quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

2022.1 A Escola Europeia/ 2022.2 João Urso e outros contos incríveis

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Foi um dos livros adquiridos no início da pandemia da Covid-19 para manter a Editora Grande Área, que depois não só se manteve como publicou outros títulos que eu leria em 2021. "A Escola Europeia" representa um meio-termo entre o que prefiro ler (viagens e histórias) e formulação tática. Bem interessante de se observar os países europeus e clubes tão distintos quanto Barcelona e Rayo Vallecano, dentre outros, pensam a formação tática a partir da base.

Referência

FIELDSEND, Daniel. A Escola Europeia: Os segredos e métodos de sucesso do futebol no Velho Continente. Campinas: Grande Área, 2018.

Eu devo ter comprado na última Bienal do Livro de Alagoas, em 2019. Autor alagoano natural de Santana do Ipanema e que percorreu os caminhos literários das décadas de 1940 a 1960, Breno Accioly tem um estilo muito particular para contar as histórias de seus contos, creio que mais que "incríveis", seriam angustiantes, ao trazer elementos das trevas de cada pessoa, com muitas questões psicológicas.

Referência

ACCIOLY, Breno. João Urso e outros contos incríveis. Maceió: Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2015.
 

 

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

2021.26 Capirotinho/ 2021.27 Infinitos Lutos/ 2021.28 Maracanã

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Como comentei na postagem anterior, meu foco no financiamento coletivo ao "Capirotinho" foi adquirir o livro com os quadrinhos sobre a pandemia. O foco do capirotinho é chamar a atenção aos problemas dos seres humanos, algo acentuado pela pandemia.

Referência

INFANTE, Guilherme. Capirotinho: Quarentenado. Ipatinga: Ed. do Autor, 2021.

Eu separei "Infinitos lutos: De histórias não contadas de Chapecó" dias antes da defesa da minha tese, dias após fariam 5 anos do acidente com o avião da Chapecoense. Mas o dia 5 de novembro foi o do acidente com o jatinho da cantora Marília Mendonça, então eu pulei para outra leitura.

Todo mundo que gosta de futebol lembra como soube daquela notícia e os diferentes aspectos que me afetava, também enquanto jornalista que o é para acompanhar momentos que nem aquele. O livro de Passeri passa por meses depois do acidente, ou seja, acompanha o luto. Um luto, por sinal, que não é só da cidade, mas dele mesmo, por causa de uma perda então recente de um amigo.

É um livro com capítulos de diferentes formatos e que nos leva àqueles momentos em que a atenção ao que ficou não estava tão marcante, especialmente para o lado das famílias e da cidade, não da reconstrução do clube.

Referência

PASSERI, Roberto. Infinitos lutos: De histórias não contadas de Chapecó. São Paulo: Editora Ludopédio, 2020.

Sou fã do Simas pelo conhecimento e a forma de passá-lo referente às questões populares que marcam a constituição da cultura brasileira, incluindo especialmente o futebol. "Maracanã: Quando a cidade era terreiro" é a história do estádio sendo construída a partir de outros elementos populares e com a devida crítica sobre a segregação social que marca a história do estádio, dos geraldinos aos arquibaldos à Maraca Arena.

Referência

SIMAS, Luiz Antonio. Maracanã: Quando a cidade era terreiro. Rio de Janeiro: Mórula, 2021.

sábado, 20 de novembro de 2021

2021.23 Torto Arado/ 2021.24 Capirotinho: O pior do pior/ 2021.25 Ode a Mauro Shampoo e outras histórias da várzea

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Difícil falar mais alguma coisa de "Torto Arado", de Itamar Vieira Júnior. O livro merece todo o sucesso que vem fazendo ao tratar das histórias de protagonistas negras. Na verdade, vejo as duas irmãs como uma parte de uma história que é apresentada de forma maior, a da exploração das pessoas negras.

O que eu imaginava que era a surpresa do livro, com a linguagem da primeira parte deixando dúvidas sobre quem tinha cometido determinado ato, foi resolvido ao final da primeira parte. A terceira, há outro ato que deixa dúvidas e reaparece a necessidade de sabermos quem foi. A surpresa chega bastante forte. Vale ler para entender.

Referência

VIEIRA JUNIOR, Itamar Vieira. Torto Arado. São Paulo: Todavia, 2019.
 

Talvez dos quadrinhos que acompanho pela internet, "Capirotinho" é o que me faz pensar sobre diversas coisas, às vezes discordo também, mas faz parte do processo de crítica social que é apresentado nas imagens de Guilherme Infante. 

Comprei "O Pior do Pior" junto ao mais novo, que é sobre a quarentena. Neste caso, o compilado é mais curto e o livro tem o formato das tiras, logo, é pequeno em altura também. Dá para ler rápido, se a pessoa não parar numa ou outra bomba certeira contra a humanidade.

Referência

INFANTE, Guilherme. Capirotinho: O Pior do Pior. Ipatinga: editora do autor, 2019.

Sou fã do Simas, com encantamento sobre como ele consegue falar tão bem de questões ligadas à cultura popular. Há a erudição do professor, mas há muito conhecimento de vivência e sofrência cotidiana. Não à toa, um tuíte dele é a epígrafe da minha tese.

Ode a Mauro Shampoo e outras histórias da várzea veio no bolo com o novo livro dele, que é sobre o Maracanã e que deixei para ler mais para frente. São crônicas curtas sobre o futebol enquanto evento social importante, com muitos trechos sobre o Nordeste. Há um conto sobre o ASA, inclusive.

Referência

SIMAS, Luiz Antonio. Ode a Mauro Shampoo e outras histórias. Rio de Janeiro: Márula, 2017.