quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Globo X Record: como a disputa pelo Brasileirão acirrou a briga no oligopólio midiático nacional
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Anderson Santos
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domingo, 4 de dezembro de 2011
[Por Trás do Gol] A título de editorial - Dr. Sócrates
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Anderson Santos
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Eu sou editor de uma coluna de esportes que se propõe a escrever "Além das Quatro Linhas" e confesso estar numa encruzilhada sobre o que escrever na edição que deverá ser publicada amanhã.
Não que eu já não tenha pautado o amigo que escreve comigo a coluna, prepara as bases do texto, sobre o que escrever, mas tudo mudou. Uma notícia me deixou entristecido e motivado a tecer algumas, ou muitas, linhas sobre após clicar em todo link que me aparecia sobre o assunto.
Assim que vi a notícia do falecimento no início da manhã de hoje (4h30) de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o Dr. Sócrates, esta figura ímpar dentro e fora dos campos de futebol. Disparado, um dos grandes exemplos de alguém que pensa "além das quatro linhas".
Sou palmeirense, não tive a oportunidade de ver Sócrates atuar em campo e na época da "Democracia Corintiana", mas pude ler e ver/ouvir alguma de suas (fortes) opiniões sobre a realidade dos jogadores, com certeza bem menos do que deveria ter lido, visto e ouvido.
Sócrates é também a representação das muitas contradições que este esporte tão querido, idolatrado, amado, criticado e estudado por mim representa das relações sociais. Vindo da classe média alta, continuou seus estudos em Medicina mesmo em detrimento do início da carreira como jogador em Ribeirão Preto.
Ao contrário de tantos bons jogadores, ele não precisava da vida como atleta para realizar o sonho da mãe de ter uma casa própria e demais coisas que aparecem nos discursos e na realidade de muitos jogadores. A formação em Medicina acabou por objetificar a classe dentro de campo a uma das profissões mais "respeitadas" do país. Mas nunca, jamais, deixando de refletir o posicionamento crítico sobre a realidade.
Não vou entrar em efêmeras discussões sobre a sua simpatia pelo regime cubano, a ponto de colocar o nome de Fidel no seu filho mais novo. Num mundo em que a criticidade é cada vez mais exceção, isso é visto por mim como uma dádiva. Nos campos futebolísticos, então, é uma imensa exceção, e isso juntando jogadores (!), comissões técnicas, dirigentes e jornalistas.
Apesar de ter "Brasileiro" no nome, o pensamento era mais amplo que questões locais. Um dos raros casos em que o prenome encaixa muito bem com a pessoa: Sócrates.
Não sei ainda se este texto será adaptado para um editorial antes da coluna, se virá no final do texto como uma dedicatória dela e de tantas outras que já foram publicadas e virão a ser, pois escrever futebol "além das quatro linhas" é mais que isso, é vivê-lo sob os diversos matizes proporcionados por este esporte, entender porque fazem o que fazem com a nossa paixão; racionalizando o máximo possível sobre algo que muitas vezes é irracional, explicando as relações de poder sobre, mas nunca esquecendo do amor em torno do assunto. Sócrates reflete isso.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Em busca do El Dorado - QUALIFICADO!!! (E a comprovação do azar)
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Anderson Santos
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Bem que poderia estar digitando este texto feliz porque a semana mais importante (ou seja, mais cheia) do ano acabou e com tudo quase certo. Mas se fosse assim não seria eu a escrever, nem faria parte desta lastimável vida.
Pessimismo à parte, o tema deste texto é relatar como foi a banca de qualificação da minha dissertação, que ocorreu na tarde da última quarta-feira. Primeiro, é preciso dizer que só nesta semana tinha segunda, terça e quarta com aula de manhã; aplicação de prova e entrega de relatório de estágio docência na segunda; mais a qualificação na quarta; produção solo do programa de rádio e mais a apresentação na quinta; e, por fim, os dois dias do seminário do grupo de pesquisa, quinta e sexta.
Focando na quarta, havia me programado para ir à aula, sair correndo e voltar ao apartamento para tomar um banho - ainda mais necessário num início de semana que chegou a 36º - e pegar o computador. Por via das dúvidas, levaria o pen drive com a apresentação, caso não desse tempo de voltar. E o que foi que aconteceu?
Acabamos, eu e outros amigos/colegas muito da aula final, numa conversa interessante com o professor da disciplina e ela acabou 20 minutos depois. Além disso, ainda tínhamos que conversar com o outro professor para saber as datas de entrega dos trabalhos da matéria. Resultado: almoço na universidade e usar o pen drive para apresentar.
Até aí, tudo bem. Montado data show, só foi colocar a apresentação no computador e deixar tudo pronto. Quando todos os membros da banca já haviam chegado, esperando só chegar a hora exata desaba um monte de água na cidade - que até aquele dia só refletia um imenso calor. Um senhor temporal que fez cair a energia faltando um minuto, ou um pouco mais, para iniciar.
O que fazer quando esse tipo de coisa acontece? Tentar ver uma forma possível - ainda mais com alguém dizendo que tinha que começar naquela hora, mesmo sem slides ou energia... Ficar nervoso não foi a primeira sensação, já que para alguém com o tanto de sorte que eu tenho isso é muito normal. A solução, sob pressão, pensada foi a de apresentar pelo notebook - do grupo de pesquisa. Tudo certo.
Ligado o notebook, pronto para começar, a energia chega. Foi só trocar o cabo para o notebook e fazer a apresentação. Tenho duas opções para justificar o que ocorreu: 1. A prova cabal do meu imenso azar; 2. O Roberto Marinho sabia que eu ia criticar a Globo e mandou tudo o que tinha à disposição. Poucas vezes, e não foram nos quatro ou cinco meses anteriores, que vi tanta água cair por aqui, com ventos que ultrapassaram os 100 Km/h.
A apresentação foi tranquila, consegui terminá-la até mesmo antes dos 20 minutos que temos para isso, seja no mestrado ou no doutorado, qualificação ou defesa. As contribuições dos professores da banca foram interessantes e pertinentes, cabendo agora a análise das mesmas para saber o que pode ou não ser acrescido à proposta de pesquisa.
No final das contas, acho até que não foi tanto quanto eu imaginava - sempre procuro antes imaginar quais as possibilidades de críticas nos trabalhos. Além disso, bem diferente da minha conclusão de curso, o texto foi trabalho com muito cuidado e com muito acompanhamento do orientador, ou seja, nunca tive a preocupação de ter gravíssimos problemas, que forçassem a pesquisa ir para outro rum. Pesquisa com qualificação "aprovada" e agora é só seguir com os demais passos, a busca e a análise dos observáveis.
De resto, a semana acabou! O seminário do grupo (mais uma apresentação...) foi aquilo que às vezes eu espero, às vezes não, mas que foi um espaço de interessante diálogo entre pesquisadores de vários objetos e até mesmo de diferentes posicionamentos político-ideológicos na EPC.
PS: ODEIO BAR!!!!
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