sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os problemas continuam, o noticiário não

2 comentários

Tudo bem. Michael Jackson foi um dos maiores ícones da cultura pop mundial, com sua grande criatividade e efetiva participação em todos os processos musicais (compunha, cantava e dançava diferente e bem). Revolucionou a estética dos clipes em pleno início de MTV e conseguiu a marca, talvez inatingível, de cem milhões de discos vendidos com Thriller, no início da década de 80.

O "Rei do Pop", que apareceu nos últimos anos mais por escândalos do que por música, morreu de forma rápida no dia 25 de junho de 2009. Uma das mortes que ficará marcada para esta década, talvez até sobrepujando a do Papa João Paulo II, em 2004.

Homenagens póstumas tradicionais na TV brasileira e no noticiário mundial, com um pouquinho a mais devido à sua "importância"? Muito longe disso. Os noticiários viraram praticamente que documentários sobre a vida do cantor. Retrospectiva da carreira, com suas benesses e problemas; comentários de especialistas sobre um dos maiores fenômenos do pop mundiais; e muito pouco de notícia.

Mais uma continuidade da crise no Congresso Nacional, com o cerco se fechando ao presidente do Senado, José Sarney, e o assunto passa a ser relegado a segundo, terceiro planos. Como se a morte de uma pessoa, por mais espetacular que tenha sido, fosse mais importante que problemas onde teoricamente deveria ser o espelho da democracia no país.

Além disso, um assunto de saúde pública como a gripe H1N1, que já vinha em segundo plano devido ao fato de não ser aquilo tudo que diziam, passava a ser preocupação nacional, com escolas, universidades e empresas fechando. No momento em que a doença começa a apresentar infectados no Brasil, esta deixa de ser uma notícia "importante".

Assim como o acidente do avião Air France, que só apareceu nesta semana devido ao encontro de corpos de integrantes da tripulação. Enquanto que nenhuma nota a mais foi apurada sobre possíveis causas do acidente, ainda vivemos num mar de dúvidas e num céu de medo.

Mas não, deixemos de falar de assuntos como corrupção, (falta de) saúde, (falta de) educação, (falta de) segurança e demais problemas porque estes ocorrem todo dia e a morte do "Rei do Pop" não.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Um chato de galocha

1 comentários
Justamente no dia em que a insônia aperta e você não consegue dormir. Até que chega as 6 da manhã, o sono vem, mas tem que acordar às 8 para fazer alguns trabalhos e imprimir outros a seres entregues no dia.

Justamente no dia em que tem que ir à universidade para resolver problemas e entregar os tais trabalhos para não precisar ir novamente ao Campus. O ônibus demora mais que o normal e você fica agoniado parado por quase meia-hora, perdendo um tempo preciosíssimo na sua vida.

Justamente neste dia, aparece alguém com problemas psicológicos (de verdade) para encher a paciência no ponto:

- Vai pegar ônibus?
Balanço a cabeça positivamente e ele, como se fosse íntimo, continua a conversa:

- Rapaz, cadê o carro?
Dou uma risada irônica e balanço a cabeça negativamente. Ah, todos que me conhecem minimamente sabem o quanto eu gosto de conversar com desconhecidos!

- Sabe dirigir?
Balanço a cabeça negativamente. Não é possível que a psicose não permitirá que ele perceba que não quero papo. Quem disse?

- Que homem é esse que não sabe dirigir?
- Não tenho carro, não tenho para que saber dirigir.

Aí começou a aflorar a religiosidade do rapaz:
- Deus vai lhe dar um carro! O espírito santo me disse que você vai ganhar um carro. Você vai ganhar, o espírito santo mente?
Fiquei calado até que ele repetiu esta porcaria de pergunta mais três vezes. E, a contragosto, balancei a cabeça negativamente, não acredito nisso mesmo.

E nessa hora já estava com a mão no meu ombro - e se tem coisa que detesto é contato pessoal! Comecei a dar pequenos passos para me desvencilhar educadamente do tresloucado sujeito. A mão saia do ombro e ele recolocava. É nessas horas que temos que reclamar da educação dada por nossos pais e pelo fato do cara não ser culpado de ter uma psicose.

Daí ele não parava de perguntar besteiras e repetir frases milhares de vezes. Ria alto, dizia que gostava que os outros rissem dele, que se falasse tal coisa para as pessoas elas "ririam tanto que abririam as pernas e mijariam".

No meio da "conversa" ainda apareceu um ônibus que fiquei com muita vontade de subir. Mas justamente neste dia teria que esperar o da Ufal, se fossem em outras situações poderia pegar o Cruz das Almas/Trapiche - que inclusive passou duas vezes.

E o pior estava por vir. Queria saber o meu nome. E quem disse que eu falaria o meu nome para alguém assim? Balancei a cabeça negativamente e olhei para o chão rindo de tanta raiva. E ele continuava a querer saber e ainda disse o dele, que não lembro, só recordo que ele disse que era santo!

Depois perguntou se eu era católico ou evangélico - como se só existissem essas duas possibilidades de vida no mundo. Resposta negativa surgiu de mim. Falou que morava no Jacintinho, que fosse visitá-lo e ainda perguntou se eu iria! Vá te catar, desculpem o tom preconceituoso, mas uma "bicha louca" já é demais! Até que finalmente ele encontrou um senhor mais responsivo do que eu no banco, passou a duas mulheres que passavam na rua e o Trapiche/Ufal finalmente chegou!

E eu que reclamava do jovem que se acha professor, quando na verdade é aluno, e "trabalhou" para a Tereza Nelma nas eleições passadas e conversa com todo mundo que vê pela frente. E o pior que lembra depois. Além dele, há o senhor que vive nas ruas e nos ônibus gritando "Jeeeesus!" no ouvido de quem estiver por perto.

E o resto do meu dia seguiu tão ruim quanto. Chuva só quando saio do ônibus e tenho que "atravessar" a Ufal e coisas assim. Quando mesmo posso chegar em casa para dormir?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Circo a motor - Uma nova categoria

1 comentários
Muita conversa e pouco resultado. O que era para ser a corrida de despedida do circuito de Silverstone pode não ser. O que era para ser a garantia da presença das oito equipes da Federação dos Fabricantes na Fórmula 1 em 2010 marcou o início das negociações para uma nova categoria.

Hoje (23), inclusive, foram anunciadas as 17 provas do calendário para marcas históricas como Ferrari e McLaren e outras mais novas, só que mais ricas, casos da RBR, STR, BMW, Toyota e Brawn GP. Várias surpresas, como as voltas à Argentina e ao México e a ausência do Brasil.

Porém, as conversas continuam e mais uma vez uma semana se inicia com a expectativa do acerto definitivo entre equipes e os "proprietários" da Fórmula 1, Max Mosley e Bernie Eclestone, que já começaram a voltar atrás na postura radical anterior.

Primeiro foi a proposta de dobrar o teto orçamentário para 80 milhões de euros. Só que a Fota nem deu ouvidos e parece querer organizar um campeonato para evitar tresloucados mosleyanos no comando. No final de semana já houve a possibilidade das oito equipes não seguirem nenhuma alteração proposta no regulamento imposto para 2010. Esperemos...

SILVERSTONE

1948, os países europeu ainda se recuperavam dos prejuízos da Segunda Guerra Mundial. A Associação de Automobilismo Britânica permite a um faszendeiro do interior da Inglaterra a construir uma pista onde ficava sua fazenda.

De lá para cá surgiu a Fórmula 1, Silverstone dividiu o ano com outros circuitos ingleses, mas nunca ficou de fora da categoria máxima, ao menos até este ano, do automobilismo mundial. Por motivos financeiros e por falta de estrutura na pequena cidade, o GP da Inglaterra deve ir em 2010 para Donington Park, na capital Londres - desde que o mesmo consiga terminar as reformas.

Para a prova deste domingo era esperado um show caseiro do líder do campeonato Jenson Button, mas o que se viu foi o lema de uma das marcas sendo mais que uma simples propaganda de energizante. A Red Bull deu asas aos seus carros e foram muito superiores aos demais. Nem a Brawn GP havia conseguido uma vitória tão acachapante.

Sebastian Vettel conquistou a pole e manteve a liderança na largada e foi colocando 1 segundo em cada uma das 18 voltas seguintes no segundo colocado, o brasileiro Rubens Barrichello, que estava mais leve que ele.

Depois da parada, Rubinho ainda viu a outra RBR, a de Mark Webber, passar a sua frente e depender abrir muito. No final das contas, o pódio foi a única coisa possível e até um bom resultado, já que Button chegou apenas na 6ª posição e a diferença caiu três pontos.

Mas a preocupação do britânico passa a ser Vettel. O campeonato que parecia seguir para um final precoce ganhou uma motivação extra: se continuar assim, é a RBR de Adrian Newey que dará o título ao seu piloto. Numa virada sensacional. O GP da Alemanha é o que servirá para dar uma noção de como será a outra metade da temporada.

MELHOR RESULTADO - Os demais brasileiros até tem o que comemorar. Felipe Massa e a Ferrari fizeram uma ótima largada e uma ótima estratégia, respectivamente, e conseguiram fazer a equipe chegar na sua melhor colocação até agora, o quarto lugar. E isto largando apenas na 11ª posição.

Já Nelson Ângelo Piquet pela primeira vez conseguiu chegar na frente do seu companheiro de equipe, o bicampeão mundial Fernando Alonso, apesar de ser na modesta 12ª posição.

* No dia seguinte a esta publicação a Fota e a FIA se reuniram em Paris e acertaram que as equipes seguem nos próximos dois anos as regras estabelecidas atualmente. Além disso, após 18 anos no poder, Max Mosley prometeu não se recandidatar ao posto de "dono" da Fórmula-1.