O circo aportou na Bélgica neste fim de semana com inúmeras expectativas e saiu de lá com mais algumas cenas para uma novela sobre a temporada 2009, que envolve até flash backs que darão o que falar - e o que escrever, já que ficará para um post ainda nesta semana. segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Circo a motor - No caminho da Índia
O circo aportou na Bélgica neste fim de semana com inúmeras expectativas e saiu de lá com mais algumas cenas para uma novela sobre a temporada 2009, que envolve até flash backs que darão o que falar - e o que escrever, já que ficará para um post ainda nesta semana. terça-feira, 25 de agosto de 2009
Circo a motor - O operário-padrão
Há meses que espero uma vitória de Rubens Barrichello para comentar algo que um dos professores da Universidade havia falado numa das aulas. E esta vitória finalmente veio num final de semana de fatos inusitados: como a vitória do Sport após 41 dias e o gol do "jogador de IML" Fabinho Capixaba.Enfim, meu professor de Assessoria de Comunicação, matéria que terminou no semestre passado, confessava que não gostava de esportes, mas acreditava que o marketing e a comunicação ligados a esta área deveria ser estudada com profundidade pelos resultados possíveis.
Após isso, em outra aula, ele falou que gostava do Rubinho, apesar da mídia brasileira e dos programas humorísticos sempre o terem tratado com chacota. Segundo o professor, Barrichello sempre foi o "operário-padrão" na categoria, afinal sempre fez o que era possível em seus contratos - nesta parte alguns risos foram ouvidos.
HISTÓRIA
E não deixa de ser verdade. Rubinho entrou na Fórmula 1 com bons resultados com sua Jordan em 1993, e era visto como sucessor natural de Ayrton Senna. Porém, ele não esperava que isso viesse tão cedo, após um GP em que ele mesmo quebrou o braço. Transformou-se num dia de esperança a campeão obrigatório.
Do início surpreendente na Jordan passou perto de ir ao ostracismo e desaparecer da Fórmula 1, até que surgiu a proposta de trabalhar com um ex-campeão mundial, Jack Stewart, que montava uma equipe. Apesar de alguns resultados muito bons para o carro regular, a fama de "pé-de-chinelo" já tinha se inserido nele e a´única vitória da equipe veio com o seu companheiro.
A grande mudança veio mesmo em 2000, com a sua contratação pela Ferrari para correr ao lado do alemão Michael Schumacher. Afinal, Eddie Irvine não conseguiu brigar pelo título de 1999 quando o alemão quebrou a perna no meio da temporada. Era a primeira vez de um brasileiro correndo no carro vermelho mais conhecido do mundo.
A única coisa que não poderia fazer era ser melhor que Schummi, quer dizer na classificação de pilotos deveria ficar "sempre atrás do alemão". E ser segundo lugar num país como o Brasil é o mesmo que ser "o primeiro dos últimos". Mesmo assim, como fiel escudeiro conseguiu ajudar a Ferrari a conseguir um título de pilotos que não vinha há duas décadas.
Até que a situação alegre e vitoriosa na equipe começava a trazer reclamações por baixo dos panos. Primeiro, o azar que o piloto sempre teve correndo no Brasil, a ponto de a equipe errar o cálculo dos combustíveis - após uma pane no sistema de computadores - e o carro parar quando o brasileiro estava em primeiro: pane seca!
A cessão do primeiro lugar na reta final para Schumacher, que nem precisava disso para ganhar o campeonato, num GP do Canadá (?). Além da queda de rendimento do carro, que fez com que o brasileiro abrisse o bico de vez faltando pouco mais de um ano para Schummi se aposentar. Com direito à ultrpassagem do alemão faltando duas curvas para acabar o GP de Mônaco, numa disputa por sexta ou sétima posição!
Rubinho saiu para a emergente Honda - o que acredito ter sido uma falha, já que dali a dois anos ele assumiria o primeiro posto na Ferrari. E não é que a equipe pouco ofereceu e foi caindo, caindo, até que acabasse de vez neste ano?
A sorte dele, o que garantiu que o piloto com maior quantidade de GPs disputados não saísse pela porta dos fundos da categoria, foi o convite de Ross Brawn para se manter no espólio da antiga Honda - que não o manteria para esta temporada. Carro novo, competitivo, mas a falta de sorte de sempre. Até este fim de semana.
FINALMENTE A 100ª VITÓRIA BRASILEIRA!
O treino oficial de sábado mostrou a superioridade dos carros McLaren, com a dobradinha de Lewis Hamilton e Kovalainen - o finlandês que sempre melhora no segundo semestre. A equipe britânica demorou mais que a Ferrari para chegar perto, mas chegou no primeiro nível. Barrichello conseguiu a terceira posição, só que pararia depois dos primeiros colocados.
A Brawn GP aparetnava uma melhora muito boa e, por incrível que pareça, após desistir das "inovações" aplicadas ao carro durante a temporada. Prova que realmente o carro projetado no início do ano era/é muito bom.
De início, a estratégia da equipe inglesa foi de segurar Barrichello, forçando Kovalainen a andar mais devagar do que podia com pneus duros, que deram vantagem à equipe. Assim, Hamilton abria em relação ao brasileiro.
Após o primeiro pit stop, Barrichello conseguiu não só a primeira colocação, como diminui bastante a diferença de Hamilton, lembrando as "voltas de classificação" do bom e velho Schummi.
A segunda parada foi que "resolveu" tudo. O piloto inglês apareceu no pit de "surpresa" e a equipe não tinha o pneu dianteiro direito à disposição. Segundos que permitiriam que Rubinho assumisse a liderança de forma tranquila, apesar do brasileiro ter esta possibilidade nas voltas que antecederiam sua parada.
Mesmo assim, quase tudo vai por água abaixo já que um carro estourou o pneu traseiro esquerdo e se ficasse parado na pista permitiria a bandeira amarela em todo o circuito. O que fez com que o brasileiro antecipasse a parada.
Como não houve necessidade de safety car, bastou ao piloto da Brawn controlar a diferença entre 4,5s e 6s e conseguir uma vitória após 84 GPs. A sua 10ª na carreira e a de número 100 dos brasileiros (Emerson Fittipaldi, José Carlso Pace, Nelson Piquet, Ayrton Senna, Rubens Barrichello e Felipe Massa) na categoria, justamente quando só tinha um piloto nacional correndo.
CAMPEONATO
Com a vitória, a quebra de Vettel, o sétimo lugar de Button e o nono de Weber, Rubinho reassume a segunda posição no campeonato e diminue a diferença para dezoito pontos.
Se ele brigará ou não pelo título, para mim sua grande chance na carreira, é a partir do próximo GP, já neste fim de semana, na Bélgica, é que saberemos. Além do que, por ser mais frio, a tendência é que as Red Bull voltem a disputar as primeiras posições.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
As Muitas Últimas Coisas

Acende ou apaga, vocês têm que decidir.
Local:
Teatro de Arena Sérgio Cardoso
(anexo ao Teatro Deodoro)
Data e Horário:
21 e 22/08 - 20h
23/08 - 17h
Ingresso:
R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
Teatro e Música:
A Cia. Ganymedes agregará um evento extra às apresentações dos domingos (16 e 23/08):
no dia 23, também após o espetáculo, o músico Marcelo Marques (responsável pelas trilhas musicais da Cia. Ganymedes) apresentará composições suas e da banda Gato Zarolho, acompanhado de músicos convidados.

