segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

2025.14 Bons Dias

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Seguindo nos livros de Machado de Assis, "Bons Dias" é um compêndio de crônicas do autor de 1888 e 1889, anos importantes para o Brasil, com a promulgação da abolição da escravatura e a formalização da República - ainda que não chegue nas datas desta. É interessante para observar como o autor considerou os processos de liberdade das pessoas que foram escravizadas, um tema que aparece aqui e ali, considerando o processo histórico de enbranquecimento que a imagem de Machado passou por mais de um século no Brasil.

Referência

ASSIS, M. de. Bons Dias. Jandira: Principis, 2021.
 

 

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

2025.10 "Não é só sorte"/ 2025.11 Mais baseados que fatos reais/ 2025.12 Mad Marx - Fordlândia/ 2025.13 Quincas Borba

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[Ainda que o meu segundo semestre sempre seja muito corrido e, nos últimos anos, eu só consiga voltar a ler a partir do período sem aulas na Ufal, posso ter esquecido de colocar um livro ou outro, especialmente de junho para julho...]

"Não é só sorte" chegou ao meu conhecimento a partir da apresentação de livros de um evento acadêmico em São Paulo. Eu conhecia a história da geração dourada do basquete de mulheres brasileiro, com título mundial em 1994 e prata olímpica em 1996, mas sabia também que seu técnico, Miguel Ângelo da Luz, era bem menos conhecidos que as craques daquele time.

Nesta biografia assinada por Luciano Maluly e Marcelo Cardoso, conhecemos a histórica do treinador até o ápice da carreira e como, ao longo do tempo, seu trabalho foi perdendo valor - num período que o próprio basquete brasileiro foi decaindo.

Referência

MALULY, L.; CARDOSO, M. "Não é só sorte": Miguel Angelo da Luz e o melhor basquete fiminino do mundo. São Paulo: Com-Arte, 2024.
 

Conheço Gil Luiz Mendes pelo trabalho jornalístico, com contato direto por anos por causa do podcast Baião de Dois. "Mais baseados que fatos reais" chega na categoria romance a partir da presença da maconha na vida de um jornalista frustrado - algo tão comum -, em meio às desavenças com a mãe da filha e a relação particular com dois amigos e a política paulistana.

Obra bem interessante pelos caminhos que somos levados, com um final bem construído, ainda que dentro das quase obviedades imaginadas das relações pessoais e de poder da elite política-judicial-policial do país.

Referência

MENDES, G. L.  Mais baseados que fatos reais. São Paulo: Ed. do Autor, 2025.

Continuidade da história da "ressurreição" de Marx e Engels num futuro apocalíptico controlado por Elon Musk e em que o que sobrou de Trump ajuda em algo. "Fordlândia" apresenta novos cenários, lutas e disputas contra um mundo comandado por robôs, mas com resistência.

Referência 

ESQUITINI, A.; GAITA, J. da; ROCHA, J. Mad Marx: Fordlândia. Paulínia: Mistifório, 2025. 

Decidi que estas férias seriam dedicadas a uma imersão no Machado de Assis, um dos principais autores da língua portuguesa de todos os tempos. Para iniciar, "Quincas Borba", obra já da sua fase do Realismo, posterior a "Memórias Póstumas de Brás Cubas", começando, inclusive, com referência direta a este, pois quem dá nome ao livro também participa daquele.

Aí está a primeira curiosidade, não é ele o protagonista, talvez ter dado o mesmo nome ao cachorro que fica de sua herança seja quadjuvante, ou até mesmo como enriquecer acaba gerando tantos problemas que Quincas e Rubião, que recebem a sua herança, terminam de forma parecida.

Rubião recebe toda a herança do amigo, incluindo o cachorro Quincas Borba e, em meio ao desejo de ser rico na Corte, Rio de Janeiro, acaba se apaixonando e se perdendo ao longo do tempo. Aqui, a traição, marca machadiana, até aparece, mas sem dúvidas geradas em quer lê o livro - algumas que ficam em alguns personagens, entretanto.

Referência
ASSIS, M. de. Quincas Borba. Jandira: Principis, 2019. 

 


 

segunda-feira, 16 de junho de 2025

2025.8 Registros/ 2025.9 Zé Muquem pegou o Trem

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Para retomar algumas leituras, mas ciente que era um período mais pesado de trabalho, optei por pegar Histórias em Quadrinhos. "Registros" chegou até mim antes de entrar no Masp no ano passado. O próprio Glauber Lopes estava vendendo a HQ que escreveu após uma viagem a países da América do Sul num tempo antes.

Referência

LOPES, G. Registros. São Paulo: editora do autor, 2015. 
 

Já "Zé Muquém pegou o trem" deve estar comigo há uma ou duas Bienais do Livro de Alagoas. Faz parte de coleção infantil da Imprensa Oficial Graciliano Ramos, ilustrada por Pedro Lucena, a quem gosto muito dos traços há algum tempo e que tenho um quadro (justamente deste livro) no meu quarto.

É a história de um passarinho que precisa atender ao desejo da esposa grávida. O passarinho e o trem encantaram um filho de amigos que acabei dando a história para o pequeno Miguel, que em breve fará dois anos e saiu com a "leitura" dele ontem.

Referência

CALDAS FILHO, L. A. Zé Muquém pegou o trem. Imprensa Oficial Graciliano Ramos: Maceió, 2017.