa totalmente diferente.

Os textos são atualizados, mas precisamos seguir a ementa definida nos Projetos Pedagógicos da melhor maneira possível, inclusive é isso o que o MEC cobra nas avaliações dos cursos. Então referências como Copi, Vanoye e Castells são obrigatórias a partir disso. De resto, faço as atualizações possíveis, vide que troquei o texto que seria para leitura na parte de Informática, o da Márcia Tiburi (que foi para o EAD) é do ano passado e os dos seminários sempre são atualizados, com alguns saindo e outros aparecendo a cada semestre. Mas aceitamos sugestões.

Usar o quadro a mais não sei se é algo que possa melhorar ou não, uso em alguns momentos apesar dos slides, mas observarei essa sugestão especialmente para os casos dos textos para leitura e dos filmes vistos. Este semestre isso ocorreu em menor quantidade devido ao que já expliquei anteriormente. E "explorar os alunos" depende também do outro lado. Tem aula que eu acho que todo mundo vai gostar e a reação é contrária, enquanto outras se dá o inverso. Há momentos que as turmas reagem diferente ao mesmo conteúdo também. É algo que varia de acordo com dia, assunto e o "humor coletivo".

Por fim, alguns pontos que já expliquei a partir das figuras acima, mais o explicar melhor os trabalhos. A explicação é feita e até mais de uma vez e com pergunta se tem dúvida. Vejo que uma coisa que devo mudar é o retorno sobre os trabalhos, que faço mais de forma coletiva e algumas pessoas não conseguem/querem entender. Talvez tentar arranjar um tempo para algo mais individual nos casos que eu perceber serem mais "complicados". Mas, de qualquer forma, volto a dizer que depende da outra parte, de como está acostumada, inclusive, a isso. Confundir os métodos dos dois professores (e eram só dois!) no semestre não ajuda também e para isso o cuidado não deveria ser meu.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

"O Anderson resolve"

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Era para ser uma postagem irritada no Facebook. Desde a semana passada que estou ainda mais irritado com as pessoas. Voltei mal do México, tive febre mesmo longe da altitude, na cidade em que trabalho, e "apareceu" um problema que não seria para eu resolver, tanto por não ser da minha alçada (cargo) quanto por eu ter avisado que estava mal e que nem passaria em outro lugar que não fosse casa e sala de aula. Fora cobrança de aluno que eu nem sabia que tinha que fazer. Fiz um post irritado na quinta, horas depois fui ao hospital após assustar a minha terapeuta por estar visivelmente mal.

O que mais ouvi foi que eu deveria mandar todo mundo pastar e largar tudo, ganhei exemplos do quanto o trabalho em excesso pode prejudicar a saúde e o quanto sair de algum melhora. Venho tentando dizer não a coisas de trabalho ou dizer que não dá para eu fazer algo sozinho desde o ano passado. Consegui diminuir as coisas que poderia fazer, mas ainda seguem muitas e ser coordenador de uma unidade na periferia da periferia exige muito.

Para ficar em alguns exemplos desta semana. Ameaça na semana passada e corte de água das coisas que funcionam boa parte do serviço técnico da universidade por atraso de pagamento; contratação de professor que não sai, dois desistiram e no meio disso o processo ficou estacionado em mesas por mais de um mês, foram 5 turmas perdidas no semestre; fora as outras duas turmas novamente perdidas por um vem não vem de outro professor que teve o direito de escolher quando começaria a trabalhar, e ainda assim não entregou os documentos devidos; não se pode ter carro à noite, então tive que pagar mais que o que pago de ida e volta para trabalhar para ir uma reunião de apresentação de um projeto de extensão numa escola.

A reunião do conselho do Campus foi de lamento pela falta de planejamento do mesmo, que não tem sala de professores, muito menos espaço para grupos de pesquisa e até para cursos de pós-graduação de qualquer nível, ainda que sejamos cobrados para isso - e aqui em Santana, há 6 anos instalados, nem prédio ficou pronto ainda, daí o problema com as contas. Entrei numa discussão que alguém contra-argumentou que não dava para esperar a estrutura ficar pronta, mas falta o mínimo de planejamento e organização para as coisas caminharem.

A universidade vive especialmente para a sala de aula e um processo para que professor possa ir à sala para por mais de um mês? E só anda porque ficamos procurando a cada semana, cobrando a diferentes pessoas a cada semana?

Um prédio é projetado para atender os requisitos do presente, sem pensar em qualquer crescimento no futuro, ainda que sejamos exigidos constantemente pela universidade, MEC, agências de fomento para crescermos? 1 ou 2 anos sem prédio próprio é vá lá aceitável para garantir que algo ande, a presença da universidade no interior é importantíssima, mas 7 anos nessa de torcer para prefeitura pagar conta de uma instituição federal, que a dona da escola ainda queira nos alugar o espaço por mais alguns meses - com ela detendo o único espaço que nos cabe na cidade?

Não sei se a minha paciência já se esgotou - acrescido isso a outros problemas pessoais que só pioraram da metade do ano para cá. Mas é muito difícil cumprir com as exigências de ensino, pesquisa, extensão e gestão desta forma. Eu poderia muito bem não estar na gestão, pois tenho pontuação de pesquisa mais que suficiente para passar no probatório e provavelmente para a progressão (possível), faço pela responsabilidade do dever de um docente DE numa universidade federal, mas que é muito cansativo é.

Para piorar, fiquei com a fama de resolver tudo. Um colega fala isso sério comigo há semanas. "O Anderson sabe todas as resoluções". "O Anderson resolve tudo". Até estudantes que orientando na extensão já me comentaram isso. Pior ainda que é reflexo da prática. Já teve caso de eu estar afastado e uma gestora da universidade dizer que só podiam fazer determinada coisa se o coordenador acadêmico pedisse. E me esperaram voltar doente de um afastamento para evento noutro país para fazer o pedido - que me fez vir ao escritório na terça, mesmo estando um zumbi e tendo febre no dia anterior.

Nos grupos de pesquisa, mesmo jeito. Fulano ficou de fazer algo, não fez, "Anderson, você pode fazer?". Venho até sendo repetitivo com o "não tenho tempo", "não posso fazer tudo sozinho", mas está difícil. A parada não anda. Na real, ser responsável é a pior coisa que existe - já virei coordenador de núcleo de estudos na época da graduação sob essa justificativa, mesmo tendo pessoas com bem mais experiência acadêmica que eu.

Tem um monte de outras coisas, mas vocês conseguem entender agora o meu "deixem-me em paz" da quinta-feira?

Por sorte, a reunião com xs professorxs da escola municipal do povoado foi acima da minha expectativa - rolou até sopa, bolo e chá -, e isso até me deu um fôlego para seguir adiante. No final das contas é para projetos desse tipo que eu sempre quis ser professor de universidade federal, poder desenvolvê-lo em Alagoas traz ainda mais importância, como foi comentado hoje.

O problema é que sou um só. Um só que não tem tempo de ir ao médico, para além da terapia e do dentista. Um que já teve duas infecções (uma estomacal e outra respiratória, esta noutro país) e um problema na cervical num acidente no início do ano, que segue sensível. Só vou à emergência. Não resolvo tudo. Não trago x amadx em três dias, porque nos últimos anos não está dando tempo nem de arranjar alguém para gostar minimamente; as "amadas" que surgem caem fora em semanas, então não resolvo nem minha vida, que está indo ladeira abaixo. Nunca me senti tão solitário.

Disse no primeiro dia de UFAL que voltar como professor era um misto de orgulho e responsabilidade, nunca fui tão certeiro numa frase. Confesso que neste segundo semestre já deu vontade de jogar tudo para o alto, mas já é difícil não pegar as coisas que dá vontade de jogar depois, nesse nível é impossível. Só sei que para esse super que "resolve tudo" está sobrando kriptonita.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

[LIC] Uso e apropriação de mídias sociais 2

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A atividade a seguir visa repor as aulas dos dias 03 e 04/10. O exercício se junta à atividade anterior no Moodle e que será comentada e continuada na reta final do semestre da disciplina Lógica, Informática e Comunicação, que terminará com apresentações de Seminários em grupo sobre uso e apropriação de sites de redes sociais. A seguir, um vídeo e um texto sobre o assunto. Após vê-los, comentem no espaço devido, sem copiar e colar algo da internet, nem tampouco copiar o comentário dx colega.




Leia o texto que está nos arquivos do grupo da turma no Facebook (TIBURI, Marcia. Como conversar com um fascista. São Paulo: Record, 2015).

A partir do filme e do arquivo, escolha o trecho que mais te chamou atenção no texto da Marcia Tiburi (copiando e colando, entre aspas e com citação correta) e faça um comentário relacionando com os casos do filme e também do que estamos discutimos em sala de aula.

domingo, 4 de setembro de 2016

[LIC] Uso e apropriação das mídias sociais

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A atividade a seguir visa repor as aulas do dia 05/09 (segunda-feira). O exercício servirá como início da parte de Informática da disciplina Lógica, Informática e Comunicação, que terminará no final do semestre com apresentações de Seminários em grupo sobre uso e apropriação de sites de redes sociais. A seguir, dois vídeos sobre o assunto. Após vê-los, comentem no espaço devido, sem copiar e colar algo da internet, nem tampouco copiar o comentário dx colega.



Reportagem de uma série do CQC (Band) sobre os riscos de exposição nas mídias sociais. Foi exibido no dia 02 de novembro de 2015.

Acesse o link a seguir: https://youtu.be/dEILm59x9wo e assista a reportagem do Profissão Repórter do dia 29 de setembro do ano passado sobre crimes cometidos pela internet no Brasil.

Problemas com uso da internet

A partir dos dois vídeos, comente sobre os problemas que o uso dos sites de redes sociais poderão causar, caso conheça, cite exemplos da região (não precisando informar nomes). Por favor, não copiem e colem da internet ou dx colega que comentou antes caso o comentário fique visível.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

2 anos de UFAL

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Estava pensando nesses dias que se tem dia de servidor público e dia de professor, creio que o 19 de agosto represente tudo isso numa coisa só e mais um pouco, o que relatei naquela data inesquecível de 2 anos atrás. Passou rápido, nem parecem dois anos já, e olha que nem é por falta de trabalho, talvez seja porque são tantas atividades, semestre por semestre, problema por problema, que os dias  e as turmas vão passando e nem sempre dá para perceber.

Este segundo ano me trouxe uma lição importante, que é a de exigir um pouco menos de mim mesmo, porque reflexos do meu "levar tudo a sério demais" batem diretamente no corpo. Venho tendo alguns recados disso, seja da cabeça ou do sistema digestivo, o último justamente esta semana, que me fez ter de ir à emergência e faltar sem afastamento inferior a 30 dias pela primeira vez em 730 dias.

Além disso, mostrou-me que por mais que se tente ter um relacionamento com os estudantes que se dê de forma horizontalizada, buscando os critérios de avaliação os mais justos possíveis, ainda terá quem vai discordar. Isso é normal e até natural numa cultura em que mostrar em números que se é melhor é preferível a ser melhor na prática. Saber lidar com viradas de rostos e até discussões mais ásperas quanto a isso também foi necessário. Lamento muito ainda, mas tem coisas que independem do que posso pensar como modelo ideal de educação.

Vem sendo desde abril um período de outra experiência nova, ocupando o cargo de gestor, enquanto coordenador acadêmico de Santana. Até às férias foram dois meses em que quadrupliquei meu trabalho, muito também pela dificuldade coletiva de dividir as tarefas, e a minha mania de fazer quando ninguém quer, que vem diminuindo muito aos poucos e sob algumas broncas da terapeuta. Ser gestor é pegar um trabalho que, definitivamente, não temos formação alguma para isso. É ver problemas se multiplicarem antes dos anteriores serem resolvidos. É perceber que para certas coisas, os caminhos burocráticos da instituição pública seguem uma lógica própria, mas caberá explicar na base isso por milhares de vezes e poucos entenderão.

As pesquisas estão bem, ainda que seja um 2016 em particular em que o cérebro ligou uma versão lenta de funcionamento para recuperar-se do turbilhão do ano passado. Não consigo produzir como antes e optei não forçar tanto algo que até hoje não sei como deu conta de tudo ano passado. Porém, consegui manter o básico e os contatos para seguir evoluindo, inclusive em termos coletivos, seja aqui em Alagoas ou em Sergipe.

Por fim, o futuro nunca foi tão incerto. Vão mexer tudo no tronco inicial, ou não vão mexer, ou vão mexer um pouco. Outro processo de grande desgaste, com questões desnecessárias, em que o individual diversas vezes é posto à frente do coletivo e não adianta buscar consenso em situações assim. Não sei se sigo em Santana por alguns meses, alguns anos, o resto da vida profissional. Que venham mais anos de UFAL então.

sábado, 23 de julho de 2016

LIC - Intencionalidade da mídia

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A atividade a seguir visa repor as aulas do dia 25/7 (segunda-feira), apenas para a turma da tarde (1º período de Ciências Contábeis). Será incluído material auxiliar para as atividades avaliativas de 1 e 2/8, referente à Lógica, um exemplo de verificação de falácias num julgamento. Além disso, iniciaremos o trecho de comunicação, com um vídeo que trata do histórico do principal grupo comunicacional brasileiro.

Conteúdos:

1- Leitura auxiliar de trecho de "Aprendendo Lógica" (KELLER e BASTOS, 2011);

2- Assistir ao documentário Muito Além do Cidadão Kane (CHANNEL 4, 1993) e tecer um argumento sobre ele ou algo que ele tratou, tendo como base a intencionalidade midiática, tema que voltaremos a ver ao longo de agosto.


1. Casos de falácias

(Leitura de arquivo postado no grupo do Facebook).


2. Intencionalidade da mídia



Muito Além do Cidadão Kane é um documentário da emissora britânica Channel 4, produzido em 1993, mas que nunca passou no Brasil. Seus direitos de exibição foram adquiridos pela Rede Record, porém está judicialmente proibido de ser mostrado graças a decisões judiciais. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil.

3. Argumento sobre vídeo

Criem um argumento, de preferência dedutivo, sobre o documentário "Muito Além do Cidadão Kane" (sobre ele ou algo que ele tratou), tendo como base as relações de poder dos grupos empresariais de mídia (manipulação, benefícios, intencionalidade da informação, etc.).

PS: Sem limite de linhas mínimo ou máximo. Data-limite de comentário: até início da aula do dia 1/8. A atividade está replicada no Ambiente Virtual de Aprendizagem da UFAL (http://ava.ead.ufal.br). Basta comentar num dos dois.

domingo, 29 de maio de 2016

Avaliação da prática docente 2015.2

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Ao final das atividades de aula, como no semestre passado, pedi para que xs estudantes me avaliassem, a partir dos critérios que elaborei para o formulário de 2015.1, acrescentando a avaliação do monitor, que não exporei aqui. Obtive 34 respostas, num conjunto de 63 estudantes, porcentagem um pouco maior que no semestre anterior (53%).

Metodologia de pesquisa/Prelúdio
Este semestre foi muito mais tranquilo que os anteriores. Primeiro que desde o de 2014.1 que um período letivo não tinha qualquer interrupção. Foram: paralisação estudantil, recesso de final de ano e greve docente. Como cheguei a comentar em sala, especialmente na parte de Informática, em algumas semanas eu tinha que conferir se não tinha dado o assunto na anterior, pois ainda estava muito presente na memória.

As duas turmas também ajudaram, participando mais das aulas e sendo mais responsáveis com os trabalhos apresentados, o que até justifica uma relação boa deste período. Em parte, elxs puderam ter um pouco mais de concentração também por conta da falta de uma das disciplinas, tornando o período mais leve de leituras.

Além disso, do ponto de vista pessoal, estou evoluindo, graças à terapia e algumas ajudas em especial. Aprender a lidar com o meu excesso de cobrança, pessimismo, baixa autoestima e vontade de pegar tudo de trabalho não vem sendo fácil e, de vez em quanto, a minha cabeça tem que mandar mensagem de erro para parar, descansar e/ou me divertir.

Foram bem menos momentos sem vontade de sair da cama - ainda que o cansaço físico e mental tenha me exigido alguns minutos a mais na cama. Quase nenhuma vontade de abandonar tudo, do nada, e maior tranquilidade para começar a tentar a viver.

Claro que no meio disso tudo vieram outros problemas. O acidente de janeiro que me livrei sem graves problemas na coluna por sorte foi o que mais me baqueou, física e psicologicamente. Ainda hoje a coluna e a cervical, em particular, estão muito sensíveis. O período que se seguiu era de aprontar coisas para seleção do doutorado e, também por sorte, não havia aulas na semana seguinte ao acidente. Então, fui por um dia, mas não precisei repor aulas posteriormente. E a semana depois foi do Carnaval, quando pude relaxar um pouquinho - apesar das coisas em casa para me virar e fazer -, mas com uma cabeça mais suscetível a pensamentos ruins, ainda que de certa forma com razão.

De lá para cá, segui adiante e coloquei na mente que era isso que tinha de fazer. Encontros, desencontros e instabilidades alheias seguem, mas talvez eu esteja aprendendo a lidar melhor até com isso.

Como apontei no semestre passado, não seria justificativa para aulas ruins, mas é bem melhor trabalhar estando bem - ainda mais com as coisas a resolver da coordenação acadêmica, a partir de abril.

LIC
Este semestre só lecionei Lógica, Informática e Comunicação (LIC). Como nas demais disciplinas do tronco inicial, são 6 horas de aula semanais, quatro num dia e duas no outro, o que abre mais espaço para recursos multimídia e um pouco mais de tempo para algum debate a ser preparado.

Não haviam "respostas obrigatórias" para fechar o questionário, então haverá perguntas com mais ou menos respostas que outras, de 1 (péssimo) a 5 (ótimo), menos no de monitoria, que incluí o 1 para "não procurei o monitor"; e a última pergunta, aberta. Vamos aos dados...

- Figura 1: Prática Docente e Ação didática

Incluí na Prática Docente o "(Avaliação geral)", para tentar explicitar melhor, apesar que talvez eu tenha que jogar esta pergunta ao final. Resultados semelhantes para "Prática Docente" e "Ação Didática", a primeira com duas pessoas escolhendo "ótimo" a mais. Quanto ao segundo ponto, ainda há coisas a aprimorar ou substituir, normal, já que o processo é contínuo. Cheguei a substituir um momento de participação por comentário em mídia social; em compensação, não houve atividade puramente digital, como nos semestres anteriores, em que usei este blog. O parco tempo entre semestres acaba prejudicando uma melhor preparação das atividades dele, mas costumo olhar os conteúdos antes de cada semana, tentando mudar vídeos e imagens, quando isso é possível.

- Figura 2: Construção do conhecimento e relação professor-discente

"Construção do conhecimento" tem os mesmos resultados do tópico anterior, mas repito que a disciplina "Frankstein" acaba prejudicando uma melhor relação entre os conteúdos, ainda que neste semestre tenha conseguido até o fim resgatar os conteúdos anteriores de Lógica e Comunicação na parte de Informática com maior tranquilidade. Modifiquei ordens de conteúdos nas três partes também, seguindo uma ordem melhor. Curiosamente, vejo que ainda preciso melhorar no tópico de Comunicação.

Quando à "Relação professor-discente", creio que foi tranquila, tanto em sala de aula quanto através de mensagens ou e-mails. Ajuda também o fato de eu estar melhor comigo mesmo, tendo maior tranquilidade.

- Figura 3: Métodos de avaliação
"Métodos de avaliação" teve uma avaliação até bem positiva, normalmente é o ponto problemático. A AB1 seguiu o modelo dos semestres anteriores, com parte em grupo (debate) e parte individual; já na AB2, distribui mais a nota em diversas atividades, passando o trabalho de Comunicação para a segunda parte da disciplina, por isso, inclusive, que houve uma atividade que não estava prevista inicialmente. Mantive a pontuação por participação em sala de aula, incluindo aí comentários nas mídias sociais de um caso em específico; mas tirei uma das atividades de informática, que acabou ficando quase que centralizada nas apresentações do seminário.

- Figura 4: Avaliação de conteúdos de Lógica e Comunicação
Aqui, os resultados de "bom" e "ótimo" se aproximam, com um ruim em cada. Incluo o "lembra" na pergunta até pela divisão clara das três partes. Já tinha aparecido no período passado e houve comentário em aula este semestre, que Comunicação tem algumas partes mais amarradas. Os gráficos não mostram isso, mas creio que me preocupo em explicar mais detalhadamente Lógica, mais complicada, e deixo a Comunicação um pouco menos, por ser minha área de segurança. Além disso, optei por adiantar uma semana para deixar a penúltima livre para que se organizassem para o seminários, juntando os conteúdos de Comunicação para três semanas (seriam 4 de aula). Preciso melhorar essa divisão e pensar melhor nesse conjunto de aulas de uma vez, pois é cansativo para mim e para o fluxo do trecho.

- Figura 5: Avaliação de conteúdo de Informática e conteúdo da disciplina
A avaliação de Informática segue os parâmetros anteriores, com algumas outras atualizações sendo necessárias. Acabei deixando só os textos dos seminários para apresentação, além de outro de filósofa sobre as mídias sociais, flexibilizando o conteúdo. Percebi, especialmente em alguns trabalhos, que uma escolha melhor de texto-base desta parte é necessária.

Quanto à construção da formação, pesa o fato de ser algo diferente para os cursos (Contabilidade e Economia), em que até tentamos puxar algo para a área de gestão, mas realmente não é o perfil das disciplinas de 1º período, por enquanto, mais gerais. A ideia é estimular o pensar ao redor, problematizar o que conforma a sociedade. Esperamos que ao final do curso, mantenham tal avaliação sobre a utilidade da disciplina, e não pensem que foi tempo "perdido".

- Figura 6: O que devo mudar na minha prática pedagógica?

 
 
 
 
 
Ficar encostado no quadro, colocar as mãos para trás ou no bolso, etc. O meu jeito tímido/reservado aparece de vez em quando, acho até que neste semestre tenha voltado com um pouquinho mais de força. Além disso, por conta do problema nas costas, foi necessário sentar em alguns momentos de aulas ou ao menos encostar em algo.

O controle de sala de aula é um exercício diário de paciência. Até para me poupar, opto por diminuir a voz ou parar, até que percebam o incômodo. Gritar só numa condição extrema. O maior ou menor barulho em sala depende muito do dia da turma. Há momentos que todo mundo está empolgado e outros que têm dois ou três cochilando.

Algo que acontece com maior frequência é a fuga para outros assuntos. Eu tento ter esse cuidado, porque eu mesmo posso levar a isso; mas em outros acaba sendo por característica da turma e sou eu que tenho que puxar de volta ao assunto. Para mim, é complicado não deixar alguém falar, após certo debate, especialmente se há posicionamento contrário, então tendo a permitir a fala e depois puxar de volta ao assunto. Nem sempre é tão rápido, realmente.

Das atividades, deixei que quem não viesse as entregasse depois. Fui mais rígido quanto às previamente marcadas, modificando o tema do trabalho a ser entregue por considerar que seria mais tempo para escrever e mais opções de consulta que presencialmente na sala de aula, evitando maiores injustiças. Sobre mediar as avaliações entre comentários e textos, tento a cada semestre fazer isso, pois há quem tenha maior facilidade num tipo que no outro, não à toa que a participação em sala gera pontuação extra, a não ser em casos específicos, como debate e seminário.

A frequente crítica sobre futebol rs. É o que gosto, meu cano de escape, e, além de tudo, tenho a desculpa de estudá-lo, é o meu principal objeto de estudo, então fica mais fácil de trazer exemplos dele. Acho que falo até muito pouco do Palmeiras dado o meu amor por ele. Só não posso me controlar antes da aula e nos intervalos, ainda mais num semestre em que o debate Palmeiras X Corinthians foi mais presente rs.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Avaliação da prática docente

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Ao final das atividades de aula, antes dos seminários, tanto de Lógica, Informática e Comunicação (1ºs períodos de Contábeis e Economia) quanto de Economia Política da Comunicação (eletiva do 8º período de Economia), montei um questionário no Drive para que xs estudantes me avaliassem. Obtive 24 respostas em LIC (quase 50% dxs estudantes) e 6 respostas de EPC (pouco mais de 50%). Aproveitarei as respostas para me avaliar também. Assim, farei este texto com algumas considerações iniciais gerais e depois divido entre LIC e EPC, por se tratarem de disciplinas diferentes.


Metodologia da pesquisa
A ideia de fazer uma avaliação da minha prática docente surgiu ainda nas primeiras turmas que peguei ao chegar na UFAL, o mês final de 2014.1. Preocupava-me por se tratar de um período que teve greve docente e troca de professores na disciplina. Deixei um dia para entregar os trabalhos/dar as notas e que avaliássemos em conjunto aquele semestre. Quando houve, tirando um caso, as respostas foram "foi bom". No semestre seguinte acabei não fazendo, pois presencial não rolou.

Em 2015.1, participei de um curso para usar a plataforma Moodle da UFAL e dentre as atividades iniciais estava uma avaliação da prática docente. Fiz um questionário no Drive após o primeiro terço da disciplina de LIC, obtendo 34 respostas. Repeti o modelo para a avaliação final e também para a eletiva, sem ter a necessidade de identificação - dando liberdades axs estudantes para serem honestxs -, só ampliando, no caso da disciplina do tronco inicial, as questões, trazendo também uma avaliação por parte da disciplina dentre as perguntas com respostas de 1 a 5. Por fim, uma pergunta direta: "O que devo mudar na minha prática pedagógica?".

Prelúdio
Antes de partir para os dados, é importante dizer que foi um semestre também irregular. Tivemos greve docente e de técnicos por 4 meses, tempo de um período, que chegaram na metade das disciplinas. Ainda que, especialmente em LIC, a divisão que está no nome da disciplina me permitiu não interromper conteúdo, atrapalha o desenvolvimento enquanto universitárix por se tratar de pessoas que acabaram de entrar na universidade - e no ritmo de leituras que o tronco inicial exige. Então, mais que um semestre distinto, foi quase que um ano dentro dele, iniciando em março e terminando em dezembro (um Brasileirão mesmo rs).

Para mim, foi um ano muito complicado, convivendo com uma depressão que fez meu mau humor crescer a cada mês, especialmente do primeiro semestre, junto com uma maior falta de paciência - algo que normalmente tenho até demais. Com estresse acumulando também, tive uma crise grande em duas semanas de junho que, para minha sorte, foi o primeiro mês de greve. Consegui controlar mesmo tendo participado de algumas atividades naquele período.

O segundo semestre, tirando um momento de outubro, foi particularmente mais tranquilo. Iniciei terapia em julho e apesar do cansaço de trabalhar ainda mais durante a greve, vem servindo para eu avaliar certas coisas. Mesmo assim, tive que conviver com problemas frequentes de domingo para a segunda (insônia, indisposição, etc.). Lembro de uma noite em específico de fechar os olhos, respirar fundo e querer sair da sala. Felizmente, ou não, a responsabilidade venceu e eu continuei.

É o tipo de coisa que não exponho, até porque antes de tudo há essa responsabilidade com xs estudantes e com o meu trabalho. Além de não servirem como justificativa para alguma aula ruim. Isso pode acontecer mesmo quando achamos que preparamos "a" aula.

LIC
As disciplinas do tronco inicial têm horas de aula semanais, quatro num dia e duas no outro, o que abre mais espaço para recursos multimídia e um pouco mais de tempo para algum debate a ser preparado. Não haviam "respostas obrigatórias" para fechar o questionário, então haverá perguntas com mais  ou menos respostas que outras. Vamos aos dados...

- Figura 1 - Prática Docente e Ação Didática
Algo a melhorar é a descrição dos tópicos, mas creio que a ideia era de a "prática docente" ser algo relativo ao conjunto da obra, por assim dizer. A avaliação foi de regular a excelente. Os demais comentários servirão para pensar uma melhor prática docente também.

Da segunda pergunta, uma resposta "ruim". Realmente tenho algumas coisas a melhorar. Há aulas que consigo trazer mais outros elementos - para além do futebol rs -, mas em alguns tópicos fica muito o conteúdo pelo conteúdo, o que pode se mostrar cansativo. Consegui incluir um segundo momento de debate este período e esse é um caminho que instiga xs alunxs a participar. Uma ferramenta importante para seguir sendo utilizada na didática nos próximos semestres. Ah, uma coisa que o semestre anterior me fez reparar, a quantidade de expressões repetidas (enfim, então, etc.). Dei-me conta do exagero na primeira aula após a greve, ao menos do "enfim". Estamos tão acostumados ao nosso próprio discurso que não percebemos isso - e tive professorx a falar "né" centenas de vezes também.

- Figura 2 - Construção do conhecimento e Relação professor-discente
Vou pular a parte de "construção do conhecimento", até porque o problema identificado no ponto anterior sirva para cá também; partindo para a resposta com mais problemas, "Relação professor-discente", que de certa forma até me assusta. Minha "briga" desde o início do semestre é fazer com que entendam que a relação tem que ser a mais horizontalizada possível, porém, com os dados limites que cada lugar que ocupamos gera, até mesmo pelos processos que existem na universidade.

Este semestre tive algumas reclamações sobre as avaliações realizadas para compor a primeira avaliação, querendo perguntas com alternativas ou de Verdadeiro ou Falso. O problema, como voltei a identificar na dinâmica do capítulo inicial de "A Galáxia da Internet", é a dificuldade de interpretação de uma construção isolada; acaba sendo pior para xs estudantes que texto dissertativo. Além disso, há a necessidade identificada de fazê-lxs escrever, algo importante independente de curso. Outra reclamação foi sobre o tempo dos seminários, de 20 minutos. É o tempo médio das apresentações acadêmicas e saber lidar com ele é algo que vai para além da universidade - podemos ter poucos minutos para vender um produto ou ideia. E do mesmo jeito que tento não ser autoritário dada a minha posição de docente, não posso aceitar diálogos mais agressivos, como ocorreu em alguns momentos nestes meses. Deixar mais clara as possibilidades dessa relação é um aprendizado importante para mim.

- Gráfico 1 - Métodos de avaliação
Outra questão mais equilibrada para baixo. Neste semestre incluí maior participação, com pontuação extra, da participação em sala de aula. Deixando claro os dias em que este processo seria mais observado. Ainda que as atividades escritas e seminários não sejam suficientes para avaliar o aprendizado, continuam sendo ferramentas importantes. Continuar na observação da atenção e diálogo presenciais é algo importante, ao mesmo tempo de propor avaliações que explicitem melhor a importância de apreender o conteúdo e relacioná-lo com a prática do cotidiano, algo que ainda é de muita dificuldade para quem vem de uma forma de aprendizado mais ligado ao decorar conteúdo que aprendê-lo.

- Figura 3 - Avaliação de conteúdos de Lógica e Comunicação
As duas partes da disciplina lecionadas antes da greve, por isso incluir o "lembra" na questão. Respostas parecidas, mas com comunicação com um "ruim" a mais. Processo normal de uma disciplina que brinco ser "Frankstein", quase que fatia em três partes. Um desafio é criar mais perspectivas de união entre os três trechos, algo que fica mais presente na transição Comunicação e Informática - prejudicado este ano pela distância temporal.

- Figura 4 - Avaliação de conteúdo de Informática e utilidade da disciplina
O único "péssimo" do questionário me surpreendeu. A parte de informática foi a última e é uma temática muito mais presente que as anteriores no nosso cotidiano, algo que tento puxar com memes e trabalhos voltados ao uso e à apropriação de mídias sociais e seus conteúdos. Importante que eu revise no semestre que vem para entender quais os grandes problemas.

Por fim, a utilidade da disciplina. Importante dizer que o modelo de tronco inicial é exclusivo dos campi do interior, obrigatório, ao menos até 2016.1, para todos os cursos, independente de eixo. Tenho colegas que não veem sentido em ele existir, creio ser importante para os casos de formação básica precária e a introdução ao espaço acadêmico, possibilitando discussões e interpretações do cotidiano que a especificidade de alguns cursos não permite. Resultado importante.

- Figura 5 -  Algumas respostas de "O que devo mudar na minha prática pedagógica?"
Separei as respostas do que deveria mudar. A primeira é "pedir para o pessoal conversar menos", um problema recorrente desde que aula é aula e estudante é estudante. Para não ter de gritar, costumo falar mais baixo ou me aproximar de alguém que quer comentar algo e não consegue pelo barulho alheio. Normalmente xs colegas diminuem a voz. Uma ou outra vez que é necessário dar bronca.

Da segunda, achei engraçado, pois acho até que incluo poucos conteúdos de futebol nas aulas e atividades. É fato que adoro futebol e, para além disso, este é o meu principal objeto de estudo nos últimos cinco anos. Acaba sendo natural eu trazer exemplos dele porque é o que está mais próximo, mas terei o cuidado de não ser "só futebol".

Por fim, o perfeccionismo que realmente é um problema meu, mas eu me cobro muito mais que às outras pessoas. Minhas notas costumam ser nas casas decimais até para ter mais justiça na diferença de avaliações entre xs estudantes, além de ter tido meio ponto no primeiro e um ponto no segundo extras, inviabilizando arredondamentos. Ainda assim, este semestre dei dez a uma equipe em LIC e a outra em Seminário Integrador, só que mais porque achei que foram muito bem que por ter relaxado na avaliação - vide outras equipes. Não defendo o "dez é do professor".

EPC
O caso de EPC foi diferente por ter sido o primeiro semestre que eu lecionei a disciplina, voltada ao oposto de estudantes que costumo trabalhar, do 8º período, por ser a área em que eu pesquiso e pela diferença de carga horária - 40 horas presenciais e 20h não.

Depois de dois dias de aula, muitas vezes após 16h de aula, EPC servia como um relaxamento, em que creio ter brincado bem mais que com o pessoal do primeiro período, com alguns problemas de ter sido flexível quanto a alguns textos, que debati menor. A disciplina foi sendo construída ao longo do semestre, com a escolha dos textos tentando dialogar com os curtas e/filmes que pedia para elxs assistirem e comentarem como complemento da carga horária fora de classe. Vamos às avaliações...

- Figura 6 - Prática Docente e Ação Didática

- Figura 7 - Construção do conhecimento e Relação professor-discente

Esta figura expressa alguns dos problemas. O efeito da greve em EPC é maior pela distância dos conteúdos de base iniciais, voltados à Economia Política de forma geral, e a parte específica, das análises dos mercados comunicacionais. Assim como estar na reta final de curso, com outras demandas entre artigos, TCC e disciplinas.Por fim, representado no último gráfico da Figura 7, há a distância natural de eu não ter sido o professor delxs no tronco inicial. Só a partir de novembro que o 1º período subiu para o espaço ocupado pelos demais, então há muitos estudantes que nunca me viram, apesar de eu estar há um ano e meio na unidade.

- Gráfico 2 - Métodos de Avaliação
Acabei tendo problemas nesta parte no segundo bimestre da disciplina. Percebi que falta um maior cuidado em formar para produção acadêmica, além das dificuldades normais de primeiros artigos. Da minha parte, estabelecer relações melhores do conteúdo para o trabalho final, pois na maioria dos artigos temas tratados na disciplina apareceram, mas sem referências usadas em sala de aula, mesmo que algumas encaixassem bem e até facilitassem a escrita. Talvez para um futuro seja não pedir o artigo, mas algo num formato menor, mantendo a apresentação.

- Figura 8 - O que devo mudar na minha prática pedagógica?
Das sugestões, concordo com a primeira crítica, como apontei acima. Senti dificuldade em estabelecer atividades que justificassem as outras 20 horas. Da apresentação com slides, fiz na primeira aula e não senti que tenha funcionado bem, pois fiquei muito preso a ela, além dos comentários terem sido nulos sobre o texto, por isso optei por não usar nas demais. Mas vejo ser necessário usar de didática semelhante da que trabalho no primeiro período, agora com maior noção sobre como dar 2 horas/aula por semana, e não 6.

Da segunda, a ideia de círculos de debates é boa, pedir para alguém apresentar os textos em vez de mim, apesar de ter pedido comentários gerais já na segunda metade, o que gerou um pouco mais de participação. Mas falta, talvez um problema na formação da unidade, mostrar melhor como relacionar o conteúdo com objetos de estudo práticos, como comentei acima. Sobre a quantidade de textos, é difícil ter a noção do ritmo de leitura por se tratar de estudantes que estão no 8º, mas com disciplinas também de outros períodos. Não acho que um artigo por semana seja muito, mas pode ser quando se tem outras disciplinas pedindo o mesmo tanto. Uma possibilidade é saber quantas disciplinas xs estudantes estão para além da eletiva.