quinta-feira, 1 de julho de 2021

2021.15 Vidas Secas

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Deve ter sido, pelo menos, a terceira vez que li "Vidas Secas". Já li em formato normal, em quadrinhos e chegou a vez de ver as fotos ilustrativas da edição especial de 70 anos (2008). Comprei como presente para outra pessoa e depois para mim, mas ficou na estante por um tempo.

As fotos de Evandro Teixeira, um dos mais brilhantes fotógrafos brasileiros, auxilia a compreensão do que o texto indica. Para mim, relembrou ainda vários lugares em que passo ao ir para Santana do Ipanema trabalhar. Tem uma foto em especial que reconheci, pois é de um capelinha em cima de uma pedra, que fica um pouco antes de chegar na cidade.

Referência

RAMOS, Graciliano. Vidas Secas: 60 anos - fotografias de Evandro Teixeira. São Paulo: Record, 2008.

 


quinta-feira, 10 de junho de 2021

2021.14 Grande Sertão: Veredas

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Li pela primeira vez "Grande Sertão: Veredas" quando passei no concurso para ser professor da UFAL e sabia que iria trabalhar no sertão alagoano. Era uma forma de aproximação enquanto o chamado para ir trabalhar não vinha. Fiquei impressionado com a qualidade do texto e o arrojo na temática. Narrativa de um cangaceiro que se apaixona por outro, Riobaldo por Diadorim.

Anos depois, vi a versão em quadrinhos e comprei, mas só pude ler nestas férias porque achava que tinha quantidade de páginas semelhantes ao livro normal. Mas não. Li em menos de dois dias. Qualidade gráfica magnífica, à altura de um clássico da literatura.

Referência

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. 2. ed. São Paulo: Globo Livros Graphics, 2016.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

2021.12 Bom dia, camaradas/ 2021.13 Amoras

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Li alguns do Ondjaki nas últimas férias e o maior interesse na obra dele normalmente está quando quem escreve é criança. "Bom dia, camaradas" é mais um caso desses. A história de um menino, sua família e sua turma da escola numa Angola com mudança política, independente, mas com poder centralizado num presidente e num partido, com cubanas e cubanos trabalhando no país.

Dentre várias coisas interessantes, a história do "Caixão Vazio", que invadia escolas e fazia várias coisas ruins. Em tempos de desinformação, é um caso bem interessante a se tratar sobre como ela pode ocorrer fora dos sites de redes sociais. Destaco ainda os pontos sobre despedidas e saudades.

ONDJAKI. Bom dia, camaradas. São Paulo: Companhia das Letras, 2014.

Considero o Emicida um dos grandes pensadores e músicos do Brasil contemporâneo. "Amoras" é um livro infantil voltado ao orgulho da cor negra, com ilustrações lindas do Aldo Fabrini. Muito bom para crianças nas faixas etárias mais baixas.

EMICIDA. Amoras. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2018.