Mostrando postagens com marcador Raikkonen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raikkonen. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de julho de 2013

[Circo a motor] Vitória alemã na Alemanha no pós-Schumacher

0 comentários
2 vitórias de Michael e 1 vitória de Ralph. Antes do último domingo, estas eram as únicas vitórias de alemães no Circuito de Nurburgring, agora enquanto GP da Alemanha, mas durante anos o GP da Europa – que passou para Valência. Se a disputa pela vitória foi acirrada durante as voltas finais, também o foi para saber quem faria a palhaçada do dia na apresentação do circo da Fórmula 1. 

Em uma tarde de pistolas pneumáticas a não funcionarem direito, se Maldonado só conseguiu sair dos boxes da William após o terceiro deles a ser utilizado para fincar o pneu dianteiro direito, o pneu traseiro direito de Mark Webber saiu pulando logo após a partida da RBR. Atingindo uma velocidade incrível, os mecânicos da Lotus conseguiram desviar, mas o câmera da FOM, que estava de costas, foi acertado em cheio, tendo que ir ao hospital com sangramento na face.

Mas creio que ninguém vai negar que o grande momento foi quando o carro da pequena Marussia se tornou o protagonista do dia. Jules Bianchi viu o motor explodir, uma labareda de fogo aparecer atrás por conta do óleo quente na carenagem, saindo ileso após algumas tentativas de recolocar o volante, como manda a regra. A imagem mostra o replay e de repente volta com o carro vermelho e preto atravessando de ré a pista, com um guindaste na dúvida se o acompanhava. Por sorte, nenhum carro passava naquele momento e a Marussia parou na grama do outro lado após bater em algumas placas de publicidade, gerando a entrada do Safety Car.

Ah, falemos da corrida! Na largada, os carros da RBR passaram pela Mercedes de Hamilton na maior facilidade, com Vettel liderando e Webber em segundo. Um pouco mais para trás, Massa conseguiu a posição de Ricciardo, passando para 6º, atrás ainda das Lotus de Raikkonen e Grosjean, enquanto Alonso seguia em 8º. Porém, na volta 4, Massa roda para a esquerda, quando o normal seria o contrário, e o carro apaga. A única notícia que se soube foi que o motor e o câmbio pararam de funcionar. Foi a quarta corrida seguida com problemas para o brasileiro, que já vê o fantasma do caos do ano passado se repetir este ano, com o agravante de estar mais próximo do período de renovação de contrato.

Com o problema de Webber e a volta do tradicional comprometimento dos pneus nos carros da Mercedes, a dupla da Lotus pulou para o 2º e o 3º lugares. Após o Safety Car, Grosjean pressionava Vettel com pneus mais novos, mas não conseguia passar. Deu passagem para Raikkonen ultrapassar e diminuir a diferença no campeonato, enquanto Alonso, em 4º, aproximava-se de Grosejan.

Mas nem um, nem outro. Vettel manteve a diferença em, pelo menos 1s, evitando a abertura da asa traseira, vencendo a prova, enquanto Alonso não conseguiu chegar tão perto de Grosjean.

Sebastian Vettel alcançou a sua primeira vitória em território alemão, ampliando a diferença para Alonso no campeonato dos 21 aos 36 pontos, com Raikkonen em 3º e Hamilton em 4º.

O circo só voltará a montar a sua tenda no dia 28 de julho, no GP de Budapeste.

terça-feira, 2 de julho de 2013

[Circo a motor] "Estamos falando da vida dos pilotos”

0 comentários

Imagina num grande circo, um de Soleil da vida, o trapezista está fazendo suas acrobacias e uma das cordas acaba estourando. Susto do público, mas uma rede lá embaixo para proteger. Imagina isso ocorrendo quatro vezes e noutra oportunidade, a corda quase estourar. Imagina agora você dirigindo um monoposto a quase 300 km/h e um dos pneus simplesmente estourar...

Só por esta introdução dá para imaginar o porquê de apesar de ter 3 líderes diferentes, com muita disputa nas 7 voltas finais e ao menos 3 pilotos (Webber, 2º; Hamilton, 4º; e Massa, 6º) com excelentes recuperações, o que ficou do tradicional GP de Silverstone foi o perigo que a fornecedora de pneus, a Pirelli, causou aos pilotos.

Independentemente de Ferrari, Force India e Lotus não terem aceitado as mudanças nos pneus para o GP britânico - até então era obrigatório o consenso entre as equipes -, não dá para imaginar que um pneu com 6 voltas vá estourar. Que outro estoure duas voltas depois, mais outro algumas voltas adiante, outro na metade final da corrida e mais um murche do nada.

A RBR, especialmente, já havia se pronunciado contra o desgaste excessivo dos pneus como uma forma de gerar competitividade à Fórmula 1. Vettel já havia até discutido com seu engenheiro após levar bronca por tentar fazer a volta mais rápida de uma corrida, quer dizer, andar ao máximo apenas por uma volta. No final de semana passada chegamos ao limite, pois colocou em risco a segurança dos pilotos, como comprova a frase que dá título a este post, de Pérez, que teve de abandonar a corrida após o pneu estourar, e o tuíte de Fernando Alonso, que estava atrás dele, que legenda a foto que também ilustra este post:

"Hoje na corrida nos puseram à prova os reflexos..! 288 km/h, 3,6g lateral, curva em reta".

#GodSaveOurTyres
Há perfis no Twitter, de forma geral, que apesar de serem oficiais são hilários. Na Fórmula 1, o melhor deles é o da Lotus. Tudo bem que o carro é reconhecido como o que mais poupa pneus nesta temporada, mas eles foram proféticos na hashtag para este GP: "Deus Salve nossos pneus".

A classificação da equipe não foi lá essas coisas, com Gosjean largando em 8º e Raikkonen em 9º. Ainda assim, bem melhor que os carros da Ferrari, com Alonso largando em 10º e Massa em 12º - ganhariam uma posição após punição a Sutil. O brasileiro, por sinal, começava a sofrer pressão dos jornais italianos por ter batido no treino livre. Seria a 3ª batida em 4 por culpa dele nas últimas 3 corridas.

Lá na frente, Hamilton colocou mais de 4 décimos no companheiro de Mercedes Rosberg e largava na pole. Ambos seguidos pelas RBRs de Vettel e Webber.

Na largada, Vettel pulou para segundo, enquanto Webber, que anunciara a aposentadoria dos carros de F1, abrindo uma importante vaga para 2014, caía para 15º. Alonso também não largou bem, chegando a ir a 11º, recuperando as posições perdidas ainda na 1ª volta. Bem mesmo foi Felipe Massa, que pulou do 11º para o 6º lugar antes da primeira curva e alcançaria o 5º lugar antes da primeira volta. Espetacular e providencial!

As coisas pareciam caminhar bem quando Hamilton teve um pneu estourado, para frustração de seus compatriotas, logo após passar pela linha de chegada. Uma volta inteira com o pneu dechapado e ida ao último lugar. Vettel assumia a primeira posição e Massa já pressionava Di Resta pelo 3º lugar quando o pneu dele também dechapou.

Depois disso, mais outro pneu dechapado, só que o pneu duro de Vergne, e a necessidade do Safety Car entrar para saber se aquilo ali poderia continuar. Lembrei na hora do GP de Indianápolis de 2005, em que os carros da Michelin não correram por falta de segurança. Foi a melhor prova das Minardi na história da categoria que, depois disso, ficaria alguns anos sem pisar nos Estados Unidos.

Na 42ª volta a tal falta de sorte a Vettel, que Alonso pede desde o início da temporada, chegou. O carro foi parando na linha de chegada por quebra no câmbio. Rosberg assumiria a liderança para não mais soltar, enquanto Fernando Alonso tirava Raikkonen - e sua nova "aerodinâmica pessoal", leia-se cabelo moicano - do pódio.

Enquanto isso, Webber já estava em segundo e torcia por mais algumas voltas para ganhar a corrida de forma excepcional e ainda "dedicá-la" à equipe que tanto o ama. Para alegria dos ingleses, Hamilton chegaria em 4º. Massa conseguiu fazer uma excelente corrida e chegar em 6º. Não só ele, mas a Ferrari esteve com um ritmo de corrida bom, lembrando o ano passado, quando não conseguia largar bem, mas recuperava na pista no domingo.

Ah, Raikkonen chegou em 5º, por erro da equipe que não trocou seus pneus com o Safety Car que surgiu por conta da quebra de Vettel, mas ainda assim quebrou um recorde e de M. Shumacher, que já durava 10 anos: ele é o piloto com mais corridas seguidas na zona de pontuação, 25.

Para o campeonato, a diferença entre os líderes caiu 15 pontos, agora estacionada nos 21. Nos construtores, a Mercedes ultrapassou a Ferrari por 3 pontos e está em segundo.

No meio da confusão dos pneus, para piorar para os lados da fornecedora, já tem corrida no próximo final de semana, na Alemanha. Reuniões e mais reuniões, muita pressão da FIA e sabe-se lá até se os pneus de 2012 não retornarão. De fato, não dá para esperar que a trapezista caia e muito menos que algo bem pior ocorra num desses carros.

terça-feira, 28 de maio de 2013

[Circo a motor] A tradição de Mônaco e a vitória depois de 30 anos

0 comentários
Se falamos de tradição em Indianápolis, Mônaco só permanece na Fórmula 1 por conta disso, inclusive porque a maioria dos pilotos e até mesmo dos jornalistas envolvidos com a categoria (né Galvão Bueno?) moram ou têm casa por lá. Fora que o principado deve dar muita grana anualmente para Bernie Eclestone e companhia para a corrida seguir pelas ruas do principado - que voltará a gastar muito dinheiro com seu time de futebol para a próxima temporada.

Acabamos não falando da supremacia da Ferrari em Barcelona. Vitória de Fernando Alonso e 3º lugar de Felipe Massa, com Vettel em 4º e Raikkonen em 2º seguindo na liderança do campeonato. Para Mônaco, onde o treino praticamente define a classificação final da corrida, os indícios da quinta-feira - já que na sexta todo mundo tem que se recuperar das farras - eram que a equipe ficaria na briga com a Mercedes pela pole.

Muito longe disso. Massa bateu forte na Saint Devote no último treino livre e não deu tempo para a Ferrari recuperar o carro. Na hora do vamos ver, mais uma poleposition da Mercedes, a terceira seguida de Rosberg, com direito a dobradinha com Hamilton. Na segunda fila, os dois carros da RBR, Vettel e Webber, que venceram as últimas 3 corridas no principado. Alonso só aparecia em sexto....

CORRIDA
Não tem lugar mais elitista que Mônaco. Iates, mulheres bonitas, festas e tudo isso com sol sem qualquer cobertura. Mas isso para quem está lá e pode aproveitar. Em casa, de frente à TV, com pouca expectativa de bom resultado brasileiro e de ultrapassagens, o sono logo me apareceu. Ô circo sem graça.

Cochilei, também por ter visto o UFC na madrugada anterior, e só acordei com 5 voltas. Nada de alteração na frente e Massa já engavetado por Hulkenberg lá atrás, em 18º. Quando as primeiras paradas começaram, ainda no seu início, a Ferrari de Massa batida na Saint Devote. Mesmo lugar do sábado, só que bem mais forte e desta vez por conta de um problema na suspensão esquerda.

Todo mundo para os boxes e lá Hamilton perderia duas posições para as RBRs. Todo mundo junto, mas ameaça mesmo só da 3ª posição para trás. Pelo menos a prova ganhou em graça, especialmente graças a Pérez. Do nada, uma brechinha e já era Button.


Enquanto Grosjean batia pela 4ª vez no final de semana e gerou nova bandeira amarela, Maldonado era fechado por Chilton e causaria algo inédito, mesmo para as estreitas ruas de Mônaco. A proteção de pneus pulou para a pista e gerou uma bandeira vermelha para ser recolocada. Tempo de ajeitar os afazeres domésticos, enquanto Rubinho, Galvão e Reginaldo iam enrolando o telespectador - o que há de mais difícil em transmissão ao vivo.

Corrida volta e em outra brecha e mesmo com Alonso enganando, outra posição ganha por Pérez. Sutil também ia passando com habilidade com sua Force India.

Pérez atrás de Raikkonen e na primeira tentativa, quase uma batida. O piloto finlandês, com sua supersinceridade de sempre, avisa à equipe: "Esse idiota teria batido em mim se eu não tivesse ido reto". Na segunda vez, não houve jeito, batida e Raikkonen vendo pontos importantes indo embora.

Se Alonso sofria para se manter, perdendo mais uma posição, agora para Button, Raikkonen tinha poucas voltas para ganhar cinco posições e entrar nos pontos. Melhor do que falar, é mostrar como ele chegou ao 10º lugar e a 23ª corrida seguida na zona de pontuação:



Rosberg completava tranquilo em primeiro, repetindo a vitória de 30 anos atrás do pai, Keke Rosberg, chegando ao alto do pódio antes de Hamilton em 2013, o quarto vencedor do ano (os outros são Vettel, Alonso e Raikkonen). Para Vettel, apesar do segundo lugar, foi um resultado muito bom para o campeonato, com 107 pontos, contra 86 de Raikkonen e 78 de Alonso, que chegou em 7º. Webber completou o pódio, com Sutil, Button, Vergne e di Resta completando a zona de pontuação. 

POLÊMICA
Por mais que os rivais admitam que a vitória da Mercedes em Mônaco não foi por conta disso. Deu muito o que falar, e ainda dará, os treinos secretos feitos pela equipe com os pneus da Pirelli após o GP de Barcelona. Foram 1000 voltas com o carro deste ano porque a equipe sofria muito com os pneus, assim como a RBR.

Por mais desculpas que deem, em tempos de restrição a treinos para conter os gastos e com os pneus sendo preponderantes nas corridas - a ponto de Vettel só poder fazer uma volta com potencial máximo numa corrida - é muita vantagem para a equipe cujo carro mais desgasta pneus. Mesmo sendo mais rápida nos treinos em 2013, a Mercedes perde muito ritmo nas provas por conta disso, ao contrário, por exemplo, da Lottus.

Resta saber o que a FIA fará em relação a isso.

O circo monta a sua tenda no Canadá, daqui a duas semanas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

[Circo a motor] O mais novo domínio de Vettel

0 comentários
Arte sobre foto da Reuters
Se após o GP passado, comentamos a grande corrida da Ferrari de Alonso, o Bahrein mostrou uma vitória ainda mais superior. Desta vez, coube ao líder do campeonato e atual tricampeão mundial Sebastian Vettel chegar à sua segunda vitória na temporada e mostrar que se a RBR não está muito acima das rivais, ao menos segue com força em 2013. 


TREINO 

Vitória na China e bom retrospecto no Bahrein. A Ferrari era considerada uma das favoritas para a vitória. Os treinos mostravam uma disputa com a Mercedes pela pole, mas com a vantagem de ter um bom ritmo de corrida, algo que os carros da equipe alemã ainda não conseguiram. 

No treino oficial, Rosberg conquistou a segunda poleposition seguida da Mercedes. Vettel surpreendeu em segundo, enquanto Alonso e Massa, ajudado pelas punições a Webber e Hamilton, largariam na fileira seguinte. O brasileiro não tinha boas voltas com os pneus médios e largaria com os duros, diferente dos carros que estavam à sua frente. 

Até aí, tudo normal. Nem o mais pessimista torcedor ferrarista, ou o mais ferrenho torcedor adversário, imaginava o que viria no domingo. 


CORRIDA 

Na largada, Alonso pulou para segundo, mas Vettel retomou a posição ainda na primeira volta. Rosberg foi perdendo posições desde o início da corrida. Enquanto Vettel disparava lá na frente, Alonso começou a ver a corrida indo pelo ralo aberto pela asa traseira, que só fechava a pancada. 

Primeiro, teve que antecipar a parada nos boxes para fechar a asa que deveria abrir apenas em dois trechos por volta. Nada feito. Na primeira tentativa de usar o DNS, eis que a asa seguiu aberta. Mais uma parada e nada de mais potência para ultrapassagem até o final da corrida. 

Massa não ia tão bem, mas uma vez com problemas no ritmo de prova, tendo parado até mesmo antes de seus concorrentes, ainda que com pneus mais duros. Ainda assim, estava no bolo com Hamilton, Button, Peres e cia. pelas posições de pontuação. Porém, perdeu pare da asa dianteira já no início da prova e, aparentemente, isso modificou o consumo dos pneus, tendo dois traseiros estourando, do nada, durante a prova. 

Enquanto Alonso teve que se contentar com o 8º lugar, conquistando pontos que podem ser importantes no futuro, Massa empurrou o carro ao final, sendo facilmente ultrapassado até mesmo pela Williams de Pastor Maldonado, chegando na 15ª posição. 

Lá na frente, Vettel tinha vida mais fácil que a de Alonso na semana anterior. Apenas após as primeiras paradas é que ele teve que realizar ultrapassagens para reconquistar o primeiro lugar, em Di Resta, da Force India, que chegaria em um bom 4º lugar. 

De igual ao GP passado, a segunda posição de Raikkonen. O finlandês segue na cola de Vettel no campeonato, aproveitando-se do melhor consumo de pneus da Lottus, que mais uma vez parou menos nos boxes, colocando Grosjean também no pódio. 

Ainda que reclamando do carro, Hamilton chegou em 5º, com Pérez em 6º e Webber em 7º. Destaque para o pressionado piloto mexicano, que gerou intensa briga, com direito a toques, com o companheiro de McLaren, Button, que reclamou pelo rádio e chegou apenas em 10º. Pérez incorporou o “colocar a faca entre os dentes” numa equipe que, historicamente, permite a disputa entre seus pilotos. 


CIRCO 

Assim, Vettel chegou aos 77pontos no campeonato, com Raikkonen o seguindo em 2º, agora 10 pontos atrás, Hamilton em 3º, Alonso em 4º, Webber em 5º e Massa em 6º. 

O circo colocará a sua lona daqui a três semanas para iniciar uma temporada europeia, com a prova em Jerez de la Frontera, onde todos testaram no início do ano.