segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

"La Poesía no es de quien la escribe sino de quien la usa"

0 comentários
Il Postino (también conocida como El cartero (y Pablo Neruda), El cartero de Neruda o simplemente El cartero) es una película italiana de 1994 dirigida por Michael Radford (“1984”; “El mercader de Venecia”) basada en la novela “Ardiente paciencia”, de Antonio Skarmeta. Está protagonizada por Philippe Noiret, Massimo Troisi y Maria Grazia Cucinotta. 

Tratase de una adaptación de la novela Ardiente paciencia de Antonio Skármeta – después de la película, “El cartero de Neruda” –, quien ya había llevado la novela al cine en 1983 con el mismo título, Ardiente paciencia. En la novela y la película original Neruda se encuentra en Isla Negra (Chile) alrededor de 1970, sin embargo, Il Postino traslada la acción a la Isla Salina en Italia durante los años 50. 

Mario Ruoppollo es un hombre joven en un pueblo de pescadores insulares en Italia, donde el tiempo se mueve lentamente. Dado que los mareos de Mario no le permiten pescar, él consigue un trabajo como cartero, repartiendo el correo en una bicicleta a sólo un único cliente, el famoso poeta chileno Pablo Neruda, que ha sido exiliado a Italia a causa de sus ideas comunistas. Después de un rato, los dos se convierten en buenos amigos. 

Con la ayuda de Neruda, el cartero, gracias a la poesía, logra ser capaz de comunicar mejor su amor a una joven y bella dama, Beatrice Russo, a través del uso de las metáforas. Los dos se casan más adelante y el poeta Neruda y su esposa se ​​le permitió regresar a Chile.

Para Mario permanece la preocupación con los problemas de su comunidad, hasta entonces pasaban como algo natural. No solo tu padre reclama de los problemas, como la falta de agua, él también, que discute con quien procura engañar los más pobres.

Algunos meses después, Mario hace una grabación de los sonidos de la aldea de Neruda, triste, a espera de alguna nueva mensaje del amigo, padrino de su casamento. Años después, Neruda vuelve a la isla como turista, se encuentra con Beatriz y su hijo en la cafetería de siempre, pero no encuentra más Mario, que fue impedido de leer su poema.

En el final de la película, vemos una dedicatoria a Massimo Troisi. Investigando en la internet, descubrimos el motivo. El escritor y protagonista Massimo Troisi pospuso una cirugía cardíaca para poder terminar la filmación, suyo sueño de actor. El día después de que la misma fuera terminada, sufrió un ataque cardíaco que le causó la muerte.

Aún de ser una historia interesante, a pesar de parecernos ser rápida en algunas partes, tratase de una buena sugestión para quien desea emocionarse e conocer como “cualquier uno”, desde que sea sensible, puede hacer metáforas e poemas.

Galardones 


La película ha sido galardonada con más de 25 premios internacionales, incluyendo el Premio David di Donatello al mejor montaje (1994), Premios BAFTA a la mejor película de habla no inglesa, mejor dirección y mejor música (1995), Premio Cóndor de Plata a la mejor película extranjera y un Premio Oscar a la mejor banda sonora de drama para Luis Enríquez Bacalov. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

[Por Trás do Gol] Não reagiria bem a um adeus "Monumental"

0 comentários
A minha relação com o futebol é muito forte. Já fui a estádios para ver jogos de rivais locais, de arquirrivais históricos, da Seleção brasileira, alguns só por "curiosidade", outros pela emoção, por se tratarem de clubes que eu torço - seja o que eu aprendi a amar ou o que ainda não inventaram palavras para descrever tal sentimento - e outros "apenas" para conhecer. Com estádios, a curiosidade sempre foi a de ver como se postavam os torcedores, dos mais fanáticos e organizados aos que vão para "apreciar" a partida e gritar na hora certa.

A minha relação é mais fervorosa apenas por um, o Estádio Rei Pelé, em Maceió. A proximidade da casa da minha avó materna, que me "obrigava" a vê-lo a cada visita à cidade natal na década de 1990; a ida a pé aos jogos dos anos 2000 já de volta a cidade, onde o ir ao estádio representava a parceria futebolística de uma boa relação paterna. 

Foi difícil ver o Trapichão parado por vários anos por conta de obras que não andavam, que nunca terminavam e que interditava partes ou o estádio inteiro. Não poder ouvir de casa o grito da torcida e, principalmente, não poder percorrer aqueles 20 minutos a pé para adentrar ao estádio. Mais que um simples monumento arquitetônico, representou e representa um lar. O lugar para conversar com vários desconhecidos como se fôssemos amigos de longa data, de xingar jogadores e diretorias, quando necessário, e, principalmente, gritar pelos gols e títulos ali conquistados - fosse Segundona estadual ou algum campeonato nacional.

Já há algum tempo, penso como vem sendo o sentimento dos torcedores gremistas com o momento final do Estádio Olímpico. Confesso que não consigo imaginar como será a reação após a partida de daqui a pouco contra o Internacional. Pensar que o espaço ocupado pelos torcedores por 58 anos deixará de existir de uma hora para a outra, fechando um capítulo da história como se pula um capítulo de um livro.

Quer dizer, não deve ser tão fácil assim. Eu, que não sou gremista - e nem colorado -, já me emociono ao ver os vídeos produzidos sobre o estádio, os comentários sobre a história individual de alguns torcedores nele. Só posso imaginar mesmo, ainda que não sentir de forma forte, o que sente e o que sentirá o gremista. Por mais que se pense que a Arena está magnífica, ficou pronta de forma bem rápida e contará novas histórias ao torcedor, é impossível esquecer de um lar.

Quando o árbitro apitar o final da partida, mais que o Gre-Nal de número não sei qual, com a garantia da classificação gremista à fase de grupos da Libertadores do ano que vem, terá sido encerrado, mas um lugar que durante tanto tempo foi palco de frustrações e alegrias de um conjunto de pessoas tão diferentes e tão iguais nos minutos de antes, durante e depois da realização das partidas.

Graças a um amigo tricolor, eu pude ir ao Olímpico por duas vezes, sempre torcendo contra. Na primeira, ainda no ano passado, fiquei ao lado da Geral do Grêmio, controlando-me ao ver o Palmeiras abrir 2 a 0 e ceder o empate com um gol do Fernando, justamente na trave que eu via mais de perto, na última jogada da partida. A segunda foi este ano, quando o sergipano River Plate aplicou um susto com um gol no início da partida pela primeira fase da Copa do Brasil, mas sofreu uma virada por 3 a 1.

Aos gremistas que não tiveram a oportunidade de ir ao estádio, posso dizer que, de certa forma, entendo bem a situação. Alagoano, só vi pela primeira vez o Palmeiras num estádio no ano passado. Ainda que em São Paulo, no Canindé, já que o Palestra Itália estava em reforma. Por um bom contato, consegui visitá-lo já com uma parte das arquibancadas derrubada e sem o gramado. Ali, onde vencemos "só" a Taça Libertadores. Pesou na mente o fato de nunca ter ido à nossa casa antes, por mais que as condições econômicas não permitissem. Porém, não fui menor torcedor por conta disso. Mais distante, sofri, e como, da mesma forma de quem estava ocupando aquelas arquibancadas, e sigo saudosista dos bons tempos do agora velho Palestra.

A diferença talvez seja que a Nova Arena está sendo construída por cima do velho Palestra, no mesmo endereço. Ao contrário da Arena gremista, que desenvolverá outro ponto da cidade. Não reagiria bem enquanto torcedor a um adeus ao estádio; menos ainda quando for concretizada a implosão do espaço para a construção de prédios. Os gremistas passarão pela Azenha e mostrarão aos filhos que no lugar daqueles prédios havia mais que um estádio de futebol, mas o lar de tantas e tantas pessoas.

sábado, 1 de dezembro de 2012

[Baú do Por Trás do Gol] Aniversários

0 comentários
Como o Olímpico se despedirá dos torcedores amanhã aqui no Rio Grande do Sul, resolvi lembrar um texto sobre a minha relação com um estádio de futebol. O Estádio Rei Pelé, o Trapichão, em Alagoas. Amanhã, conto mais um pouco sobre isso e sobre como eu me sentiria se fosse um estádio "meu" a ter seus episódios finais.
***
25 de outubro de 2010 (Texto do blog Por Trás do Gol)

Só ontem pude perceber uma incrível coincidência. Este blog foi criado no mesmo dia da inauguração do maior estádio de futebol de Alagoas; a praça esportiva brasileira que recebe o nome de um ser genial: Rei Pelé.

Enquanto o Por Trás do Gol chega hoje ao seu segundo ano de existência, com bem menos fôlego que no seu início, o querido Trapichão alcança quarenta anos.

O Estádio Rei Pelé é membro cativo e deverá ser eterno na minha memória afetiva tão quanto o Rio São Francisco, o qual tive a tristeza de vê-lo bem seco em viagem nos últimos dias.

O orgulho que dava em chegar a Maceió nas viagens constantes quando criança e poder ver aquela imensidão situada perto da casa da minha avó, que só acentuava a minha paixão pelo futebol. Lembro da alegria de dizer em Aracaju que ela morava perto do Estádio, mesmo indo pouquíssimas vezes, até então, a ele.

Na primeira vez que fui, inclusive, com cerca de quatro anos, dormi durante o jogo do CSA contra o América-RN por causa do cansaço da viagem e ser acordado pelo meu pai para sairmos, já à noite.

Na volta à terra natal como habitante, em 2000, confundi a afirmação de um colega na nova escola ao dizer que morava perto do Trapichão e eu responder que "minha avó morava perto do Rei Pelé", sem saber que estávamos falando da mesma coisa.

A oportunidade de morar perto do estádio e poder ouvir o grito da torcida nos lances de gol...

Nada supera os jogos em companhia com meu parceiro futebolístico, o meu pai, aos jogos...

No Rei Pelé, pude ver dois grandes ídolos. Romário, em 2002, na derrota do Vasco para o CSA por 2 a 1, mas ainda com uma movimentação interessante perto da área. E Ronaldo, já um pouco gordo, com a seleção brasileira, em 2004, num empate sem gols com a Colômbia, mas, ao menos, com a Daniella Cicarelli dando tchauzinho para a torcida.

Nos últimos anos, convivemos com um rei "nú". Ele estava lá, mas funcionando como podia, algumas vezes até com menos da metade de sua capacidade cotidiana.

Sofremos mais ainda com o fechamento completo neste ano. Como se não bastasse o CSA fora da Primeira Divisão, não nos restava sequer o Estádio Rei Pelé aberto.

Passava de ônibus e parava o que estava fazendo para olhá-lo pela janela, saber a que pé andava sua reforma.

Não pude ir ao jogo que o reinaugurou, com a volta de Édson Arantes do Nascimento, mas me arrepiei ao ouvir os fortes gritos da torcida azulina no único clássico do ano contra o CRB, pelo Nordestão. Ele estava de volta!

Em três meses, fomos a seis jogos, entre Série D e Segundona do Alagoano e a cada partida podia sentir uma sensação diferente, com suas curiosidades diferentes a serem observadas, mesmo que sem o mesmo tempo de outrora para relatá-las.

De todos os momentos desta relação, o momento inesquecível se deu no final do ano passado, em que após uma partida da seletiva para a Copa do Brasil de futebol feminino, adentramos no gramado de futebol feminino, adentramos no gramado.

Meu pai parecia uma criança, empolgado durante e depois, ao chegar em casa, ao adentrar no palco do espetáculo pela primeira vez nos seus quase cinquenta anos. Eu fiquei muito satisfeito ao sentir de perto um dos melhores gramados do país. Sensação indescritível!

Por isso tudo, o que são dois anos deste blog perto dos quarenta do Estádio Rei Pelé, o Trapichão querido dos alagoanos?

Que seja eterno o Estádio que fez e faz tantas pessoas como eu felizes, tristes, mas profundamente marcadas pela paixão pelo futebol!