terça-feira, 21 de abril de 2015

[Viagem] Ainda sobre SP

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Ainda sobre São Paulo. Como fui sozinho ao Ibercom, cada turno era uma companhia diferente. UFPE, UFRN, UFF, UFS, UFMG e UNISINOS são as que eu lembro.
Na sexta, dentre as conversas do almoço, as dificuldades para ter umx filhx quando se está com a formação acadêmica em andamento. Mais ainda para as mulheres, que precisam lidar com pressão social, familiar e biológica. 
Comentei que por conta de filhxs de amigos a vontade apareceu durante o Mestrado, mas era impossível naquele momento passar disso.

No dia seguinte, conexão para cá e um bebê ao lado. Batendo mãos e pés, catando os cabelos da mãe para puxar, tocou no meu livro. A mãe colocou a criança para o pai. Dormiu, acordou e voltou para a mãe. Olhou de novo para este ser de barba desgrenhada lendo. Olhei para ele e riu, uma boca com um ou outro dente que balbuciava sílabas. Estiquei a mão e passou a bater nela, rindo de felicidade. Para "o moço poder ler", a mãe o devolveu ao pai.
Ainda bem que essas coisas só acontecem quando não tenho ninguém para me ajudar na produção. Ou não..

segunda-feira, 20 de abril de 2015

[Viagem] Ê, São Paulo...

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Ê, São Paulo. Antes o meu problema por ti fosse só por certos posicionamentos políticos ou por divergências futebolísticas com parte da cidade - ou a outra direção da estação Palmeiras-Barra Funda...
Criolo canta que "Não existe amor em SP". Acho injusto. Existe como em qualquer outro lugar. Existe como em nenhum outro lugar. Sentir e viver cabe a moradorxs e visitantes. Se não há praias, há cinemas, museus, parques - o melhor deles estando na Rua Turiassú.
São Paulo tem a única coisa que as pessoas me ligam à emoção. Ela sempre estará na minha memória por, sem culpa alguma dele, lembrar-me o quanto é difícil ter um "coração de ferro". As lágrimas, uma garoa que às vezes gostamos e outras não, enferrujam-no.

domingo, 19 de abril de 2015

Aniversário, solidão e agradecimento

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Passando para agradecer a quem me parabenizou pelos 27 anos completados ontem. Tanta gente de tantos lugares e momentos diferentes que acho que eu finjo bem. Ah, agradecimento especial ao Palmeiras e ao CSA (!!!) que venceram e me deram um domingo menos melancólico - com direito a presente do goleiro do Murici.
Nos últimos meses venho pensando muito sobre a solidão que, no meu caso, é companheira assídua. Muitos momentos por escolha minha, poucos, e mais dolorosos, por consequência de como eu sou. O que deixar na memória das pessoas num caso extremo? Só projetos, artigos e livros prometidos, basicamente o jeito de trabalhar? Talvez a vida seja ou possa ser mais que isso. Talvez possa ser menos. Enquanto eu ainda não sei como e para onde mudar, lidar com as dúvidas sozinho, sem atrapalhar ninguém, é a melhor forma - ou a pior...
Ontem vi dois filmes que tratavam de solidão. "Insubordinados", que mostra, dentre outras coisas, que dentre os problemas de ser só é que às vezes nem nós nos aturamos. E "O sal da terra", documentário essencial para economistas e/ou fotógrafos, caso do Sebastião Salgado, e para qualquer outra pessoa. Mudar os rumos da vida, isolar-se conhecendo outras pessoas e realidades, mudar novamente para ter esperança...