domingo, 19 de setembro de 2010

IRAAAAAAAADO! - Domingo é sempre assim...

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Todo domingo de uns tempos para cá é a mesma coisa, uma música dos Titãs me vêm à cabeça, em especial o seguinte trecho: "Domingo é sempre assim/ e quem não está acostumado? É dia de descanso, nem precisava tanto...". Opa, paremos aí, afinal a segunda-feira está logo ali para me fazer lembrar que precisava bem mais que 24 horas para tentar descansar e, além disso, estudar mais o que tem de estudar e, ainda além disso, sob as "pressões acústicas" dos meus vizinhos.

É, falar em música e não lembrar desses domingos com a escolha que eles ouvem, quer dizer, querem que a vizinha inteira ouça, é esquecer de um detalhe primordial. A vizinha do lado e toda a sua trupe tem a capacidade - algo para se estudar cientificamente - de escutar cerca de três ou quatro músicas da hora que acorda até a hora que vai dormir.

Eu troco de forma frequente as músicas no meu tocador de MP3, geralmente após ouvir uma sequência de mais de 100 músicas por duas ou três vezes, imagina escutar uma mesma música por 40, 50 vezes! Fora que está (bem) longe de ser o que escuto.

Geralmente ela opta pelos DJs locais, que pegam músicas quaisquer e colocam seus nomes no meio - com direito até a propaganda de loja que vende roupas no estilo surfista, patrocinadora do indivíduo, eis uma nova forma de publicidade. Para a minha sorte (?) só um dia ela colocou o "Rebolation". Uma música que tem cerca de cem vezes a palavra "rebolation" sendo repetida por aproximadamente 50 vezes num só dia!

Voltando aos Titãs, "Domingo é sempre assim, e quem não está acostumado...", quer dizer, e quem fica acostumado a isso?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

“Bola pro mato que o jogo é de campeonato!”

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Pense numa equipe de futebol que jogue toda retrancada, como o São Luiz no jogo de domingo passado contra o CSA, o meu joga mais na defesa ainda. São onze atrás da linha intermediária, com a obrigação de não deixar nada nem ninguém avançar.

As equipes adversárias não costumam avançar muito, já que o nosso esquema de jogo causa medo à maioria dos times adversários. Como se tivéssemos no elenco jogadores com a cara do Amaral e o jeito de tirar a bola do Robben do Felipe Mello – a intenção jamais é machucar alguém (e eu que achava que jamais utilizaria uma piada com ele...).

O lema do meu time é “bola pro mato que o jogo é de campeonato!”. Às vezes, por motivos racionalmente inexplicáveis, a pelota resolve avançar um pouco, permitindo toques de bola no setor defensivo, só para ver a reação do oponente, que se assusta com tamanha “agressividade”. Depois, um bico para qualquer lado, que não seja o do seu próprio gol, retoma as atividades rotineiras.

Em menor quantidade de vezes ainda, quer dizer, quase nunca, a bola vai para o ataque. A torcida entra em polvorosa! O adversário pego de surpresa. Toques rápidos e encantadores à moda do meio-campo da campeã do mundo Espanha. Ouve-se até “olés” das arquibancadas. A bola chega ao centroavante da equipe, melhor dizendo, no jogador que costuma ficar mais avançado, cara a cara com o goleiro. Ele chuta, e, e...

Recua para o arqueiro!!!

Tsc, tsc, desse jeito o meu time nunca vai sair do zero a zero.


*Imagem: Francisco Javier Sassano.