terça-feira, 7 de maio de 2013

[Alagoano 2013] The CRB Flash foi surpreendido, mas passou

0 comentários
Final da primeira batalha e antes mesmo do apito derradeiro, e ainda que apenas empatando, The CRB Flash diminuiu o ritmo, segurou a bola e ainda forçou a suspensão de quatro jogadores da defesa (o goleiro, os dois laterais e um zagueiro). Enquanto partiu para preocupações em batalhas nacionais no meio de semana, J'onn CEO J'onzz prometia mostrar que não estava morto:

- Desrespeito. Só porque ganharam uma das batalhas por 6 a 0, só que ainda na fase anterior, ele acha que já classificou para a final. Eles não conhecem o Caçador Sertanejo...

Filmes de super heróis têm a transformação do homem mascarado, ou com malha, em salvador da cidade; em seguida, aparece o super vilão que colocará os poderes à prova; e, por fim, o mundo sendo salvo por uma única pessoa!

O roteiro da batalha de sábado seguiu este ritmo. A diferença é que nem o mais pessimismo seguidor de The CRB Flash imaginava que sofreria tanto com um clube recém chegado à disputa por aqui.

ROTEIRO PARECIA QUE SERIA O ESPERADO
A confiança de Wally Cock também era a do torcedor, que apesar de ter pago caro para encher a Sala da Justiça Alagoana, The King Pelé Stadium, na batalha de dois dias antes foi ao encontro do mais novo desafio. O super herói respondeu ao apoio logo no início da partida.

Eram passados 5 minutos quando Marco Antônio, improvisado na lateral-esquerda, arriscou de muito longe. A bola encontrou Schwenck, que foi tão rápido quanto é difícil escrever este nome, antecipou o goleiro adversário e sofreu pênalti. O mesmo jogador foi para a cobrança e acertou o canto direito de Alexandre, que ainda acertou o lado. The CRB Flash 1 a 0.

Depois deste primeiro tento, o Caçador Sertanejo começou a chegar, principalmente com a longevidade dos gramados alagoanos, Nen. A primeira chance foi criada por ele, mas Denílson não aproveitou que apareceu na frente do gol e errou o chute.

Em seguida, aos 13 minutos, foi a vez de Schwenck mostrar toda a rapidez característica de The CRB Flash. Após bate e rebate na entrada da área, ele resolveu chutar de lá mesmo. Só que desta vez a bola foi para fora.

Minutos depois, foi a vez de Buiú usar a velocidade da terra natal de J'onn CEO para chutar cruzado, mas Tiago defendeu facilmente. O goleiro adversário voltaria a trabalhar aos 40 minutos, com chute de Aurélio, após finta no marcador, ganhando escanteio. Terminando a primeira parte conforme o roteiro imaginado.

MUDANDO O ROTEIRO
Mas a história desta batalha não terminaria ali. Fortes emoções viriam já no início da segunda etapa. Aos 6 minutos, após algumas tentativas com a precisão do longevo Nen, ele cobrou um escanteio da direita, J'onn CEO transmutou-se através de um porta-luz que enganou a defesa do rival, e a bola sobrou para Williams José empatar o confronto. Qualquer recordação não é mera coincidência. Williams José é irmão de William José, atacante alagoano ex-São Paulo e atualmente reserva no Grêmio - ele usa uma camisa com a foto do irmão por baixo da camisa do clube!

A torcida de The CRB Flash imediatamente passou a clamar pelo atacante Denílson, outro experiente, mas cuja velocidade do pensamento costuma ser mais rápida que as armas defensivas rivais. Houve a mudança, mas Pikachu - atacante com nome de bicho de mangá... - no lugar de Jairo. E uma forte emoção apareceu em seguida.

"Eram passados redondos treeeeeeeeeze minutooos de jogo", como afirmara um dos locutores do confronto, quando o árbitro viu pênalti em Carlão, que tentava se desvencilhar dos marcadores dentro da área e caiu. Schwenck foi mais uma vez para a cobrança e mais uma vez Alexandre acertou o canto, agora o esquerdo. A diferença é que o goleiro se esticou todo para defender o penal. Seguia empatado o confronto.

Quatro minutos depois, Carlão foi mais rápido que todo mundo - ê pleonasmo, esperar o que de The CRB Flash? -, cabeceou para baixo, mas para fora, ainda que muito perto da trave!

Denílson entrou em seguida para fortalecer Wally Cock e algumas chances foram criadas. Aos 26, ele cruzou rasteiro, mas Schwenck chutou para fora. Minutos depois, foi a vez de a bola ser alçada na área e a bola sobrar para Gladstone, sozinho, quase embaixo do gol, cabecear para fora.

Aguardem, que o ex-zagueiro de Cruzeiro, Juventus-ITA e Palmeiras voltaria a aparecer neste super confronto!

J'onn CEO passou a aproveitar os contragolpes, perdendo gols com Buiú. Ficou tão estranho que os aficionados do super herói da capital pediram raça. Pikachu mandou por cima do gol e, após cabeceio de Denílson, foi a vez de Gladstone errar o cabeceio. 

E ele voltaria a aparecer, mas só na prorrogação. No tempo normal, dois empates em 1 a 1 nos confrontos entre The CRB Flash e o Caçador Sertanejo.

LÁ NO FINAL
The CRB Flash começou com tudo. Aos 3 minutos, Tite isolando num voleio após erro de Alexandre. No minuto seguinte, André recebeu na entrada da área e chutou rasteiro para J'onn CEO virar, mas a bola foi para fora.

Depois, foi a vez de Denílson aparecer como todo mundo esperava, passando por dois jogadores e chutando na entrada da área, mas Alexandre pegou. No final da primeira etapa da prorrogação, Walter Minhoca teve chance de marcar em cobrança de falta na entrada da área, mas a bola foi para cima.

O segundo tempo da prorrogação seguia como em toda a partida. Walter Minhoca, ex-Ipatinga e Flamengo, voltou a aparecer em cruzamento para Denílson cabecear para fora.

O tempo foi passando, The CRB Flash perdendo completamente o otimismo característico, até que Gladstone apareceu de forma derradeira.

Sete minutos. Falta cobrada na área, a bola bate em Denílson e sobra para o zagueiro virar o corpo e chutar para o gol. The CRB Flash 1 a 0 no Caçador Sertanejo.

Ainda houve tempo para Pikachu errar mais um choque do trovão lance na frente do gol. De qualquer forma, Wally Cock terá a chance de defender o título da Liga da Justiça Alagoana.

*Em breve, o comentário sobre o outro super confronto que definiu o adversário de The CRB Flash no confronto final da Liga da Justiça Alagoana em 2013. Para quem estiver curioso, o autor deste blog vestiu a camisa e anunciou como foi o jogador na visão do torcedor.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

[Por Trás do Gol] Sem sofrimento não é o CSA

0 comentários
Acho que agora já posso escrever. Que dia! Creio que deve ter sido o primeiro jogo aqui no Estádio Rei Pelé que fui sozinho. Nada mais que uma semifinal do time com a maior torcida do Estado com a vantagem do empate em casa. Resolvi sair no horário normal, já que estava com ingresso comprado e moro perto do estádio. Resultado: só via filas (enormes) na minha frente.

Insatisfação, impaciência e a sensação de ser profundamente desrespeitado. Afinal, o que pensava a diretoria ao colocar tão poucas catracas dentro do estádio num jogo que realmente se esperava um imenso público? Eles, eu não sei. Eu fiquei inconformado, enquanto via crianças e senhores de idade esperando mais de meia hora na fila e cambistas atuando livremente no entorno.

O tempo foi passando e enquanto para as arquibancadas baixas, R$ 5 mais barata, as pessoas conseguiram entrar antes do apito inicial, nas arquibancadas altas, mais cara, isso demorou a ocorrer. Só entrei no estádio com mais de 5 minutos de bola rolando. E como ele estava cheio! Acho que mais gente no Rei Pelé só da última passagem do Brasil por aqui, nas Eliminatórias da Copa de 2006, em 2004, contra a Colômbia.


Sentei atrás de um dos gols e minutos depois vi ali o gol do adversário. Cruzamento rasteiro pela esquerda e complemento de Didira. E já era a vantagem do empate em apenas 8 ou 10 minutos de jogo. Isso porque o CSA começou melhor e levou o gol no primeiro ataque adversário. Eu passaria a bate o pé a partir desse instante.

Depois disso, o time se atrapalhou muito, mesmo controlando a posse de bola. A chance só viria no final do primeiro tempo, com grande defesa de Gilson. Não que a torcida azulina tenha sentido o baque, como o time, mas por conta da jogada, ela aplaudiu o CSA e gritou muito no apito final.

Já durante o segundo tempo, a impaciência quase de nascença da torcida acabou falando mais alto, a ponto de a torcida do ASA aparecer em alguns momentos. O CSA até que começou pressionando no início da etapa final, mas depois cansou e viu o adversário controlar a bola, esperando o apito final do juiz. O que ocorreu.

O estádio silenciou com o fim do tempo normal, afinal, ninguém esperava perder em casa após a vantagem construída fora. Mas bastou a bola começar a rolar para que as reclamações, mas também muito incentivo, voltassem. O intervalo da prorrogação é um exemplo marcante.

O tempo ia passando e a preocupação seguia nos dois times, que pareciam mais preocupados em não levar gols que em fazer, porém, com ligeira superioridade do ASA, que segurou mais a bola no primeiro tempo da prorrogação, aproveitando-se da fragilidade na marcação azulina, que sofreu muito com a ausência do lateral-direito Leandrinho.

A segunda etapa foi de fortes emoções. Eu já estava com o coração a mil, xingando muito e muitas vezes, gritando com a torcida, batendo palmas quando necessário. Até que veio a jogada do dia. Contra-ataque rápido pela esquerda, chute de Everaldo, rebote de Gilson e aquele instante que para quem está atrás do outro gol parece um suplício: a bola na direção do gol.


Para um pessimista que nem eu - da mesma forma que a impaciente torcida azulina, com todos motivos para isso -, vinha tudo na mente. Se a bola entrasse, se não entrasse... Até que vi a rede balançar. GOOOOOOOOOOOOOOLLLLLLLLLLLLL!!!! Vários pulos, vários gritos, uns xingamentos e braços golpeando o ar.

Ainda assim, no meio disso tudo, eu olhava para o assistente, vai que... Olhava para a torcida nas grandes arquibancadas. Olhava para o outro lado. E via um bocado de jogadores do CSA caindo no gramado por cansaço.

Olhei para o relógio, mas nem lembrava quando tinha começado o segundo tempo da prorrogação. Para mim, deveria terminar ali mesmo. Mas não terminou!

Antes do anúncio do acréscimo, ataque do ASA com a defesa aberta. Bola na lateral-direita, lançamento para Léo Gamalho. O centroavante deles frente a frente com Flávio. Ali, atrás do gol que eu estava. Pensei que ele chutaria por baixo. Mas não, Gamalho tentou driblar e ficou sem ângulo. Flávio voou para fechar o gol e o atacante do ASA teve que mandar a bomba. Por cima!!!

Mais comemorações, mais xingamentos, mais vibrações e muito, mas muito grito - e dos mais diversos - da torcida. Agora sim, poderia acabar - com Rodolfo do lado de fora do gramado por cansaço total. O que ocorreu dois minutos depois.

Grande festa da torcida, que durou muito tempo, com jogadores participando da festa e o recado para os arquirrivais esperarem a hora. Afinal, o que é uma semana para quem esperou por 11 anos por uma final entre os dois maiores campeões locais? 

Vem mais emoção por aí. Ao menos, o meu coração passou pelo teste deste domingo. (O meu, mas a ambulância e os bombeiros tiveram que trabalhar para tirar um torcida das arquibancadas baixas, que deve ter passado mal).

Voltando a pé para casa, eis que um torcedor grita a plenos pulmões: "Obrigado Deus por eu ser azulino!". Não é para tanto né? Fico com o que passei mais à frente: "Sem sofrimento não é o CSA!".

*Ah, nos próximos dias, a Liga da Justiça Alagoana entra em campo para narrar os confrontos entre os super heróis alagoanos. Por hoje, o texto do torcedor, por favor!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Os times dos filhos do vizinho

0 comentários
A filha nasceria corintiana, com direito a macacão do clube, cuja foto tirada foi parar num quadro na parede. O destino já traçado pelo pai. Aí vieram uma Libertadores, um Mundial, três Brasileiros seguidos e, principalmente, um tio são-paulino. A filha foi parar no rival.

Anos depois nasceria um filho. Eu perguntei de pronto: 

- Ele não vai mudar de time também né?.

A resposta negativa veio em seguida:

- Claro que não.

Seis anos depois, peguei uma carona com pai e filho. Dentre outras coisas, voltei àquela pergunta inicial:

- Ele continua corintiano? Mudou não, né?

Com toda a felicidade expressa, o meu vizinho não só confirmara como perguntou ao filho sobre o "último jogo do Coringão". Aí o menino mostrou que não só é torcedor do clube como já entende bem de futebol:

- Ao menos o jogador do Boca foi expulso porque tirou a camisa para comemorar um gol, mas estava impedido.

Fiquei surpreso:

- E já entende de futebol!

Quando eu digo que com seis/sete anos dificilmente se mudará de clube poucas pessoas acreditam. Daí a explicar bem um lance do jogo, e que não foi o do gol, é mérito para poucos. O pai faz bem em se orgulhar - apesar da escolha, em meu ver, equivocada, de clube.